

QUANDO DEUS SUSSURRA O SEU NOME

Max Lucado






(c) 1995 EDITORIAL CARIBE, INC.
9200 S. Dadeland Blvd., Suite 209
Miami, FL 33156, EE.UU.
Ttulo do original em ingls:
When God Whispers Your Name
(c) 1994 por Max Lucado
Publicado por Word Publishing

Tradutora do ingls ao espanhol: Erma Ducasa

ISBN: 0-88113-377-9
Reservados todos os direitos.
Proibida a reproduo total ou parcial desta obra sem a devida autorizao dos editores.

Traduo do espanhol ao portugus por Daniela Raffo
Terminada em domingo, 27 de janeiro de 2008, 17:08:13

Reviso final e formatao: SusanaCap

Semeadores da Palavra e-books evanglicos

http://semeadoresdapalavra.queroumforum.com


DEDICATRIA        4
RECONHECIMENTOS        4
INTRODUO        5
A CANO DO TROVADOR        8
A VOZ PROVENIENTE DO BALDE DE LIMPEZA        10
POR QUE JESUS IA A FESTAS        16
HERIS OCULTOS        22
VOC PODERIA TER ESTADO NA BBLIA        28
MXIMAS        32
OS CARTES DE NATAL DE DEUS        35
ATRS DA CORTINA DO BANHEIRO        38
AS PERGUNTAS DE GABRIEL        41
QUAL  SEU PREO?        44
PROVISES E GRAA        51
A DECISO        52
O PROFETA        54
O TOQUE DO MESTRE        59
QUANDO OS GRILOS O IRRITEM        60
COMO VER O QUE O OLHO NO V        67
COMO VENCER A HERANA         71
O DOCE SOM DO SEGUNDO VIOLINO        77
O SEU SACO DE PEDRAS        81
SOBRE OZ E DEUS        85
UM TRABALHO INTERNO        89
AS BOAS NOTCIAS DA MEIA-NOITE        94
HBITOS SAUDVEIS        98
DFW E O ESPRITO SANTO        102
O DEUS QUE PELEJA POR VOC        106
O HSPEDE DO MAESTRO        115
O DOM DA INFELICIDADE        118
COMO VER A DEUS        122
RFOS DIANTE DA PORTA        128
A PAISAGEM DAS TERRAS ALTAS        131
O NOME QUE S DEUS CONHECE        135
GUIA DE ESTUDO        139

DEDICATRIA
    Denalyn e eu gostaramos de dedicar este livro  universidade na qual nos graduamos: Abilene Christian University. Saudamos o conselho de direo,  administrao,
a equipe de professores e outros funcionrios. Por tudo o que fizeram e fazem, os aplaudimos.
    "Portanto, meus amados irmos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho no  vo no Senhor" (1 Corntios
15:58, ACF).

RECONHECIMENTOS
    As seguintes pessoas aportaram o necessrio quanto ao estmulo, lembranas, elogios e pontaps no traseiro, para completar este trabalho.
    Obrigado a:
    Karen Hill, minha assistente. Voc sabe o que preciso antes de que eu o pea. Sabe onde est quando o perdi. Sabe o que  necessrio quando no o posso reparar. 
Voc  humana ou anjo?
    Liz Heaney, minha editora. Eis aqui um brinde aos bons livros, longas horas e manuscritos acabados. Obrigado por outro trabalho grandioso.
     famlia Word. A cada um de vocs. Sinto-me honrado de ser seu companheiro.
    A Steve e Cheryl Green. Pela sua dedicao a UpWords e sua leal amizade.
    A Steve Halliday, por escrever o Guia de Estudo.
    A Terry Olivarri, pelas lies sobre o desfrute da vida.
    A Jim Martin, um excelente mdico. Um querido amigo.
    A minha esposa Denalyn. Cada segundo penso em voc. Cada segundo penso no quanto estou agradecido por voc.
    E a voc, leitor, que as palavras deste livro te conduzam  nica Palavra que importa. A dEle.
    Max Lucado

INTRODUO
   
   "As ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome s suas ovelhas, e as traz para fora" (Joo 10:3, ACF).
   Quando vejo um rebanho de ovelhas vejo exatamente isso: um rebanho. Um monte de l. Uma manada de cascos. No vejo uma ovelha. Vejo ovelhas. Todas iguais. Nenhuma 
diferente. Isso  o que eu vejo.
   Mas no  assim para o pastor. Para ele, cada ovelha  diferente. Cada face  especial. Cada rosto tem uma histria. E cada ovelha tem um nome. A dos olhos tristes, 
essa  Droopy. E aquele que tem uma orelha parada e a outra cada, o chamo Oscar. E esse pequeno que tem a mancha preta na pata,  rfo e no tem irmos. O chamo 
Jos.
   O pastor conhece suas ovelhas. As chama pelos seus nomes.
   Quando vemos uma multido, vemos exatamente isso: uma multido. Enchendo um estdio ou inundando um centro comercial. Quando vemos uma multido, vemos gente, 
no pessoas, mas gente. Uma manada de humanos. Um rebanho de rostos. Isso  o que vemos.
   Mas no  assim para o Pastor. Para Ele cada rosto  diferente. Cada face  uma histria. Cada rosto  uma criana. Cada criana tem um nome. A dos olhos tristes, 
essa  a Sally. Aquele velhinho que tem uma sobrancelha levantada e a outra baixa, seu nome  Harry. E esse jovem que manca?  rfo e no tem irmos. O chamo Joey.
   O Pastor conhece suas ovelhas. Conhece a cada uma pelo seu nome. O Pastor o conhece. Conhece seu nome. E nunca o esquecer.
   "Nas palmas das minhas mos eu te gravei" (Isaias 49:16, ACF).
   Pensamento surpreendente, no acha? Seu nome na mo de Deus. Seu nome nos lbios de Deus. Talvez tenha visto seu nome em alguns lugares especiais. Num prmio 
ou num diploma, ou sobre uma porta de madeira de cedro. Ou talvez tenha ouvido seu nome na boca de algumas pessoas importantes: um treinador, uma celebridade, um 
professor. Mas pensar que seu nome est na mo de Deus e nos lbios de Deus... opa, ser isso possvel?
   E possivelmente nunca tenha visto que seu nome seja honrado. E no podes se lembrar se alguma vez ouviu que o mencionaram com gentileza. Se esse  o caso,  possvel 
que lhe seja ainda mais difcil acreditar que Deus conhece seu nome.
   Porm, sim, o conhece. Escrito em sua mo. Expressado pela sua boca. Sussurrado pelos seus lbios. Seu nome. E no s o nome que agora voc tem, mas tambm o 
nome que Ele tem reservado para voc. Um novo nome que lhe dar... porm espere, estou me adiantando. Lhe contarei sobre o novo nome no ltimo captulo. Isto  s 
a introduo.
   De modo que... posso apresentar-lhe este livro?  um livro de esperana. Um livro cujo nico objetivo  o de dar nimo. Durante este ltimo ano tenho colhido 
idias de diversos campos. E embora seus tamanhos e sabores sejam variados, seu propsito  singular: brindar a voc, o leitor, uma palavra de esperana. Achei que 
podia necessitar dela.
   Voc esteve em minha mente ao escrever. Freqentemente pensei em voc. Sinceramente o fiz. Atravs dos anos cheguei a conhecer bastante bem a muitas pessoas. 
Tenho lido suas cartas, lhe apertei a mo e observei seus olhos. Acho que o conheo. 
   Est ocupado. O tempo passa antes que finalizem suas tarefas. E se tem oportunidade de ler,  sem dvida muito escassa.
   Est ansioso. As ms notcias se propagam mais rpido que as boas. Os problemas so mais numerosos que as solues. E est preocupado. Que futuro tem seus filhos 
aqui nesta terra? Que futuro tem voc?
   Voc  cauteloso. J no confia com tanta facilidade como antes.
   Os polticos mentiram. O sistema falhou. O ministro negociou. Seu cnjuge foi infiel. No  fcil confiar. No  que no deseje faz-lo. Simplesmente se trata 
de que deseja ser cuidadoso.
   H mais uma coisa. Voc cometeu alguns erros. Conheci algum numa livraria de Michigan. Um homem de negcios, raras vezes saa de seu escritrio e muito menos 
para conhecer um autor. Mas naquela ocasio o fez. Se lamentava pelas muitas horas de trabalho e as poucas horas que passava em casa e desejava falar.
   E a me, sozinha em Chicago. Uma criana lhe falava, a outra chorava, mas fazendo piruetas com ambos, apresentou seu argumento. "Cometi erros", explicou, "mas 
verdadeiramente desejo fazer uma nova tentativa".
   E essa noite em Fresno. O msico cantou, eu falei e voc veio. Quase que no foi. Quase ficou em casa. Esse dia encontrou o bilhete de sua esposa. Ela ia deix-lo. 
Porm, da mesma forma voc veio. Esperava que eu tivesse alguma coisa para a dor. Esperava que tivesse uma resposta. Onde est Deus num momento como este?
   E assim, ao escrever, pensei em voc. Em todos como voc. No  malicioso. No  malvado. No  de corao duro (s vezes cabea-dura, mas no corao-duro). 
Realmente deseja fazer o correto. Mas s vezes a vida d uma virada para pior. Muitas vezes precisamos uma lembrana.
   No um sermo.
   Uma lembrana.
   Uma lembrana de que Deus conhece seu nome.
   Para este livro se apresentaram muitos captulos  audio, mas nem todos foram selecionados, depois de tudo, no servia qualquer captulo. Requeria-se brevidade, 
pois voc est ocupado. Necessitava-se esperana, pois voc est ansioso. Exigia-se lealdade s Escrituras, pois voc  cauteloso. Tentei brindar um repertrio de 
captulos que recitem bem as letras da graa e cantem bem a melodia do gozo. Pois voc  o hspede do Mestre e Ele prepara um concerto que nunca esquecers.
   

PARTE I
A CANO DO TROVADOR
   
   Minha esposa adora antiguidades. Eu no (para mim so um pouco velhas). Mas como amo minha esposa, s vezes me encontro guiando trs meninas por uma loja de antiguidades 
enquanto Denalyn faz compras.
   Tal  o preo do amor.
   O segredo da sobrevivncia numa loja de relquias  encontrar uma cadeira e um livro velho e acomodar-se para suportar a longa jornada. Foi isso o que fiz ontem. 
Depois de advertir as crianas que olhassem com seus olhos, no com suas mos, sentei-me numa cmoda cadeira de balano com algumas revistas Life dos anos cinqenta.
    Foi nesse momento que ouvi a msica. Msica de piano. Msica bonita. Da obra de Rogers e Hammerstein. As colinas adquiriam vida com o som da destreza de algum 
no teclado. 
   Voltei para ver quem tocava, mas no podia ver ningum. Me aprumei e me aproximei. Um pequeno grupo de ouvintes tinha se juntado diante do velho piano vertical. 
Entre os mveis podia ver as pequenas costas do pianista. Opa, s  uma menina! Dando mais uns passos pude ver seus cabelos. Curto, loiro e gracioso como... Surpreendente, 
 Andria!
   Nossa filha de sete anos estava sentada no piano percorrendo com suas mos o teclado de ponta a ponta. Fiquei aturdido. Que presente do cu era este, que possa 
tocar de tal maneira? Ter se ativado algum gene que ela herdou da famlia? Mas ao aproximar-me mais, pude ver o verdadeiro motivo. Andria "tocava" um piano automtico. 
No produzia msica; a seguia. No tinha o controle do teclado, mas sim tentava seguir o ritmo. Embora parecesse executar a cano, na verdade, s tentava seguir 
o ritmo de uma cano j escrita. Quando uma tecla se abaixava, suas mos disparavam.
   Ah, mas se pudesse ter visto seu pequeno rosto, alegre e feliz! Olhos que danavam do mesmo modo que o teriam feito seus ps se fosse possvel pr-se em p e 
tocar ao mesmo tempo.
   Percebia por que estava to feliz. Sentou-se que a inteno de tocar "Chopsticks" 1, mas em vez disso tocou "The Sound of Music" 2. Ainda mais importante que 
isso era que era impossvel fracassar. Algum maior que ela determinava o som. Andria tinha a liberdade de tocar o que quisesse, sabendo que a msica nunca sofreria.
   No  de se surpreender que se regozijasse. Tinha motivos para faz-lo. Tambm ns temos.
   Deus no nos prometeu o mesmo? Nos sentamos diante do teclado, dispostos a executar a nica cano que sabemos, mas descobrimos uma nova cano. Uma melodia sublime. 
E ningum se surpreende mais que ns mesmos quando nossos esforos anmicos se transformam em momentos melodiosos.
   Voc tem, sabe?, uma cano completamente sua. Cada um de ns a tem. A nica pergunta : vai toc-la?
   Ao olhar como Andria "tocava" esse dia na loja de antiguidades, observei um par de coisas.
   Notei que o piano recebia todo o crdito. A multido reunida apreciava os esforos de Andria, mas conhecia a verdadeira fonte da msica. Quando Deus opera, sucede 
o mesmo.  possvel que aplaudamos o discpulo, mas ningum sabe melhor que o prprio discpulo quem na verdade merece o elogio.
   Mas isso no impede que o discpulo se sente no banco. Certamente no impediu que Andria se sentasse ao piano. Por qu? Porque sabia que no era possvel fracassar. 
Mesmo sem compreender como funcionava, sabia que o fazia.
   E assim se sentou ao teclado... e foi uma experincia memorvel.
   Ainda quando seja possvel que no compreenda como opera Deus, voc sabe que Ele o faz.
   Ento, adiante. Aproxime um banco, sente-se ao piano e toque.
   
CAPTULO 1
A VOZ PROVENIENTE DO BALDE DE LIMPEZA
   O corredor est silencioso exceto pelas rodas do balde e os ps que o velho vai arrastando. Ambos soam cansados.
   Os dois conhecem estes pisos. Quantas noites Hank os limpou? Sempre cuidando de limpar os cantos. Sempre cuidadoso de colocar sua placa amarela de advertncia 
devido ao cho molhado. Sempre ri ao faz-lo. "Cuidado todos", ri para dentro, sabendo que no h ningum por perto.
   No s trs da manh.
   A sade de Hank j no  como antes. A gota sempre o mantm acordado. A artrite o faz mancar. Seus culos so to grossos que seus globos oculares aparentam ser 
o dobro do tamanho normal. Seus ombros esto cados. Mas realiza seu trabalho. Ensopa o cho com gua com sabo. Esfrega as marcas dos saltos que os advogados de 
passo firme deixaram. Terminar sua tarefa uma hora antes da hora de ir embora. Sempre finaliza cedo. Tem sido assim durante vinte anos.
   Quando acabar guardar o balde e se sentar do lado de fora do escritrio do scio mais antigo, e esperar. Nunca sai cedo. Poderia faz-lo. Ningum saberia. 
Mas no o faz.
   Uma vez quebrou as regras. Nunca mais.
   s vezes, se a porta est aberta, entra no escritrio. No por muito tempo. S para olhar. O escritrio  maior que seu apartamento. Percorre com seu dedo o escritrio. 
Acaricia o sof de couro macio. Permanece em p diante da janela e observa enquanto o cu cinzento se torna dourado. E recorda.
   Uma vez teve um escritrio como este.
   L quando Hank era Henry. Naquele tempo, esse encarregado da limpeza era um executivo. Faz muito tempo. Antes do turno da noite. Antes do balde de limpeza. Antes 
do uniforme de manuteno. Antes do escndalo.
   Hank no pensa muito no assunto. No h razo para faz-lo. Ficou encrencado, o despediram e foi embora dali. Isso  tudo. No so muitos os que sabem do assunto. 
Melhor assim. No  necessrio dizer-lhes nada a esse respeito.
    seu segredo.
   A histria de Hank, por falar nisso,  real. Mudei o nome e um ou dois detalhes. Dei-lhe uma profisso diferente e o situei num sculo diferente. Porm a histria 
 verdica. Voc j a ouviu. A conhece. Quando lhe disser o verdadeiro nome, lembrar.
   Porm, mas que uma verdadeira histria,  uma histria comum.  uma histria sobre um sonho descarrilado.  uma histria de uma coliso entre esperanas elevadas 
e duras realidades.
   Acontece com todos os sonhadores. E como todos sonhamos, nos acontece a todos.
   No caso de Hank, tratava-se de um erro que nunca poderia esquecer. Um grave erro. Hank matou algum. Encontrou um valento que batia num homem inocente e Hank 
perdeu o controle. Assassinou o assaltante. Quando o fato se tornou conhecido, Hank foi embora.
   Hank preferiu esconder-se para no ser preso. Ento, fugiu. O executivo se converteu num fugitivo.
   Histria verdica. Histria comum. A maioria das histrias no chega ao extremo da de Hank. Poucos passam suas vidas fugindo da lei. Muitos, porm, vivem com 
remorsos.
   "Poderia ter conseguido uma vaga em golfe na universidade", me disse um homem a semana passada, estando na quarta rea de sada. "Tive uma oferta assim que sa 
da escola secundria. Mas me uni a uma banda de rock. No final nunca fui. Agora estou limitado a consertar portas de garagens".
   "Agora estou limitado". Epitfio de um sonho descarrilado.
   Pegue um anurio da escola secundria e leia a frase de "O que desejo fazer" embaixo de cada retrato. Vai ficar tonto ao respirar o ar contaminado de vises de 
cumes de montanhas.
   "Estudar numa universidade de renome".
   "Escrever livros e viver na Sua".
   "Ser mdico num pas do Terceiro Mundo".
   "Ensinar para crianas de bairros pobres".
   Ainda assim, leve o anurio a uma reunio de ex-colegas depois de vinte anos de graduados e leia o captulo seguinte. Alguns sonhos se converteram em realidade, 
mas muitos no. Compreenda que no  que todos devam concretizar-se. Espero que esse pequenino que sonhava em ser um lutador de sum tenha recuperado seu bom senso. 
E espero que no tenha perdido sua paixo durante o processo. Mudar de direo na vida no  trgico. Mas perder a paixo .
   Algo nos acontece no trajeto. As convices de mudar o mundo vo-se degradando at converter-se em compromissos de pagar as contas. Em vez de alcanar uma mudana, 
conseguimos um salrio. Em lugar de olhar para a frente, olhamos para trs. Em lugar de olhar para fora, olhamos para dentro.
   E no gostamos do que vemos.
   Hank no se agradava. Hank via um homem que se havia conformado com a mediocridade. Tendo sido educado nas instituies de maior excelncia do mundo, contudo 
trabalhava no turno noturno de um servio de salrio mnimo para no ser visto de dia.
   Mas tudo isso mudou quando ouviu a voz que vinha do balde. (Mencionei que esta histria  verdica?).
   No princpio achou que a voz fosse uma piada. Alguns dos homens do terceiro andar faziam truques desse tipo.
   - Henry, Henry - chamava a voz.
   Hank virou-se. Mais ningum o chamava de Henry.
   - Henry, Henry.
   Olhou para o balde. Resplandecia. Vermelho brilhante. Vermelho ardendo. Podia perceber o calor a dois metros de distncia. Aproximou-se e olhou para dentro. A 
gua no fervia.
   - Isto  estranho - murmurou Hank ao aproximar-se mais um passo para poder ver com maior clareza. Porm a voz o deteve.
   - No se aproxime mais. Tire o calado. Est parado sobre piso santo.
   De repente Hank soube quem falava.
   - Deus?
   No estou inventando isto. Sei que pensa que sim. Parece loucura. Quase irreverente. Deus falando de um balde quente a um zelador de nome Hank? Seria crvel se 
dissesse que Deus falava de uma sara ardente a um pastor de nome Moiss?
   Talvez esta verso seja mais fcil de analisar... porque voc j a ouviu antes. Mas o simples fato de que seja Moiss e uma sara em vez de Hank e um balde no 
faz com que seja menos espetacular.
   Com certeza Moiss deixou cair as sandlias por causa da emoo. Nos perguntamos o que surpreendeu mais o ancio: que Deus lhe falasse de uma sara ou o simples 
fato de que Deus lhe falasse.
   Moiss, igual a Hank, tinha cometido um erro.
   Voc se lembra da histria. Da nobreza por adoo. Um israelita criado num palcio egpcio. Seus compatriotas eram escravos, porm Moiss era privilegiado. Comia 
 mesa real. Foi educado nas escolas mais refinadas.
   Mas a professora que mais influiu no tinha ttulo algum. Era sua me. Uma judia que contrataram para ser sua aia. "Moiss", voc quase pode ouvir como sussurra 
a seu jovem filho, "Deus o colocou aqui de propsito. Algum dia voc libertar o seu povo. Nunca esquea, Moiss. Nunca esquea".
   Moiss no o fez. A chama da justia se fez mais quente at arder. Moiss viu um egpcio que batia num escravo hebreu. Do mesmo modo que Hank matou o assaltante, 
Moiss assassinou o egpcio.
   No dia seguinte, Moiss viu o hebreu. Pensava que o escravo lhe agradeceria. No o fez. Em vez de mostrar gratido, expressou ira. "Pensas matar-me, como mataste 
o egpcio?" (x 2:14, ACF).
   Moiss soube que estava em dificuldades. Fugiu do Egito e se ocultou no deserto. Chame a isso uma mudana de carreira. Passou de jantar com os dirigentes de estado 
a contar cabeas de ovelhas.
   No se pode dizer que tenha subido de posio.
   E assim foi que um hebreu brilhante e promissor comeou a cuidar das ovelhas nas colinas. Do crculo mais refinado ao cultivo do algodo. Do escritrio oval ao 
txi. De manobrar o taco de golfe a cavar uma vala.
   Moiss pensou que a mudana era permanente. No existe evidncia de que tenha jamais albergado a inteno de voltar para o Egito. Alm disso, tudo parece indicar 
que desejava permanecer com suas ovelhas. De p descalo perante a sara, confessou: "Quem sou eu, que v a Fara e tire do Egito os filhos de Israel?" (x 3:11, 
ACF). 
   Alegra-me que Moiss tenha feito essa pergunta.  uma boa pergunta. Por que Moiss? Ou, mais especificamente, por que o Moiss de oitenta anos?
   A verso de quarenta anos era mais atraente. O Moiss que vimos no Egito era mais temerrio e seguro. Mas o que encontramos quatro dcadas mais tarde era relutante 
e curtido.
   Se voc ou eu tivssemos visto Moiss l no Egito, teramos dito: "Este homem est pronto para a batalha". Foi educado no sistema mais refinado do mundo. Treinado 
pelos soldados mais hbeis. Contava com acesso instantneo ao crculo ntimo de Fara. Moiss falava sua lngua e conhecia seus costumes. Era o homem perfeito para 
a tarefa.
   Gostamos do Moiss de quarenta anos. Mas o Moiss de oitenta? De jeito nenhum. Demasiado velho. Demasiado cansado. Cheira a pastor. Fala como estrangeiro. Que 
impacto causaria em Fara? No era o homem indicado para a tarefa.
   E Moiss estaria de acordo. "J tentei antes", diria ele. "Esse povo no quer ajuda. S me deixe aqui para cuidar de minhas ovelhas. So mais fceis de conduzir".
   Moiss no teria ido. Voc no o teria enviado. Eu no o teria enviado.
   Mas Deus o fez. Como se entende isto? No banco de reservas aos quarenta e titular aos oitenta. Por qu? O que sabe agora que antes desconhecia? O que aprendeu 
no deserto que no Egito no aprendera?
   Para comear, a vida no deserto. O Moiss de quarenta anos era um cidado da cidade. O octogenrio conhece o nome de cada cobra e a localizao de cada poo de 
gua. Se deve conduzir milhares de hebreus no deserto, ser melhor que conhea o bsico da vida no deserto.
   Outro assunto  a dinmica de famlia. Se vai ter que viajar com famlias durante quarenta anos,  possvel que seja de ajuda compreender como agem. Ele se casa 
com uma mulher de f, a filha de um sacerdote midianita, e estabelece sua famlia.
   Porm ainda mais importante que a vida do deserto e as pessoas, Moiss precisa aprender algo sobre si mesmo.
   Aparentemente aprendeu. Deus diz que Moiss est pronto.
   E para convenc-lo, lhe fala atravs de um arbusto. (Era necessrio que fizesse algo dramtico para captar a ateno de Moiss).
   "Acabaram as aulas", disse Deus. "Chegou o momento de comear a trabalhar". Coitado de Moiss. Nem sequer sabia que estava inscrito.
   Porm estava. E, adivinha. Voc tambm est. A voz da sara  a voz que sussurra para voc. O lembra que Deus ainda no acabou a obra com voc. Claro que  possvel 
que ache que acabou. Talvez pense que j est no declinio. Ou ache que h outro para realizar a tarefa.
   Se  isso o que voc pensa, reconsidere.
   "Aquele que em vs comeou a boa obra a aperfeioar at ao dia de Jesus Cristo" (Filipenses 1:6, ACF).
   Voc viu o que Deus faz? Uma boa obra em voc.
   Viu quando a terminar? Quando Jesus voltar.
   Posso soletrar uma mensagem? Deus ainda no terminou sua obra em voc.
   Seu Pai quer que saiba disto. E para convenc-lo,  possvel que o surpreenda. Talvez lhe fale atravs de um balde ou, mais estranho ainda, talvez lhe fale por 
meio deste livro.
   
CAPTULO 2
POR QUE JESUS IA A FESTAS
   
   Eu tinha planejado escrever um captulo baseado em doze versculos esta semana, mas no consegui passar do segundo versculo; isso no deveria acontecer. Espera-se 
que apresente a histria completa. Tinha a inteno de faz-lo, na verdade. Mais fiquei atrapalhado. O segundo versculo no me largava, me tomou como refm, ento 
dediquei a lio completa a um versculo. O resultado foi uma pequena frase cativante.
   Lhe contarei sobre a mesma, depois de preparar o cenrio.
   Imagine seis homens caminhando por um caminho estreito. O amanhecer dourado irrompe detrs deles, fazendo que se alonguem suas sombras para frente. O frescor 
da madrugada obriga a cingir firmemente as roupas. A grama resplandece pelo efeito dos diamantes de orvalho.
   Os rostos dos homens tm veemncia, mas so comuns. Seu lder  seguro, mas desconhecido. O chamam Rabi; mais parece com um operrio. E est certo que seja assim, 
pois passou muito mais tempo construindo que ensinando. Mas esta semana comeou o ensino.
   Para onde se dirigem? Ao templo para adorar?  sinagoga para ensinar? s colinas para orar? No lhes disse, mas cada um tem sua prpria idia a respeito.
   Joo e Andr esperam que os leve ao deserto. Ali foi onde os levou seu mestre anterior. Joo Batista os guiava s colinas desrticas e oravam muitas horas. Jejuavam 
vrios dias. Anelavam a chegada do Messias. E agora, o Messias est aqui.
   Certamente Ele far o mesmo.
   Todos sabem que o mandamento  ser um homem santo. Todos sabem que o negar-se a si mesmo  o primeiro passo para a santidade. Com toda certeza a voz de Deus  
ouvida primeiro pelos eremitas. Jesus nos leva  solido. Pelo menos  o que pensam Joo e Andr.
   Pedro tem uma outra opinio. Pedro  um homem de ao. Do tipo de pessoa que arregaa as mangas. Dos que se levantam e falam. Agrada-lhe a idia de ir para algum 
lugar. O povo de Deus necessita estar em movimento. Talvez nos leve a algum lugar para pregar... pensa consigo mesmo. E ao caminhar, Pedro rabisca seu prprio sermo, 
caso Jesus necessite de um descanso.
   Natanael estaria em desacordo. Vem e v, tinha convidado ao seu amigo Felipe. De modo que veio. E Natanael gostou do que viu. Em Jesus viu um homem de pensamento 
profundo. Um homem de meditao. Um corao para a contemplao. Um homem que, como Natanael, tinha passado horas sob a figueira refletindo sobre os mistrios da 
vida. Natanael estava convencido que Jesus os levava a um lugar onde meditar. Uma silenciosa casa numa distante montanha, para l nos dirigimos.
   E a respeito de Felipe? O que pensava ele? Era o nico apstolo de nome gentio. Quando os gregos vieram procurando Jesus, Felipe foi a pessoa da qual se aproximaram. 
Possivelmente tivesse contatos gregos. Talvez tivesse um corao para os gentios. Por ser assim, esperava que esta travessia fosse uma viagem missionria... fora 
da Galilia. Fora da Judia. Entrando numa terra distante.
   Aconteceu essa especulao? Quem sabe? Sei o que acontece hoje em dia.
   Sei que os seguidores de Jesus frequentemente se alistam com elevadas aspiraes e expectativas. Os discpulos entram nas fileiras com programas no verbalizados, 
mas sentidos. Lbios prontos para pregar, aos milhares. Olhos fixos em costas estrangeiras. Sei para onde Jesus vai me levar, proclamam os jovens discpulos, e assim 
eles, igual aos primeiros cinco, o seguem.
   E eles, igual aos primeiros cinco, ficam surpreendidos.
   Talvez foi Andr quem perguntou. Ou talvez foi Pedro.  possvel que todos tenham se dirigido a Jesus. Mas aposto que em nenhum momento da viagem os discpulos 
expressaram suas suposies.
   - Ento, Rabi, para onde nos conduzes? Para o deserto?
   - No - opina outro -, nos leva ao templo.
   - Ao templo? - desafia um terceiro -. Nos dirigimos para onde esto os gentios!
   Depois se gera um coro de confuso que somente acaba ao Jesus levantar sua mo e dizer com suavidade:
   - Vamos a uma boda.
   Silncio. Joo e Andr se entreolham.
   - Uma boda? - dizem -. Joo Batista jamais teria assistido a um casamento. Ora, se ali se bebe, h risos e danas...
   - E barulho! - aponta Felipe -. Como se pode meditar num casamento barulhento?
   - Ou pregar? - agrega Pedro.
   - Por que temos que ir a um casamento?
   Boa pergunta. Por que Jesus levaria a seus seguidores, em sua primeira viagem, a uma festa? No tinham trabalho para realizar? no tinha princpios para ensinar? 
No era limitado o seu tempo? Como podia caber uma boda em seu propsito na terra?
   Por que Jesus foi ao casamento?
   A resposta? Est no segundo versculo de Joo 2 (o versculo do qual no pude passar). "E foi tambm convidado Jesus e os seus discpulos para as bodas".
   Quando os noivos fizeram a lista de convidados, incluram o nome de Jesus. E quando Jesus se apresentou com uma meia dzia de amigos, no foi revogado o convite. 
Quem quer que fosse o anfitrio dessa festa, estava feliz de que Jesus estivesse presente.
   - Se certifiquem de escrever o nome de Jesus na lista - talvez tivesse dito -. Ele verdadeiramente d vida a uma festa.
   Jesus no foi convidado por ser uma celebridade. Ainda no o era. O convite no foi motivado pelos milagres. Ainda no tinha feito nenhum. Por que foi convidado?
   Acho que foi porque o queriam.
   Grande coisa? Eu acho que sim. Acho que  significativo que as pessoas comuns de um pequeno povoado desfrutasse de estar com Jesus. Creio que vale a pena destacar 
que o Todo Poderoso no se comportava de maneira arrogante. O Santo no era santarro. Aquele que tudo sabia no era um sabicho. O que fez as estrelas no tinha 
a cabea metida nelas. Aquele que possui tudo o que h na terra nunca a percorreu com altivez.
   Nunca. Podia t-lo feito. Certamente poderia t-lo feito!
   Poderia ter sido dos que deixam escapar nomes ao descuido: "Alguma vez te falei da ocasio em que Moiss e eu subimos a montanha?".
   Poderia ter sido jactancioso: "Escuta, desejas que te tele-transporte para o sculo vinte?".
   Poderia ter sido um convencido: "Sei o que ests pensando. Quer que demonstre?".
   Poderia ter sido altaneiro e soberbo: "Possuo algumas terras em Jpiter...".
   Jesus poderia ter sido todas essas coisas, porm no foi. Seu propsito no era jactar-se, seno somente acudir. Esforou-se sobremaneira por ser to humano quanto 
qualquer outro. No necessitava estudar e ainda assim ia  sinagoga. No tinha necessidade de ingressos e ainda assim trabalhava numa oficina. Conhecia a comunho 
com os anjos e escutava as harpas do cu, e ainda assim assistia a festas organizadas por cobradores de impostos. E sobre suas costas pesava o desafio de redimir 
a criao, e ainda assim dedicou o tempo de percorrer a p os cento e quarenta e quatro quilmetros que separavam Jeric de Can para assistir a uma boda.
   Como resultado, as pessoas o queriam. Obviamente que havia quem se burlasse de suas declaraes. O chamavam blasfemo, mas nunca o acusaram de fanfarro. O acusaram 
de heresia, mas nunca de arrogncia. O culparam de radical, mas nunca de inacessvel. 
   No existe indcio de que alguma vez tenha usado sua condio celestial para ganncia pessoal. Jamais. Simplesmente voc no tem a impresso de que seus vizinhos 
tenham se cansado de sua arrogncia e perguntassem: "Pois bem, quem voc se acha que ?".
   Sua f fazia com que o amassem, no que o detestassem. Tomara que a nossa produzisse o mesmo efeito!
   De onde tiramos a idia de que um bom cristo  um cristo solene? Quem iniciou o rumor de que o que identifica um discpulo  uma cara comprida? Como criamos 
esta idia de que os verdadeiramente dotados so os de corao pesaroso? 
   Posso declarar uma opinio que talvez produza um levantar de sobrancelha? Posso dizer por que acho que Jesus foi ao casamento? Penso que foi ao casamento para... 
fique firme, preste ateno ao que falo, permita-me que o diga antes que esquente o breu e depene a galinha... Acredito que Jesus foi  boda para divertir-se.
   Considere isso. Tinha sido uma temporada difcil. Quarenta dias no deserto. Nada de comida nem gua. Uma confrontao com o diabo. Uma semana dedicada  iniciao 
de uns novatos galileus. Uma mudana de trabalho. Saiu de casa. No tem sido fcil. Um descanso seria bem-vindo. Uma boa comida com bom vinho, acompanhado de bons 
amigos... pois bem, parece bastante agradvel.
   Assim que para l se dirigem.
   Seu propsito no era o de converter a gua em vinho. Isso foi um favor para seus amigos.
   Seu propsito no era o de demonstrar poder. O anfitrio do casamento nem sequer soube o que Jesus tinha feito.
   Seu propsito no era o de pregar. No consta que tivesse havido um sermo.
   Realmente, sobra s um motivo. Diverso. Jesus foi ao casamento porque queria aquela gente, gostava da comida e, o cu no permita, at pode ser que tenha desejado 
dar um par de voltas danando com a noiva. (Depois de tudo, Ele mesmo est preparado para uma grande boda. Ser que queria praticar?).
   Assim que, perdoem-me, dicono P-Seco e irm Corao-Triste. Lamento arruinar sua marcha fnebre, mas Jesus era uma pessoa amada. E seus discpulos devem t-lo 
sido tambm. No falo de libertinagem, bebedeira e adultrio. No apio a transigncia, a grosseria nem a obscenidade. Sou somente um cruzado em favor da liberdade 
de desfrutar de uma boa piada, dar vida a uma festa enfadonha e apreciar uma noite divertida. 
   Talvez estes pensamentos te surpreendam. A mim tambm. No acuso Jesus de ser amante de festas. Mas ele era. Seus adversrios o acusavam de comer demasiado, beber 
demasiado e de andar com o tipo menos adequado de pessoas! (Veja Mateus 11:19). Devo confessar: faz tempo que no me acusam de divertir-me demasiado. E voc?
   Costumvamos ser bons nisso. O que aconteceu? Que aconteceu com o gozo puro e o riso sonoro? Ser que nossas gravatas nos enforcam? Ser que nossos diplomas nos 
dignificam? Ser que os bancos da igreja nos deixam duros como varas?
   No seria possvel que aprendamos a ser crianas outra vez?
   Tragam as bolinhas de gude... (e qual  se os sapatos se estragam?).
   Tragam o basto e a luva de basebol... (e da se depois os msculos doem?).
   Tragam os doces... (e da se grudam nos dentes?).
   Volte a ser criana. Seja simptico. Ria. Molhe sua bolacha no leite. Durma uma sesta. Pea perdo se fere algum. Persiga uma borboleta. Volte a ser criana.
   Relaxe. No tem pessoas para abraar nem pedras para pular nem lbios para beijar? Algum deve rir do coelho Pernalonga... Por que no voc? Algum dia voc aprender 
a pintar... Por que no faz-lo agora? Algum dia ser aposentado... Por que no faz-lo hoje?
   No quero dizer aposentar-se do trabalho, mas sim aposentar-se da atitude. Sinceramente, alguma vez as queixas melhoraram um dia? Voc tem pagado as contas com 
resmungos? Tem produzido alguma mudana a preocupao pelo amanh?
   Deixe que outro controle o mundo por um tempo.
   Jesus dedicou tempo para uma festa... No deveramos faz-lo ns tambm?
   
CAPTULO 3
HERIS OCULTOS
   Os verdadeiros heris so difceis de identificar. No parecem heris. Eis aqui um exemplo.
   Entre comigo num mido calabouo na Judia. Enxergue atravs de uma pequena janela na porta. Considere o estado do homem que est no cho. Acaba de inaugurar 
o maior movimento da histria. Suas palavras fizeram explodir uma revoluo que abranger dois milnios. Historiadores futuros o descrevero como denodado, nobre 
e visionrio.
   Porm neste momento parece qualquer coisa menos isso. Bochechas chupadas. Barba crescida. Confuso estampada em seu rosto. Inclina-se para trs apoiando-se na 
fria parede, fecha seus olhos e suspira.
   Joo nunca conheceu a dvida. Fome, sim. Solido, com freqncia. Porm dvida? Nunca. S crua convico, pronunciamentos impiedosos e spera verdade. Tal era 
Joo Batista. Convico to feroz como o sol do deserto.
   At o momento. Agora o sol est bloqueado. Agora sua coragem mingua. Agora vm as nuvens. E agora, ao enfrentar-se com a morte, no levanta um punho de vitria; 
s eleva uma pergunta. Seu ato final no  uma proclamao de valor, mas uma declarao de confuso: "Indaguem se Jesus  ou no  o Filho de Deus".
   O precursor do Messias teme o fracasso. "Indaguem se eu disse a verdade. Perguntem se enviei as pessoas ao Messias correto. Pesquisem se tenho estado certo ou 
se fui enganado" (Veja Mateus 11:2).
   No soa demasiado herico, verdade?
   Preferiramos que Joo morresse em paz. Preferiramos que o pioneiro alcanasse o vislumbre da montanha. Parece ser injusto que ao marinheiro no lhe seja concedida 
a viso da costa. Depois de tudo, no foi permitido a Moiss uma viso do vale? No  Joo o primo de Jesus? Se algum merece ver o fim dessa senda, no  ele?
   Aparentemente no.
   Os milagres que profetizou, nunca os viu. O reino que anunciou, nunca o conheceu. E do Messias que proclamou, agora duvida.
   Joo no tem a aparncia do profeta que seria a transio entre a lei e a graa. No tem o aspecto do heri.
   Os heris raramente parecem s-lo.
   Posso agora te conduzir a outra priso para um segundo exemplo?
   Nesta ocasio o crcere est em Roma. O homem se chama Paulo. O que Joo Batista fez para apresentar Cristo, Paulo fez para explic-lo. Joo limpou o caminho; 
Paulo erigiu pilares de sinalizao. 
   Como Joo, Paulo deu forma  histria. Como Joo, Paulo haveria de morrer no crcere de um dspota. No houve manchetes que anunciassem sua execuo. Nenhuma 
testemunha registrou os fatos. Quando o machado bateu no pescoo de Paulo, os olhos da sociedade no piscaram. Para eles Paulo era um representante peculiar de uma 
estranha f. 
   Espie dentro da priso e veja por si mesmo: encurvado e frgil, algemado ao brao de um guarda romano. Eis aqui o apstolo de Deus. Quem sabe quando foi a ltima 
vez que suas costas sentiram um leito ou sua boca degustou uma boa comida? Trs dcadas de viagens e dificuldades, e que obteve de tudo isso?
   H brigas em Filipos, competio em Corinto, os legalistas pululam na Galcia. Creta est cheia de amantes do dinheiro. feso est cheia de mulherengos. Inclusive 
alguns dos amigos de Paulo se voltaram contra ele.
   Em total bancarrota. Sem famlia. Sem propriedade. Curto de vista e desgastado.
    verdade que viveu momentos destacados. Falou uma vez com um imperador, mas no conseguiu convert-lo. Deu um discurso num clube de homens do Arepago, porm 
no voltaram a pedir-lhe que falasse ali. Passou uns poucos dias com Pedro e os rapazes em Jerusalm, mas ao que parece no lograram entrosar-se, e assim Paulo dedicou-se 
a recorrer os caminhos.
   E nunca se deteve. feso, Tessalnica, Atenas, Siracusa, Malta. A nica lista mais longa de seu itinerrio foi a de seu azar. O apedrejaram numa cidade e em outra 
ficou varado. Quase afogou vrias vezes, assim como quase morreu de fome. Se permanecia mais de uma semana num mesmo lugar, provavelmente se tratasse de uma priso.
   Nunca recebeu salrio. Devia custear suas viagens. Manteve um trabalho em tempo parcial paralelamente para cobrir os gastos. 
   No parece um heri.
   Tambm no soa como um. Apresentava-se como o pior pecador da histria. Foi um matador de cristos antes de ser um lder cristo. Em certas ocasies seu corao 
estava to agoniado que sua pena cruzava a pgina arrastando-se. "Miservel homem que eu sou! Quem me livrar do corpo desta morte?" (Romanos 7:24, ACF).
   Somente o cu sabe quanto tempo ficou olhando a pergunta antes de juntar a coragem necessria para desafiar a lgica e escrever: "Graas a Deus por Jesus Cristo 
nosso Senhor!" (Romanos 7:25, ACF).
   Num minuto controla a situao; no seguinte, duvida. Um dia prega; no seguinte est em priso. E  ali onde eu gostaria que olhasse para ele. Veja-o na priso.
   Finja que no o conhece. Voc  um guarda ou um cozinheiro ou um amigo do carrasco, e veio para lanar um ltimo olhar no homem enquanto afiam o machado.
   O que v arrastar os ps ao deslocar-se pela sua cela no vale grande coisa. Porm, quando me inclino sobre voc e te digo:
   - Esse homem determinar o curso da histria.
   Voc ri, mas eu continuo.
   - A fama de Nero se desvanecer perante a luz deste homem.
   Voc se volta com expresso de assombro. Continuo:
   - Suas igrejas morrero. Entretanto, e seus pensamentos? Depois de duzentos anos seus pensamentos afetaro o ensino de cada escola deste continente.
   Voc sacode a cabea.
   - V estas cartas? Estas cartas rabiscadas em pergaminho? Sero lidas em milhares de lnguas e impressionaro todo credo e constituio do futuro. Cada figura 
de relevncia as ler. Sero todas lidas.
   A  quando voc reage.
   - De jeito nenhum.  um homem velho de f estranha. O mataro e esquecero antes que sua cabea bata contra o cho.
   Quem poderia discordar? Qual pensador racional opinaria o contrrio?
   O nome de Paulo voaria como o p em que haveriam de converter-se seus ossos.
   Do mesmo modo os de Joo. Nenhum observador equilibrado pensaria de forma diferente. Ambos eram nobres, mas passageiros. Denodados, porm pequenos. Radicais, 
mas inadvertidos. Ningum, repito, ningum, se despediu destes homens pensando que seus nomes seriam lembrados por mais de uma gerao.
   Seus companheiros simplesmente no tinham forma de sab-lo... e ns tambm no.
   Por isso, seu vizinho poderia ser um heri sem que voc soubesse. O homem que troca o leo de seu carro poderia ser um. Um heri em roupa de servio? Talvez. 
Qui ao trabalhar ele ora, pedindo a Deus que faa ao corao do motorista o que ele faz com seu motor.
   E a encarregada da creche onde voc deixa seus filhos? Talvez. Qui suas oraes matinais incluam o nome de cada criana e o sonho de que algum deles chegue 
a mudar o mundo. Quem sabe se Deus no ouve?
   A oficial encarregada dos que esto em liberdade condicional? Poderia ser uma herona. Poderia ser a que apresenta um desafio para um ex-condenado para que desafie 
os jovens para que pela sua vez provoquem s gangues. 
   Eu sei, eu sei. Estas pessoas no encaixam em nossa imagem de um heri. Parecem demasiado, demasiado... bom, demasiado normais. Queremos quatro estrelas, ttulos 
e manchetes. Porm algo me diz que para cada heri sob os refletores, existem dezenas que esto nas sombras. A imprensa no lhes presta muita ateno. No atraem 
multides. Nem sequer escrevem livros!
   Mas detrs de cada avalanche h um floco de neve.
   Detrs de uma avalanche de rochas, h uma pedrinha.
   Uma exploso atmica comea com um tomo.
   E um avivamento pode comear com um sermo.
   A histria o demonstra. John Egglen nunca tinha pregado um sermo em sua vida. Jamais.
   No  que no desejasse faz-lo, s que nunca teve a necessidade de faz-lo. Porm uma manh o fez. A neve cobriu de branco sua cidade, Colchester, na Inglaterra. 
Quando acordou essa manh de domingo de janeiro de 1850, pensou em ficar em casa. Quem iria  igreja em meio a semelhante condio climtica?
   Mas mudou de idia. Alm de tudo, era um dicono. E se os diconos no iam, quem o faria? De modo que calou as botas, colocou o chapu e o agasalho, e percorreu 
as seis milhas at a igreja metodista.
   No foi o nico membro que considerou a possibilidade de ficar em casa. Ainda mais, foi um dos poucos que assistiram. Somente havia treze pessoas presentes. Doze 
membros e um visitante. At o ministro foi impedido pela neve de ir. Algum sugeriu que voltassem para casa. Egglen no aceitou essa possibilidade. Tinham chegado 
at ali; haveria uma reunio. Alm disso, havia uma visita. Um menino de treze anos.
   Porm, quem pregaria? Egglen era o nico dicono. Tocou a ele.
   Assim que o fez. Seu sermo s durou dez minutos. Dava voltas e divagava e ao fazer um esforo por destacar vrios pontos, no remarcou nenhum em especial. Porm, 
no final, um denodo pouco comum se apoderou do homem. Levantou a vista e olhou direto para o rapaz, e lhe apresentou um desafio: "Jovem, olhe para Jesus. Olhe! Olhe! 
Olhe!".
   Produziu alguma mudana esse desafio? Permitam que o rapaz, agora um homem, responda: "Sim, olhei e ali mesmo se dissipou a nuvem que estava sobre meu corao, 
as trevas se afastaram e nesse momento vi o sol".
   O nome do menino? Charles Haddon Spurgeon. O prncipe dos pregadores da Inglaterra. 3
   Egglen soube o que tinha feito? No.
   Os heris sabem quando realizam atos hericos? Poucas vezes.
   Os momentos histricos so reconhecidos como tais quando acontecem?
   J sabe a resposta a essa pergunta. (Se no, uma visita ao prespio lhe refrescar a memria). Raramente vemos a histria quando ela  gerada e quase nunca reconhecemos 
os heris. E melhor assim, pois se estivssemos sabendo de algum dos dois, provavelmente estragaramos ambos.
   Porm seria bom que mantivssemos os olhos abertos.  possvel que o Spurgeon de amanh esteja cortando sua grama. E o heri que o inspira poderia estar mais 
perto do que voc imagina.
   Poderia estar no seu espelho.
   
CAPTULO 4
VOC PODERIA TER ESTADO NA BBLIA
   Existem umas poucas histrias na Bblia onde tudo sai bem. Esta  uma. Consta de trs personagens.
   A primeira  Felipe: um discpulo da igreja primitiva que tinha uma inclinao para os perdidos. Um dia Deus o instruiu para que fosse ao caminho de Jerusalm 
a Gaza. Era um caminho deserto. Quando chegou, encontrou com um funcionrio da Etipia.
   Deve ter sido um tanto intimidante para Felipe. Se compararia um pouco a subir numa motocicleta e perseguir o secretrio da tesouraria. Ao deter-te diante de 
um semforo voc v que ele est lendo a Bblia e lhe oferece seus servios.
   Isso foi o que Felipe fez.
   - Compreendes o que ls?
   - Como hei de entender se algum no me explica?
   De modo que Felipe assim o fez. Realizaram um estudo bblico na carroa. O estudo produz tal convico que o etope se batiza esse mesmo dia. E depois se separam. 
Felipe vai por seu lado e o etope por outro. A histria tem um final feliz. Felipe ensina, o etope obedece e o evangelho se envia  frica.
   Mas essa no  a histria completa. Voc viu o terceiro? H mais um. Leia estes versculos e observe: "E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, 
e vai para o lado do sul (...) E levantou-se, e foi" (Atos 8:26,27, ACF).
   "E disse o Esprito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe..." (Atos 8:29,30, ACF).
   A terceira personagem? Deus! Deus enviou o anjo. O Esprito Santo instruiu Felipe. Deus orquestrou o momento em sua totalidade! Viu esse homem piedoso que vinha 
da Etipia para adorar. Viu sua confuso. Assim que decidiu resolv-la.
   Buscou em Jerusalm um homem a quem enviar. Encontrou a Felipe.
   Nossa tpica reao ao ler estes versculos  pensar que Felipe era um tipo especial. Tinha acesso  Oficina Oval. Levava um receptor de rdio-chamada do primeiro 
sculo que Deus j no entrega.
   Mas no se precipites demais. Numa carta a cristos como ns, Paulo escreveu: "Andai em Esprito..." (Glatas 5:16, ACF). "Porque todos os que so guiados pelo 
Esprito de Deus, esses so filhos de Deus" (Romanos 8:14, ACF).
   De ouvir-nos falar a muitos, se pensaria que no acreditamos no que dizem estes versculos. Pensar-se-ia que no acreditamos na Trindade. Falamos acerca do Pai 
e estudamos acerca do Filho... mas quando se trata do Esprito Santo, no melhor dos casos estamos confundidos, e no pior, atemorizados. Confundidos porque nunca 
nos ensinaram. Atemorizados porque nos foi ensinado que temamos.
   Posso simplificar um pouco as coisas? O Esprito Santo  a presena de Deus em nossas vidas, que leva a cabo a obra de Jesus. o Esprito Santo nos ajuda em trs 
sentidos: para dentro (ao conceder-nos os frutos do Esprito, Glatas 5:22-24), para cima (ao interceder por ns, Romanos 8:26), e para fora (ao derramar o amor 
de Deus em nossos coraes, Romanos 5:5).
   Na evangelizao o Esprito Santo ocupa o centro do cenrio. Se um discpulo ensina,  porque o Esprito ensina ao discpulo (Lucas 12:12). Se o ouvinte  convencido, 
 porque o Esprito tem penetrado (Joo 16:10). Se o ouvinte se converte,  pelo poder transformador do Esprito (Romanos 8:11). Se o novo crente amadurece,  porque 
o Esprito faz com que seja competente (2 Corntios 3:6).
   Em voc opera o mesmo Esprito que operou em Felipe. Alguns no acreditam em mim. Continuam sendo cautelosos. Posso ouvir como murmuram entre dentes ao lerem: 
"Felipe tinha algo que eu no tenho. Nunca ouvi a voz de um anjo". Ao qual respondo: "Como voc sabe que Felipe sim?".
   Achamos que assim aconteceu. No nos  ensinado que tenha sido assim. As figuras do flanelgrafo 4 dizem que aconteceu sim. Um anjo coloca sua trombeta na orelha 
de Felipe, brama o anncio e a Felipe no resta alternativa. Luzes cintilantes e bater de asas no so coisas s que algum possa negar. Era necessrio que o dicono 
fosse. Mas, poderia estar errada a nossa suposio?  possvel que a voz do anjo tenha sido to miraculosa como a que ouvimos voc e eu?
   O qu?
   Voc ouviu a voz que sussurra teu nome, no  verdade? Tem percebido o toque que te mexe e te impele a falar. Acaso no tem acontecido?
   Voc convida um casal para tomar caf. Nada herico, somente uma grata reunio com velhos amigos. Porm enquanto entram, pode perceber a tenso. Esto mais frios 
que glaciais. Voc percebe que algo anda mal. Tipicamente no  do tipo inquisitivo, mas sente uma inquietude que se recusa a permanecer em silncio. Ento voc 
pergunta.
   Voc est numa reunio de negcios onde um de seus colegas  recriminado com muita dureza. Todos os outros pensam: Me alegro que esse no tenha sido eu. Mas o 
Esprito Santo te conduz a pensar: Que difcil deve ser isso. E ento, depois da reunio, se aproxima do funcionrio e lhe expressa seu interesse.
   Lhe chama a ateno o homem que se encontra do lado oposto do auditrio da igreja. Parece um tanto fora de lugar, por causa de sua roupa estranha e aspecto geral. 
Fica sabendo que  da frica e se encontra na cidade por assuntos de negcios. No domingo seguinte regressa. E no terceiro domingo est ali. Voc se apresenta a 
ele. Ele lhe fala do fascinado que est pela f e de como deseja aprender mais. Em vez de oferecer-se para ensin-lo, somente o insta a ler a Bblia.
   Mas durante a semana, lamenta por no ter sido mais direto. Liga para o escritrio onde ele est trabalhando e fica sabendo que hoje ele parte de volta para seu 
lar. Dentro de voc sabe que no pode permitir que v embora. Ento corre para o aeroporto e o encontra esperando seu vo, com uma Bblia aberta sobre seu colo.
   - Compreende o que est lendo? - lhe pergunta.
   - Como poderei, se algum no me explicar?
   De modo que voc, igual a Felipe, lhe explica. E ele, como o etope, cr. Pede o batismo e lhe  oferecido. Ele toma um vo posterior e voc alcana o vislumbre 
do que significa ser guiado pelo Esprito.
   Houve luzes? Voc acabou de acender uma. Houve vozes? Foi a sua. Aconteceu um milagre? Acabou de ser testemunha de um. Quem sabe? Se a Bblia fosse escrita hoje, 
poderia ser seu nome o que figurasse no captulo 8 de Atos.
   
CAPTULO 5
MXIMAS
   Eis aqui um brinde  frase simples.
   Sado os ditados de uma linha s.
   Acompanhe-me para outorgar um aplauso  tecla e  borracha. Que se d um festim com as sobras da mesa do escritor.
   Acredito na brevidade. Recorte o excesso e fique com os restos. D-nos palavras para mastigar, no para esmiuar com dificuldade. Pensamentos com fasca, no 
linhas arrastadas. Mais pontos. Menos virgulas.
   Destila-o.
   Descobre-o.
   Desnuda-o.
   Conciso (porm no engraado). Claro (porm no superficial). Vvido (porm no detalhado). Essa  boa redao. Essa  boa leitura. Mas  um trabalho rduo!
   Mas  do que gostamos. Apreciamos o cozinheiro que retira a cartilagem antes de servir o bife. Cumprimentamos o comunicador que faz o mesmo.
   Ahhh, a brevidade. Uma arte aparentemente esquecida nas esferas dos panfletos de seguros e manuais de montagem de bicicletas.
   Aprendemos a brevidade por meio de Jesus. Seu sermo mais importante pode ler-se em oito minutos (Mateus 5-7). Sua histria mais conhecida pode ler-se em noventa 
segundos (Lucas 15:11-32). Fez um resumo da orao em cinco frases (Mateus 6.9-13). Silenciou acusadores com um desafio (Joo 8.7). Resgatou uma alma com uma orao 
(Lucas 23:43). Fez o resumo da lei em trs versculos (Marcos 12:29-31) e reduziu todos seus ensinos a um mandamento (Joo 15:12).
   Declarou seu objetivo e voltou para sua casa.
   Ns os pregadores faramos bem em imit-lo. (O que diz o antigo ditado? "Nosso orador de hoje no precisa apresentao, porm necessitaria de uma concluso"). 
   Acredito na brevidade. Creio que voc, leitor, me confia seu valor mais apreciado: seu tempo. Eu no deveria tomar dele mais do que me corresponde. Por isso, 
adoro a orao curta. Trata-se de caa maior. Oculta na selva da construo circular e canhes de seis silabas. Ao escrever, cao. E quando acho, disparo. Depois 
arrasto o tesouro de entre as rvores e me maravilho.
   Nem todas minhas presas chegam a formar parte de meus captulos. Ento, o que lhes acontece? As guardo. Mas no posso conserv-las para mim sozinho. Assim sendo, 
posso lhe convidar para ver meus trofus? O que se segue so recortes de jornal e de outro par de livros. Conserve os que preferir. Desculpe os que no. Partilhe-os 
quando puder. Mas se o fizer, que seja breve.
   Ore sempre. De ser necessrio, use palavras.
   Sacrilgio  sentir culpa pelos pecados perdoados.
   Deus esquece o passado. Imite-O.
   Pela avareza frequentemente tenho me lamentado. Pela generosidade... nunca.
   Nunca perca a oportunidade de ler uma histria a uma criana.
   Persiga o perdo, no a inocncia.
   Seja duplamente amvel com as pessoas que lhe trazem a comida ou estacionam seu carro.
   Ao comprar um presente para sua esposa, o prtico pode sair mais caro que o extravagante. 
   No pea a Deus que faa o que voc deseja. Pea-Lhe que faa o que seja correto.
   No foram os pregos que fixaram Deus a uma cruz. Foi amor.
   Se dar por vencido com respeito a voc antes de que Deus o faa.
   Reconhea a resposta  orao quando a ver e no te d por vencido quando no.
   A adulao  desonestidade elegante.
   O corao reto com o credo errado  melhor que o credo correto com o corao errado.
   Tratamos aos outros do modo que percebemos que Deus nos trata.
   s vezes o mais piedoso que podemos fazer  tirarmos um dia de descanso. 
   A f no futuro gera poder no presente.
   Ningum  intil para Deus. Ningum.
   O conflito  inevitvel, mas o combate  opcional.
   Nunca perdoar a ningum mais do que Deus tem lhe perdoado.
   Alcance o xito no que tem importncia.
   Lamentar ter aberto a boca. Poucas vezes lamentar t-la mantido fechada.
   Ver o pecado sem a graa produz desesperana. Ver a graa sem o pecado produz arrogncia. V-los juntos produz converso.
   A f  a firmeza da alma que traz ousadia aos sonhos.
   Deus no tem relgio.
   Nunca subestime um gesto de afeto.
   Quando Jesus partiu para seu lar, deixou aberta a porta de entrada.
   E para resumir tudo:
   Enquanto pode, pague as suas dvidas.
   Enquanto pode, brinde o benefcio da dvida.
   Tanto quanto possa, agradea. Ele j nos deu mais do que ns merecemos.
   
CAPTULO 6
OS CARTES DE NATAL DE DEUS
   Estou vigiando minha caixa postal.
   No costumo passar tempo observando-a, porm hoje o fao. No desejo que caia. Alguns dias atrs isso no me preocupava... mas isso foi antes de que uma equipe 
de construo comeasse a limpar o terreno do outro lado da rua. E isso foi antes que um motorista de caminho de cascalho esquecesse de prestar ateno a seu espelho 
retrovisor.
   Pum.
   Assim que hoje nossa caixa postal voltou a estar em posio vertical, escorada por trs vigas em seus lados. No demasiado atraente, porm funcional.
   So estranhas as idias que cruzam a mente enquanto voc d uma olhada  caixa postal. Ao contempl-la, penso que a caixa postal se parece muito com uma estao 
terminal de nibus: uma catraca para o bem e o mal, o desejado e o indesejado. S para diverso, estou elaborando uma lista de cartas que espero nunca receber. (Pois 
, o que voc pensa enquanto contempla uma caixa colocada sobre um poste?).
   Isto foi o que escrevi at agora:
   
   Querido papai:
   Te escrevo para perguntar se existe um limite no nmero de carros que nosso seguro de responsabilidade civil cobre...
   
   Querido Max:
   Lembra que no vero passado quebrou o vaso que meu tio Bill tinha me deixado? Lembra que disse que cem dlares seriam suficientes, porm insististiu em que eu 
o mandasse avaliar? Pois , quanto me alegro que o tenha feito. Espero que esteja sentado porque o diretor do museu do sculo XIII diz...
   
   Senhor Lucado:
   O propsito desta carta  o de informar-lhe que o cachorro de raa que enviou para Oakland, Califrnia, por erro foi expedido para Auckland, Nova Zelndia...
   
   Querido Max:
   Por que lhe escrevo esta carta? Pois . Parece que a universidade cometeu um erro. Confundiram nossos certificados. Que incrvel, no ? Todos estes anos pensei 
que apenas tinha conseguido graduar-me. E todos estes anos pensou que se havia graduado summa cum laude!
   
   Querida senhora Lucado:
   Recentemente adquiriu de ns um aparelho para diagnstico de gravidez em casa. Escrevemos para informar-lhe que havia um erro nas instrues e que o que achou 
que estava, no est, e o que achou que no estava, est...
   
   Gemido.
   Nunca li dados cientficos a respeito, porm acho que a correspondncia desnecessria tem superado em quantidade  necessria. (Talvez voc seja como eu e classifiques 
sua correspondncia sobre a lixeira. Se  canhoto, de poltica conservadora e sofisticado fantico de msica de jazz,  provvel que exista um catalogo de roupa 
ntima que seja para voc).
   A maior parte da correspondncia  desnecessria. Ento, por que reparo minha caixa de correio?
   Simples.  dezembro.
   Se fosse qualquer outro momento do ano, talvez a deixaria de lado. Que o carteiro fique com as minhas notas fiscais por alguns dias mais. Mas no posso faz-lo. 
No neste momento do ano. No em dezembro. No na semana antes de Natal!
   Esta  a semana em que a correspondncia  divertida.  a semana de envelopes vermelhos, selos verdes e estampas de rvores de Natal. Esta  a semana em que seu 
antigo companheiro de quarto que casou com Hazel e se mudou para Phoenix lhe escreve para contar-lhe que seu quarto filho est a caminho. Esta  a semana das cartas 
circulares escritas no verso onde se descrevem o Grande Cnon do Colorado, graduaes e cirurgia de vescula. 
   Esta  a semana de envios por expresso de nozes e bolos de frutas em pacotes e de carteiros frenticos. Agregue a isso o presente da tia Sofia, um calendrio 
de seu agente de seguros e ter motivo suficiente para percorrer assobiando o trajeto at sua caixa postal.
   Ento, tanto para mim como para o carteiro, sustentei a caixa.
   Somente um Scrooge 5 no deseja um carto natalino.
   Alguns so cmicos. Hoje recebi um que tinha gnomos que estavam tirando livros da seo "gnomomsticos".
   Outros so emotivos, como a ilustrao de Maria e o beb descansando na base da esfinge egpcia.
   E uns poucos so inesquecveis. Cada Natal leio este memorando que chegou por correio faz alguns anos:
   Se nossa maior necessidade tivesse sido a informao, Deus nos teria enviado um educador.
   Se nossa maior necessidade tivesse sido a tecnologia, Deus nos teria enviado um cientista.
   Se nossa maior necessidade tivesse sido o dinheiro, Deus nos teria enviado um economista.
   Mas como a nossa maior necessidade era a de perdo, Deus nos enviou um Salvador.
   Cartes de Natal. Promessas pontuais. Frases que declaram o motivo pelo qual fazemos tudo isto.
   Ele se fez como ns, para que pudssemos chegar a sermos como Ele. Os anjos ainda cantam e a estrela ainda nos convida.
   Ele ama a cada um de ns como se somente houvesse um de ns para amar.
   Muito tempo depois de esquecer o nome do remetente, continua vigente a mensagem do carto. Palavras de promessa. Um punhado de sementes e silabas lanadas na 
terra frtil de dezembro com a esperana de que nasa fruto em julho. Por isso, mantenho a caixa postal em p.
   Meu corao pode fazer uso de todas as sementes que consiga.
   
CAPTULO 7
ATRS DA CORTINA DO BANHEIRO
   Deveria instalar um computador no meu box de banho.  ali aonde me vm as melhores idias. 
   Hoje bolei uma fantstica.
   Estava refletindo sobre uma conversa recente que tive com um irmo cristo desencantado. Estava chateado comigo. To chateado que estava considerando cancelar 
o convite que tinha me enviado a fim de que falasse em seu grupo. Parece que tinha ouvido que era bastante franco quanto s pessoas com as quais tenho comunho. 
Tinha lido as palavras que escrevi: "Se Deus diz que uma pessoa  seu filho, no deveria cham-lo meu irmo?" e "Se Deus aceita os outros com seus erros e mas interpretaes, 
no deveramos faz-lo ns tambm?" 6.
   No se agradou disso. "Est se excedendo", me disse. "As sebes so necessrias", me explicou. "As Escrituras so claras acerca de tais assuntos". Leu-me umas 
poucas e depois me instou a ser cuidadoso ao decidir a quem eu concedo graa.
   "Eu no a concedo", assegurei-lhe, "s descubro onde Deus j o fez".
   No pareceu ficar satisfeito. Ofereci-lhe deixar de lado o compromisso (o descanso teria sido agradvel), mas ele se suavizou e me disse que fosse, depois de 
tudo.
   Ali  onde irei hoje.  por isso que pensava nele na ducha. E  por isso que necessito de um computador a prova de gua. Bolei um grande pensamento. Uma dessas 
revelaes que me fazem dizer: "Por que no pensei em dizer-lhe isto?".
   Tomara que hoje o veja. Se o tema voltar a surgir, eu falarei. Mas se por acaso no surgir, eu falarei para voc. ( demasiadamente bom para desperdiar).  s 
uma frase:
   Nunca me surpreendeu o juzo de Deus, mas ainda me deixa pasmo sua graa,
   O juzo de Deus nunca foi um problema para mim. Mais do que isso, sempre me pareceu correto. Relmpagos sobre Sodoma. Fogo sobre Gomorra. Assim  como se faz, 
Deus. Egpcios engolidos pelo Mar Vermelho. Eles mereciam. Quarenta anos para suavizar as duras cervizes dos israelitas? Eu teria feito o mesmo. Ananias e Safira? 
 assim mesmo que devia ser.
   No tenho dificuldade em engolir a disciplina. Lgica de assimilar. Manejvel e apropriada.
   Porm, e a graa de Deus? Qualquer coisa menos isso.
   Exemplos? De quanto tempo voc dispe?
   Davi, o salmista, se converte em Davi, o espio, mas pela graa de Deus volta a ser Davi, o salmista.
   Pedro negou a Cristo antes de pregar a Cristo.
   Zaqueu, o ladro. A parte mais limpa de sua vida era o dinheiro que havia lavado. Contudo, ainda assim Jesus dispunha de tempo para ele.
   Relato aps relato. Frase por frase. Surpresa aps surpresa.
   Pareceria ser que Deus antes procura a forma de conseguir que cheguemos ao lar em vez de buscar formas que impeam nossa chegada. O desafio a achar uma alma que 
tenha se aproximado de Deus buscando graa e no a tenha achado. Rastreie nas pginas. Leia as histrias. Imagine os encontros. Ache uma pessoa que veio procurando 
uma segunda oportunidade e tenha ido embora aps um severo discurso. O desafio. Procure.
   No o achar.
   Encontrar uma ovelha que se afastou at o outro lado do riacho. Est perdida. Ela sabe disso. Est trancada e envergonhada. O que diro as outras ovelhas? O 
que dir o pastor?
   Encontrar um pastor que a encontra. 7
   A, a, a. Incline-se. Cubra os olhos com os cascos. A cinta est a ponto de bater.
   Porm a cinta nunca  sentida. Somente mos. Mos grandes e abertas que se estendem por debaixo de seu corpo e levantam a ovelha, cada vez mais alto, at que 
esteja colocada sobre os ombros do pastor. A leva de volta para o rebanho e fazem uma festa em sua honra! "Cortem a grama e penteiem a l", anuncia ele. "Faremos 
uma festa!".
   As outras ovelhas meneiam a cabea sem acreditar. Do mesmo modo que faramos ns. Em nossa festa. Quando cheguemos ao lar. Quando observemos como o Pastor traz 
sobre suas costas e coloca entre ns uma alma improvvel aps outra.
   Eu acho que Deus d muito mais graa da que jamais poderamos imaginar.
   Poderamos dizer o mesmo.
   No estou a favor de diluir a verdade nem de comprometer o evangelho. Porm se um homem de corao puro chama a Deus de Pai, no posso chamar a esse mesmo homem 
de irmo? Se Deus no estabelece a perfeio doutrinaria como requisito para a membresia familiar, deveria faz-lo eu?
   E se nunca estamos de acordo, no posso tolerar os erros dos outros? Se Deus pode tolerar meus erros, no posso tolerar os erros dos outros? Se Deus pode se fazer 
de desentendido com meus erros, no posso fazer o mesmo com os erros dos outros? Se Deus me permite, com as minhas debilidades e falhas, que o chame de Pai, no 
deveria eu dar a mesma graa a outros?
   Uma coisa  certa. Quando cheguemos ao cu, nos surpreenderemos diante de algumas pessoas que ali veremos. E alguns se surpreendero quando nos virem.
   
CAPTULO 8
AS PERGUNTAS DE GABRIEL
   Gabriel deve ter coado a cabea perante esta situao. No era dado a questionar as misses que Deus lhe assinava. O envio de fogo e a diviso das guas formavam 
parte de uma eternidade de trabalho deste anjo. Quando Deus mandava, Gabriel ia.
   E quando se soube que Deus se converteria em homem, Gabriel estava entusiasmado. Podia imaginar o momento:
   O Messias numa carruagem de fogo.
   O Rei descendo numa nuvem de fogo.
   Uma exploso de luz da qual surgiria o Messias.
   Isso era o que esperava. O que nunca esperou, porm,  o que recebeu: um papelzinho com um endereo nazareno. "Deus se far beb", dizia. "Diga  me que chame 
a criana de Jesus. E diga a ela para no ter medo".
   Gabriel nunca foi dado a questionar, mas esta vez sim se perguntava.
   "Deus se far beb?". Gabriel tinha visto bebs anteriormente. Tinha sido lder de peloto na operao junco. Lembrava-se do aspecto do pequeno Moiss. 
   "Isso est certo para humanos", pensou para si. "Porm Deus?".
   Os cus no o podem conter; como poderia faz-lo um corpo? Alm disso, voc viu o que sai desses bebs? Realmente no convm isso ao Criador do universo. Os bebs 
devem ser carregados e alimentados, balanados e banhados. Imaginar uma me fazendo Deus arrotar sobre seu ombro... Ora, isso ultrapassa tudo o que um anjo poderia 
imaginar.
   E o que dizer de seu nome... Como  que era... Jesus? Um nome to comum. H um Jesus em cada bairro. Pois , se at o nome Gabriel tem mais fora que Jesus. Chama 
o beb de Eminncia, ou Majestade, ou Envio Celeste. Qualquer coisa menos Jesus.
   E assim Gabriel coava a cabea. Onde ficaram os velhos tempos? Os de Sodoma e Gomorra. A inundao do globo terrestre. Espadas ardentes. Dessa ao era da que 
ele gostava.
   Porm Gabriel recebera suas ordens. Leve a mensagem a Maria. Deve ser uma jovem especial, supunha enquanto viajava. Mas uma nova surpresa aguardava Gabriel. Um 
olhar bastou-lhe para saber que Maria no era uma rainha. A que seria me de Deus no era da realeza. Era uma camponesa judia que apenas tinha superado a acne, e 
estava apaixonada de um rapaz chamado Z. 
   E por falar no Z... O que se sabe desse cara?  um carpinteiro. Daria na mesma que fosse tecelo na Espanha ou sapateiro na Grcia. Olha para ele, serragem na 
barba e um avental para pregos amarrado na cintura. No me diga que Deus dever jantar com ele todas as noites! No me diga que a fonte de toda sabedoria chamar 
esse homem de "pai"! No me diga que um operrio comum ser o encarregado de alimentar a Deus!
   E se o demitem?
   E se fica aborrecido?
   Que acontecer se decide abandonar sua famlia por uma bonita jovem que mora na mesma rua? Ento onde ficaremos?
   Dificilmente poderia Gabriel evitar recuar. "Esta idia que tens em si  peculiar, Deus", deve ter murmurado para si mesmo.
   Ficaro matutando tais coisas os guardies de Deus?
   E ns? Nos assombra ainda a vinda de Deus? No continua nos surpreendendo o evento? O Natal continua nos causando o mesmo mudo assombro que provocou dois mil 
anos atrs?
   Ultimamente andei fazendo essa pergunta... a mim mesmo. Ao escrever, s faltam uns dias para o Natal e acaba de acontecer algo que me inquieta porque a trabalheira 
das festas pode estar eclipsando o propsito das mesmas.
   Vi um prespio num centro comercial. Correo. Apenas vi um prespio num centro comercial. Quase no o vi. Estava com pressa. Visitas que chegam. Papai Noel que 
faz sua apario. Sermes para preparar. Cultos para planejar. Presentes para comprar.
   A presso das coisas era to grande que quase ignorava a cena do prespio de Cristo. Quase passei por alto. E se no fosse pelo menino e seu pai, o teria feito.
   Porm, de relance, os vi. O pequeno menino, trs, talvez quatro anos de idade, de cala jeans com tnis e com o olhar fixo no beb do prespio. O pai, com bon 
de beisebol e roupa de trabalho, olhando por cima do ombro do filho, indicava primeiro Jos, depois Maria e por ltimo o beb. Contava a histria para o menininho.
   E que brilho havia nos olhos do menino. O assombro estampado em seu rosto. No falava. Somente ouvia. E no me mexi. Somente observei. Que perguntas enchiam a 
cabea do rapazinho? Teriam sido como as de Gabriel? O que teria acendido o assombro em seu rostinho? Era a mgica?
   E por que ser que de uns cem filhos de Deus, aproximadamente, somente dois se detiveram para considerar seu Filho? O que  este demnio de dezembro que nos rouba 
os olhos e imobiliza as lnguas? No  esta a temporada para fazer uma pausa e propor as perguntas de Gabriel?
   A tragdia no  que no as possa responder, seno que estou demasiado ocupado para formul-las.
   Somente o cu sabe quanto tempo volitou Gabriel sobre Maria sem ser visto, antes de respirar fundo e comunicar a notcia. Porm o fez. Disse-lhe o nome. Comunicou-lhe 
o plano. Disse-lhe para no temer. E quando anunciou: "Para Deus nada  impossvel!", o disse tanto para si mesmo como para ela.
   Pois embora no pudesse responder s perguntas, sabia quem podia faz-lo, e isso lhe bastava. E embora no possamos obter resposta para todas, tomar-se o tempo 
necessrio para formular algumas seria um bom comeo.
   
CAPTULO 9
QUAL  SEU PREO?
   
   Assistir um programa de entretenimento no era sua idia de uma atividade de frias, porm seus filhos desejavam ir, ento cedeu. Agora que est aqui, comece 
a desfrutar. A atividade frentica do estdio  contagiosa. A msica  alegre. O cenrio  colorido. E os riscos so altos.
   "Mais altos do que jamais foram!". O anfitrio do programa se jacta. "Bem-vindos a 'Qual  seu preo?'". Est a ponto de perguntar a seu cnjuge se o cabelo do 
animador  natural quando ele anuncia o prmio: "Dez milhes de dlares!".
   O auditrio no necessita que o estimulem; explodem num aplauso.
   " o jogo mais rico da histria", disse com orgulho o animador. "Hoje algum sair daqui com um cheque no valor de dez milhes!".
   - No serei eu - voc diz entre risos a sua filha mais velha -. Nunca tive sorte com os jogos de azar.
   - Shhh - sussurra ela, indicando o cenrio -. Esto a ponto de tirar um nome.
   Adivinha qual nome chamam. No instante que leva diz-lo, voc passa de expectador a jogador. Seus filhos berram, sua esposa grita e mil olhos observam como a 
jovem bonita o toma pela mo e o acompanha at o cenrio.
   "Abram a cortina!", ordena o animador. Voc se vira e observa enquanto se separam as cortinas e ento emite uma exclamao diante do que v. Um carrinho de mo 
vermelho brilhante cheio de dinheiro... transbordando dinheiro. A mesma senhorita que o conduziu at o cenrio agora empurra o carrinho de mo at onde voc est 
e o estaciona a tua frente.
   - Alguma vez voc viu dez milhes de dlares? - pergunta o anfitrio de dentes perolados.
   - Faz bastante tempo que no - responde. O auditrio ri como se voc fosse um cmico.
   - Afunde as mos - convida ele -. Em frente, mergulhe.
   Olha para sua famlia. Um filho est com a boca aberta, um est orando e seu cnjuge o anima com os polegares para cima. Como negar-se? Mergulha at a altura 
dos ombros e se levanta, aprisionando contra teu peito um monte de notas de cem dlares.
   - Pode ser seu. Tudo pode ser seu. A deciso  sua. A nica pergunta que dever responder : "Qual  seu preo?".
   Volta a ressoar o aplauso, toca a banda e voc engole a saliva com fora. Detrs de voc se abre uma segunda cortina, que descobre uma enorme placa. "O que voc 
est disposto a entregar?", est escrito na parte superior. O anfitrio explica as regras.
   - O nico que deve fazer  aceitar uma condio e receber o dinheiro.
   "Dez milhes de dlares!", sussurra para si mesmo.
   Nem um milho nem dois, mas dez milhes. Uma soma nada desprezvel. Bonita poupana. Dez milhes de dlares dariam para muita coisa, verdade? Os custos de educao 
cobertos. Aposentadoria garantida. Abriria as portas de alguns carros ou de uma nova casa (ou vrias).
   Poderia ser um grande benfeitor com tal soma. Ajudar alguns orfanatos. Alimentar algumas naes. Edificar algumas igrejas. De repente compreender: esta  uma 
oportunidade nica na vida.
   - Escolha. S escolha uma opo e o dinheiro ser seu.
   Uma voz grave vinda de outro microfone comea a ler a lista:
   "Ceda seus filhos em adoo".
   "Prostitua-se por uma semana".
   "Renuncie  sua cidadania".
   "Abandone sua igreja".
   "Abandone sua famlia".
   "Mate um desconhecido".
   "Realize uma mudana cirrgica de sexo".
   "Abandone sua esposa".
   "Mude de raa".
   - Essa  a lista - proclama o animador -. Agora, faa sua eleio.
   Comeam a tocar a msica lema, o auditrio est em silncio e o seu pulso, acelerado. Deve tomar uma deciso. Ningum pode ajud-lo. Est sobre o cenrio. A deciso 
 sua. Ningum pode lhe dizer o que escolher.
   Porm h algo que posso lhe dizer. Posso lhe contar o que fariam os outros. Seus vizinhos j deram suas respostas. Numa enquete nacional formularam a mesma pergunta, 
e muitos disseram o que fariam. Sete por cento dos que responderam, assassinariam por essa quantidade de dinheiro. Seis por cento mudaria sua raa. Quatro por cento 
mudaria seu sexo 8. 
   Se o dinheiro  a medida do corao, ento esse estudo revelou que o dinheiro est no corao da maioria dos americanos. Em troca por dez milhes de dlares:
   25% abandonaria sua esposa.
   25% abandonaria sua igreja.
   23% se prostituiria por uma semana.
   16% cederia sua cidadania.
   16% abandonaria seu cnjuge.
   3% cederia seus filhos em adoo 9.
   Ainda mais revelador que o que os americanos fariam por dez milhes de dlares,  o fato de que a maioria faria algo. Dois teros dos interrogados cederiam a 
pelo menos uma, e alguns a vrias, das opes. Em outras palavras, a maioria no abandonaria o cenrio com as mos vazias. Pagaria o preo necessrio para ser o 
dono do carrinho de mo.
   O que faria voc? Melhor ainda, o que voc est fazendo?
   "Pre de sonhar, Max", diz voc. "Nunca tive a oportunidade de ganhar dez milhes".
   Talvez no, porm teve a oportunidade de ganhar mil ou cem ou dez. O montante pode no ter sido o mesmo, porm as opes sim o foram. O que faz com que a pergunta 
seja ainda mais inquietante. Alguns esto dispostos a abandonar a sua famlia, sua f ou seus princpios morais por muito menos de dez milhes de dlares.
   Jesus tinha uma palavra para isso: avareza.
   Jesus tambm tinha uma definio para a avareza. Dizia que era a prtica de medir a vida segundo as possesses 10.
   A avareza equipara o valor de uma pessoa com sua carteira.
   1) Voc tem muito = voc  muito.
   2) Voc tem pouco = voc  pouco.
   A conseqncia de semelhante filosofia  previsvel. Se voc  a soma do que tem,  necessrio que seja o dono de tudo. Nenhum preo  demasiado elevado. Nenhum 
pagamento, demasiado caro.
   Bem, existem muito poucos que seriam culpados de avareza declarada. Jesus sabia disso.  por isso que advertiu em contra de "toda avareza" (Lc 12:15). A avareza 
tem muitos rostos.
   Quando vivamos no Rio de Janeiro, Brasil, fui visitar um membro de nossa congregao. Tinha sido um forte lder na congregao, mas durante alguns domingos no 
o tnhamos visto nem sabamos nada dele.
   Alguns amigos me disseram que tinha herdado algum dinheiro e estava construindo uma casa. Me encontrei com ele no local da construo. Tinha herdado trezentos 
dlares. Com o dinheiro havia adquirido um minsculo lote adjacente a um pntano contaminado. O pequeno terreno era do tamanho de uma garagem. Sobre o mesmo, estava 
construindo um cmodo. Levou-me para realizar uma visita ao projeto... gastamos vinte segundos.
   Nos sentamos na frente e conversamos. Disse-lhe que estvamos com saudade dele, que a igreja necessitava que voltasse. Ficou calado, depois virou e olhou sua 
casa. Quando voltou seu olhar para mim, seus olhos estavam umedecidos.
   "Voc tem razo, Max", confessou. "Acho que simplesmente me tornei demasiado avarento".
   Vieram-me desejos de dizer: "varo? Voc est construindo uma joa num pntano e chama isso de avareza?" Porm no disse nada porque ele tinha razo. A avareza 
 relativa. A avareza no se define pelo que custam as coisas; mede-se pelo que custa para voc.
   Se qualquer coisa custa sua f ou sua famlia, o preo  demasiado elevado.
   Isso  o que Jesus destaca na parbola do investidor 11. Parece que o homem obteve um volumoso ganho inesperado de um investimento. A terra produziu uma colheita 
abundante. Encontrou-se com efetivo excedente e uma invejvel pergunta: "O que farei com meus lucros?"
   No leva muito tempo para decidir. Vai guard-los. Achar a forma de armazen-los para poder viver a boa vida. Seu plano? Acumular. Sua meta? Beber, comer, divertir-se 
e descansar. Mudar-se para um clima tropical, jogar golfe, relaxar e repousar.
   De repente, o homem morre e se escuta outra voz. A voz de Deus. Deus no lhe diz nada agradvel ao homem. Suas palavras iniciais so: "Insensato!".
   Na terra, o homem era respeitado. O honraram com um belo funeral e um caixo de mogno. Trajes de flanela cinza enchem o auditrio demonstrando sua admirao pelo 
sagaz homem de negcios. Mas na primeira fila est uma famlia que j comea brigar pelos bens deixados pelo pai. "Insensato!", declara Deus. "Para quem ser, ento, 
o que preparaste para ti?" (Lucas 12:20).
   O homem passou a vida construindo uma casa de cartas de baralho. No viu a tormenta que se aproximava. E agora, o vento soprou.
   A tormenta no foi a nica coisa que no viu.
   Nunca viu a Deus. Observe as primeiras palavras depois de seu grande ganho: "Que farei?" (Lc 12:17). Dirigiu-se ao lugar errado e formulou a pergunta errada. 
O que teria acontecido se tivesse ido a Deus para perguntar: "O que Tu desejas que eu faa?". 
   O pecado deste homem no foi fazer planos para o futuro. Seu pecado foi que seus planos no incluam a Deus.
   Imagine se algum o tratasse assim. Digamos que voc contrata uma pessoa para cuidar de tua casa durante um fim de semana. Voc lhe deixa as chaves, dinheiro 
e instrues. E ento vai embora numa viagem.
   Ao voltar, descobre que sua casa foi pintada de cor roxa. Foram mudados os segredos das fechaduras, ento toca a campainha e o encarregado atende. Antes que possa 
dizer uma palavra, ele o acompanha para dentro enquanto proclama:
   - Olhe como decorei minha casa!
   A lareira foi substituda por uma cascata de gua. Os carpetes foram substitudos por lajotas cor-de-rosa e retratos dele sobre veludo preto cobrem as paredes.
   - Esta no  sua casa! - voc declara -.  minha.
   - Estas possesses no so suas - nos lembra Deus -. So minhas.
   "Eis que os cus e os cus dos cus so do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que nela h" (Deuteronmio 10:14, ACF).
   A regra financeira de Deus de maior preponderncia : Nada te pertence. Somos administradores, no donos. Mordomos, no proprietrios. Pessoal de manuteno, 
no chefes. Nosso dinheiro no  nosso;  dEle.
   Este homem, porm, no levou isso em conta. Por favor, note-se que Jesus no criticou a riqueza desse homem. Criticou sua arrogncia. As palavras do homem rico 
so indcio de suas prioridades.
   Farei isto:
   Derrubarei...
   Recolherei...
   E direi  minha alma: tens em depsito muitos bens... (Lucas 12:18-19).
   Certa vez, foi pedido a um estudante que definisse as palavras "eu" e "meu". Respondeu: "Pronomes agressivos". Este homem rico era agressivamente egocntrico. 
Seu mundo estava centrado nele mesmo. Estava cego. No via Deus. No via os outros. Somente via seu "eu".
   "Louco!", disse-lhe Deus, "esta noite te pediro a tua alma" (Lucas 12:20, ACF).
   Estranho, no ? Que este homem tivesse o sentido suficiente para obter riqueza, mas no para preparar-se para a eternidade. O que  ainda mais estranho  que 
cometemos o mesmo erro. Quero dizer, no  como se Deus mantivesse o futuro em segredo. Uma olhada a um cemitrio deveria lembrar-nos que todos morrem. Uma visita 
a um funeral deveria convencer-nos; no levaremos nada.
   Os carros fnebres no carregam bagagens. 
   Os mortos no empurram carrinhos de mo carregados de dez milhes de dlares.
   O programa de entretenimento era fictcio, mas os fatos so verdadeiros. Voc est sobre um cenrio. Lhe foi entregue um prmio. Os riscos so altos. Muito altos.
   Qual  seu preo?
   
CAPTULO 10
PROVISES E GRAA
   Este relato chegou-me atravs de um amigo que o ouviu de um amigo que o ouviu de vai saber quem. O mais provvel  que tenha sofrido mudanas com cada nova gerao... 
Contudo, ainda que s haja uma frao de verdade no que ouvi, vale a pena voltar a relat-lo.
   Um homem fazia compras numa loja de abastecimento de uma base militar. No necessitava de muito, somente um pouco de caf e um po. Estava de p numa fila em 
frente  caixa registradora. Detrs dele havia uma mulher com um carrinho carregado. Sua cesta transbordava de provises, roupa e um vdeocassete.
   Ao chegar sua vez, avana at a registradora. A funcionria o convida a extrair um pedacinho de papel de uma urna de vidro. 
   - Se voc extrair o papel premiado, todas suas compras sairo de graa - explica a funcionria.
   - Quantos papeizinhos " premiados" h? - pergunta o comprador.
   - Somente um.
   A urna est cheia, de modo que as probabilidades so escassas, mas o homem de todas formas tenta e, incrivelmente, tira o prmio! Que surpresa. Porm, depois 
ele percebe que somente vai comprar caf e po. Que desperdcio.
   Mas este homem  rpido. Volta-se e olha para a mulher atrs dele, a do monte de coisas, e declara:
   - O que voc acha, querida? Ganhamos! No devemos pagar nem um centavo sequer.
   Ela olha para ele, surpresa. Ele pisca um olho. E de algum modo, ela tem a presena de esprito necessria para segui-lhe o jogo. Aproxima-se dele, ficando bem 
junto. O toma do brao e sorri. E por um momento esto parados lado a lado, casados pela boa fortuna. No estacionamento ela consuma a unio temporria com um beijo 
e um abrao, e depois segue seu caminho com uma histria maravilhosa para relatar a seus amigos.
   Eu sei, eu sei. O que fizeram era um tanto duvidoso. Ele no devia ter mentido e ela no devia ter fingido. Mas ainda levando isso em conta, continua sendo uma 
bonita histria.
   Uma histria no to diferente da nossa. Tambm ns fomos agraciados com uma surpresa. Ainda maior que a da mulher. Pois embora sua dvida fosse grande, ela podia 
pag-la. Ns no temos a possibilidade de pagar a nossa.
   A ns, igual que  mulher, foi-nos entregue um presente. No s na caixa registradora, mas sim perante o tribunal.
   E ns tambm nos convertemos em esposa. No s por um momento, mas sim para a eternidade. E no somente por provises, mas para o banquete.
   Que grande histria temos para contar a nossos amigos! Verdade?
   
CAPTULO 11
A DECISO
   Tudo est em silncio.  cedo. Meu caf est quente. O cu ainda est escuro. O mundo continua dormindo. O dia se aproxima.
   Em poucos momentos chegar o dia. Aproximar-se- rugindo pela via ao levantar-se o sol. A quietude da madrugada se converter no barulho do dia. A calma da solido 
ser substituda pelas batidas rtmicas dos passos da raa humana. O refgio matutino ser invadido pelas decises que devam ser tomadas e pelas obrigaes que devem 
ser cumpridas.
   Durante as prximas doze horas ficarei exposto s exigncias do dia. Agora  o momento em que devo tomar uma deciso. Por causa do Calvrio, tenho a liberdade 
de decidir. Ento decido.
   Escolho o amor...
   Nenhuma ocasio justifica o dio; nenhuma injustia autoriza a amargura. Escolho o amor. Hoje amarei a Deus e o que Deus ama.
   Escolho o gozo...
   Convidarei meu Deus para ser o Deus da circunstncia. Recusarei a tentao de ser cnico... a ferramenta do pensador preguioso. Recusarei considerar as pessoas 
menos que seres humanos, criados por Deus. Recusarei ver nos problemas algo menos que uma oportunidade de ver a Deus.
   Escolho a paz...
   Viverei tendo sido perdoado. Perdoarei para poder viver.
   Escolho a pacincia...
   Passarei por cima dos inconvenientes do mundo. Em vez de amaldioar ao que ocupa o lugar que me corresponde, o convidarei para que assim o faa. Em vez de queixar-me 
porque a espera  demasiado longa, agradecerei a Deus por um momento para orar. Em vez de fechar meu punho diante de novas tarefas agendadas, as encararei com gozo 
e valor...
   Escolho a amabilidade...
   Serei amvel com os pobres, pois esto sozinhos. Amvel com os ricos, pois tm temor. E amvel com os malvados, pois assim me tratou Deus.
   Escolho a bondade...
   Prefiro estar sem um dlar antes de aceitar um de forma desonesta. Prefiro ser ignorado antes que me jactar. Prefiro confessar antes que acusar. Escolho a bondade.
   Escolho a fidelidade...
   Hoje guardarei minhas promessas. Meus credores no se lamentaro de sua confiana. Meus associados no questionaro minha palavra. Minha esposa no questionar 
meu amor. E meus filhos nunca tero temor de que seu pai no volte a casa.
   Escolho a mansido...
   Nada se ganha pela fora. Escolho ser manso. Se levantar minha voz, que somente seja em louvor. Se fechar meu punho, que somente seja em orao. Se fizer exigncias, 
que somente sejam para mim mesmo.
   Escolho o domnio prprio...
   Sou um ser espiritual. Depois de que tenha morrido este corpo, meu esprito levantar vo. Nego-me a permitir que o que vai apodrecer governe o eterno. Escolho 
o domnio prprio. S me embriagarei do gozo de Deus. S me apaixonar a minha f. Somente Deus ter influncia sobre mim. Somente Cristo me ensinar. Escolho o 
domnio prprio.
   Amor, alegria, paz, pacincia, amabilidade, bondade, fidelidade, mansido, domnio prprio. A estes encomendo meu dia. Se tiver xito, agradecerei. Se falhar, 
buscarei Sua graa. E depois, quando este dia tiver acabado, colocarei minha cabea sobre meu travesseiro e repousarei.
   Escolho a Deus.
   
CAPTULO 12
O PROFETA
   Eu queria meu caf da manh. Consegui um profeta.
   Parei no mercado a caminho do escritrio esta manh. Devia fazer uma compra e decidi, j que estava ali, fazer mais outra coisa. Aproximei-me do balco das especialidades 
para viagem e pedi meu caf da manh. Por 2 dlares voc pode obter todos os ovos e chourios que possa tolerar. Minha cintura e o doutor me impedem de fazer isso 
todos os dias, mas como de qualquer forma estava ali, e levando em conta que no tinha comido...
   Um profeta teve a mesma idia. No um profeta da Bblia, seno um profeta com uma Bblia. Uma Bblia grossa, desgastada, encadernada em azul. Era de baixa estatura 
e magro... um homem de aspecto frgil, cabelo curto e ralo, e de espessa barba ruiva.
   Quando cheguei ali, j estava pedindo sua comida. A pedia meticulosamente.
   - Servem pastis sem carne?
   - Sim.
   - Somente batatas e ovos?
   - Sim.
   - Tem sal?
   - No.
   - Quantas batatas? 
   A senhora que atendia esse setor levantou a travessa para que pudesse ver.
   - E quantos pastis?
   Talvez desejasse estar certo de conseguir um justo intercmbio pelo seu investimento. Talvez observasse uma dieta religiosa. Ou talvez somente fosse chato. Eu 
no podia decidir. Porm podia ver que era corts, exageradamente gentil.
   Levava um rastelo. (Seria uma verso moderna de uma joeiradora?). Sua tnica era azul e debaixo dela havia uma camisa que parecia feita com uma toalha.
   Enquanto algum preparava a comida do profeta, apareceu um segundo funcionrio. Pensou que no tivessem atendido o profeta e perguntou se necessitava ajuda.
   - No, j me ajudaram. Mas j que voc o menciona, posso lhe perguntar se voc  crente em Jesus Cristo? Sou seu profeta e me enviou a voc.
   O funcionrio no sabia como responder. Olhou para a funcionria, a qual olhou para outro lado e encolheu os ombros. Ele olhou para mim, depois para outro lado. 
Depois voltou a olhar para o profeta e murmurou algo assim como:
   - Obrigado por vir - ento me perguntou se eu necessitava ajuda.
   Sim, eu precisava e disse o que queria. E enquanto esperava, saram os pastis do profeta. Tinha pedido um refrigerante... sem gelo. E gua... num copo descartvel. 
Surpreendeu-se ao ver a cor de sua bebida.
   - Achei que seria cor laranja.
   - No,  transparente - respondeu a mulher.
   Tive desejos de que tentasse um milagre: converter a gua clara em laranjada. No o fez; s interpretou o momento.
   - Na vida realmente no importa a cor de suas bebidas, verdade? - sorriu para a mulher, o homem e depois para mim.
   Todos devolvemos o sorriso.
   Como levava uma Bblia numa mo e um rastelo na outra, me perguntei como faria para carregar a comida. De modo que me ofereci para ajud-lo. Declinou minha oferta.
   - Obrigado em nome de Jesus por oferecer sua ajuda, mas posso me virar.
   Empilhou o prato sobre o copo de refrigerante e de algum modo levantou a gua com a mo que levava o rastelo e a Bblia. No processo quase perdeu tudo, e assim 
tornei a oferecer minha ajuda.
   - No, mas em nome de Jesus o abeno por oferecer-me sua ajuda.
   - E - se dirigiu  funcionria -, a abeno em nome de Jesus Cristo pela sua amvel ateno.
   - E - captou o olhar do funcionrio -, o abeno em nome de Jesus Cristo.
   No disse por qu. Uma bno genrica, supus.
   Tendo-nos dado sua bno, voltou-se para ir embora. Segundo sei, conseguiu chegar at a mesa.
   Observei os olhos da caixa ao cobrar-me meu caf da manh. Como no sabia nada em absoluto a respeito dela, me perguntava o que estaria pensando. Perguntava-me 
que efeito teria exercido este encontro com o profeta sobre sua opinio dAquele a quem o profeta representava.
   Desejava dizer algo, mas no sabia o que dizer. Estava para dizer: " Aquele profeta e eu pertencemos ao mesmo time; s que temos duas formas diferentes de abordar 
o assunto. Na verdade, ser cristo no implica carregar um rastelo".
   Porm, antes que eu pensasse em algo para dizer, tinha se voltado para ajudar outra pessoa. Ento me virei com a inteno de partir.
   Foi nesse momento que me topei com Loureno. Loureno  um amigo de minha igreja. Encontrar-se com Loureno no  pouca coisa.  um ex-jogador profissional de 
futebol. Tudo concernente a Loureno  grande e tudo concernente a Loureno  amvel. Um forte abrao de Loureno pode durar uma semana.
   E foi isso o que me deu... um bom abrao, um clido aperto de mos e uma genuna pergunta acerca de meu bem-estar. No muito, s um par de minutos de amvel interesse. 
Depois seguiu seu caminho e eu continuei o meu.
   Enquanto me afastava, me chamou a ateno o contraste entre ambos os encontros. Tanto o profeta como Loureno so seguidores de Cristo. Nenhum dos dois se envergonha 
de sua f. Ambos se agradam de levar uma Bblia. Ambos gostam de abenoar as pessoas. Porm ali acabavam as similaridades.
   Um veste sandlias e uma tnica e o outro usa tnis e calas jeans.
   Um se veste como Jesus, porm o outro se comporta como Jesus.
   Um se apresentou como embaixador de Cristo; o outro nem precisou faz-lo.
   Um despertou minha curiosidade, mas o outro tocou meu corao.
   E algo me dizia que se Jesus estivesse presente, em pessoa, em Santo Antnio, e eu me encontrasse com Ele na loja, no o reconheceria pelo rastelo, pela vestimenta 
ou pela grande Bblia. Porm o reconheceria pelo seu bom corao e suas palavras amveis.
   

PARTE II
O TOQUE DO MESTRE
   Em seus ltimos anos, Beethoven passava horas tocando um clavicrdio quebrado. O instrumento carecia de valor. Faltavam-lhe teclas. As cordas estavam esticadas. 
Estava desafinado, era desagradvel de se ouvir.
   Porm, o grande pianista tocava at que lhe corriam as lgrimas pelas faces. Ao olhar para ele, se pensaria que ouvia o sublime. Assim era. Pois estava surdo. 
Beethoven escutava o som que o instrumento devia produzir, no o que na realidade produzia 12.
   Alguma vez voc se sentiu como o clavicrdio de Beethoven? Desafinado? Inepto? Servindo fora de tempo, insignificante? 
   Alguma vez se perguntou o que Deus faz quando o instrumento est quebrado? Que acontece com a cano quando as cordas esto desafinadas? Como responde o Mestre 
quando as teclas no funcionam?
   D meia volta e vai embora? Exige um instrumento em substituio? Se desfaz do velho? Ou ser que com pacincia o afina at ouvir a cano que anela?
   Se voc se formulou estas perguntas (e quem no?), tenho alguns pensamentos para que leia. Agrupei um curioso conjunto de testemunhos que acho que vai desfrutar. 
Nas prximas pginas encontrar:
   - Uma explicao do por qu o mago de Oz no est na Bblia.
   - Um relato acerca de uma lua caprichosa.
   - Uma primitiva reportagem jornalstica a Moiss e Jeosaf. 
   - A mensagem de um grilo e a dieta comum de comida pr-mastigada.
   Alguns captulos so cmicos. Alguns, srios. Alguns, fictcios. Alguns, reais. Porm todos tm uma resposta para quem se sente como o clavicrdio de Beethoven. 
Todos operam em conjunto para alentar o instrumento cansado. Todos tm a esperana de mostrar-lhe como o Msico Mestre repara o que no podemos reparar e ouve msica 
quando ns no.
   
CAPTULO 13
QUANDO OS GRILOS O IRRITEM 
   Perdoe se este captulo est desordenado. Ao escrever, estou irritado. Estou irritado por causa de um grilo.  barulhento.  detestvel. Est escondido. E vai 
estar em grandes dificuldades se eu o achar.
   Cheguei ao meu escritrio cedo. Duas horas antes que soasse meu despertador, estava aqui. As mangas arregaadas e o computador zunindo. Ganha dos telefones, pensei. 
Adiante-se  manh, planejei. Sobe ao dia.
   Porm pe as mos sobre esse grilo,  o que no deixo de murmurar.
   Pois bem, nada tenho contra a natureza. A melodia de um canrio me encanta. O prazeroso zunido do vento nas folhas me  agradvel. Mas o raack-raack-raack de 
um grilo antes do amanhecer me incomoda.
   De modo que fico de joelhos e percorro o escritrio guiando-me pelo som. Espio embaixo de caixas. Tiro livros das prateleiras. Jogo-me de barriga no cho e olho 
debaixo de minha escrivaninha. Humilhante. Fui sabotado por um inseto de dois centmetros e meio.
   Que coisa  este insolente e irritante que reduz o homem  posio de perseguidor de insetos?
   Cus, ele est atrs de uma prateleira. Fora de meu alcance. Oculto num esconderijo de madeira compensada. No posso alcan-lo. A nica coisa que posso fazer 
 lanar canetas na base da prateleira. De modo que fao isso. Pop. Pop. Pop. Uma aps a outra. Uma metralhadora de canetas. Finalmente silencia.
   Porm, o silncio dura somente um minuto.
   Assim que, perdoem-me se meus pensamentos esto fragmentados, mas estou descarregando a artilharia pargrafo por meio. Esta no  minha forma de trabalhar. Esta 
no  forma de comear o dia. O cho est bagunado. Minhas calcas, sujas. Minha linha de pensamento descarrilou. O que tento dizer , como pode algum escrever 
sobre a ira quando h um estpido inseto em seu escritrio?
   Opaaa... Acho que, depois de tudo, estou no contexto mental adequado...
   Ira. Esta manh  fcil de definir: o barulho da alma. Ira. O irritante invisvel do corao. Ira. O invasor implacvel do silncio.
   Assim como o grilo, a ira irrita.
   Assim como o grilo, a ira no se pode aplacar com facilidade.
   Assim como o grilo, a ira tem o costume de ir incrementando seu volume at chegar a ser o nico som que ouvimos. Quanto mais forte fica, mais nos desesperamos.
   Quando nos maltratam, nossa resposta animalstica  sair a caar. Instintivamente fechamos nossos punhos. Procurar vingana  algo muito natural. O que, em parte, 
 o que constitui o problema. A vingana  natural, no espiritual. Vingar-se  a lei da selva. Conceder graa  a lei do reino.
   Alguns estaro pensando:  fcil para voc dizer isso, Max, ali sentado no seu escritrio, sendo um grilo sua principal causa de irritao. Deveria tentar viver 
com minha esposa. Ou deveria ter vivido o que vivi no meu passado. Ou deveria criar meus filhos. No sabe como fui maltratada pelo meu ex. no tem idia de quo 
difcil tem sido a minha vida.
   E voc tem razo, no sei. Mas tenho uma idia muito clara sobre quo triste ser o seu futuro se no resolver a sua ira.
   Faa uma radiografia da alma do vingativo e contemplar o tumor da amargura: preto, ameaador, maligno. Carcinoma do esprito. Suas fibras fatais silenciosamente 
vo rodeando as margens do corao e o destroem. O ontem no pode ser alterado, mas sua reao perante ele, sim. O passado no pode ser mudado, mas sua resposta 
ao seu passado, sim.
   Impossvel, voc diz? Permita-me que tente demonstrar-lhe o contrrio.
   Imagine que provm de uma famlia grande... aproximadamente uma dzia de filhos. Uma famlia mais misturada que a famlia Brady 13. Todas as crianas so do mesmo 
pai, mais tm umas quatro ou cinco mes diferentes.
   Imagine tambm que seu pai  um trapaceiro e tem sido assim por muito tempo. Todos o sabem. Todos sabem que por meio de arapucas roubou de seu tio sua parte da 
herana. Todos sabem que saiu correndo como covarde para impedir que o pegassem.
   Imaginemos tambm que seu tio-av, mediante enganos, fez que seu pai casasse com a irm de sua me. Embebedou seu pai antes da boda e fez com que fosse para o 
altar sua filha feia antes que sua filha bonita, com a qual seu pai pensava que se casava.
   Porm, isso no freou seu pai. Simplesmente casou com as duas. A que ele amava no podia ter filhos, ento deitou com sua mucama. Alias, tinha o costume de deitar 
com a maioria das ajudantes de cozinha; como resultado, a maioria de seus irmos se parecem com as cozinheiras.
   Por ltimo, a esposa com a qual seu pai teria desejado casar-se em primeiro lugar fica grvida... e nasce voc.
   Voc  o filho preferido... e seus irmos o sabem.
   Lhe do um carro. A eles no. O vestem-te de Armani; a eles, de K-Mart 14. Vai a acampamentos de vero; eles trabalham no vero. Voc se educa; eles se irritam.
   E se vingam. O vendem para algum projeto de servio no estrangeiro, o colocam num avio cujo destino  o Egito, e dizem a seu pai que um franco-atirador o matou. 
Voc est rodeado de pessoas desconhecidas, aprendendo um idioma que no compreende e vivendo numa cultura que jamais viu.
   Histria imaginria? No.  a histria de Jos. O filho preferido numa famlia estranha; tinha toda a razo de estar irritado.
   Tentou tirar o maior proveito possvel. Se converteu em servo principal da mxima autoridade do Servio Secreto. A esposa do chefe tentou seduzi-lo e quando ele 
se negou, ela protestou e ele acabou na priso. Fara soube do fato que Jos podia interpretar sonhos e lhe deu a oportunidade de interpretar os dele mesmo. 
   Quando Jos os interpretou, o promoveram da priso do palcio para ocupar o posto de primeiro ministro. A segunda posio em importncia em todo o Egito. A nica 
pessoa diante a qual Jos se inclinava era o rei.
   Enquanto isso, surge uma grande fome e Jac, o pai de Jos, envia seus filhos ao Egito para obter um emprstimo do estrangeiro. Os irmos no sabem, mas esto 
em frente ao prprio irmo que venderam aos ciganos por volta de uns vinte e dois antes.
   No reconhecem a Jos, porm ele os reconhece. Um pouco mais carecas e com barriga, mas os mesmos irmos. Imagine os pensamentos de Jos. A ltima vez que viu 
esses rostos foi do fundo de um poo. A ltima vez que ouviu estas vozes, estavam rindo dele. A ltima vez que pronunciaram seu nome, o xingaram de toda forma possvel.
   Agora  sua oportunidade de vingar-se. Ele tem o controle total. Basta estalar os dedos para que seus irmos estejam mortos. Melhor ainda, algemem-nos e coloquem 
grilhes em seus ps e que vejam como  um calabouo egpcio. Que durmam no lodo. Que limpem os pisos. Que aprendam egpcio.
   A vingana est ao alcance de Jos. E h poder na vingana. Poder embriagador.
   Por acaso no o experimentamos? No temos sentido a tentao de vingar-nos?
   Ao entrar na corte acompanhando o ofensor, anunciamos: "Ele me machucou!". As pessoas do jri meneiam suas cabeas com desgosto. "Ele me abandonou!", explicamos, 
e as cmeras ecoam nossa acusao. "Culpado!", rosna o juiz ao bater com seu martelo. "Culpado!", concorda o jri. "Culpado!", proclama o auditrio. Nos deleitamos 
neste momento de justia. Saboreamos esta bisteca saborosa. Assim prolongamos o acontecimento. Relatamos a histria uma e outra e outra vez.
   Agora congelemos essa cena. Tenho uma pergunta. No para todos, mas para alguns. Alguns de vocs esto perante a corte. A corte da queixa. Alguns expem reluzente 
a mesma ferida em cada oportunidade diante de qualquer um que esteja disposto a ouvir. 
   A pergunta  para vocs: "Quem os converteu em Deus?" No tenho a inteno de ser arrogante, mas, por que fazem o que corresponde a Ele?
   "Minha  a vingana", declarou Deus, "eu darei a recompensa" (Hebreus 10:30, ACF).
   "No digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrar" (Provrbios 20:22, ACF).
   O juzo corresponde a Deus. Supor algo diferente equivale a supor que Deus no pode faz-lo.
   A vingana  irreverente. Quando devolvemos um golpe estamos dizendo: "Sei que a vingana  tua, Deus, mas o que acontece  que achei que no ias castigar o suficiente. 
Pensei que seria melhor tomar esta situao em minhas prprias mos. Tens tendncia a ser um tanto suave".
   Jos compreende isso. Em vez de buscar a vingana, revela sua identidade e faz que seu pai e o resto da famlia sejam trazidos para o Egito. Concede-lhes proteo 
e os prov de um lugar para morar. Vivem em harmonia durante dezessete anos.
   Porm depois Jac morre e chega o momento da verdade. Os irmos suspeitam que diante da desapario de Jac sero afortunados se conseguirem sair do Egito com 
suas cabeas no lugar. Assim se aproximam de Jos para pedir misericrdia.
   "Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: Assim direis a Jos: Perdoa, rogo-te, a transgresso de teus irmos" (Gnesis 50:16-17). (No posso evitar sorrir 
diante da idia de homens grandes falando dessa forma. No acham que soam como crianas choronas: "Papai disse que nos tratasse bem"?).
   A resposta de Jos? "E Jos chorou quando eles lhe falavam" (Gnesis 50:17). "Que mais devo fazer?", imploram suas lgrimas. "Lhes dei um lar. Dei provises para 
suas famlias. Por que continuam desconfiando de minha graa?".
   Por favor, leiam com cuidado as duas declaraes que fez a seus irmos. Primeira pergunta: "Porventura estou eu em lugar de Deus?" (versculo 19).
   Posso voltar a declarar o obvio? A vingana pertence a Deus! Se a vingana  de Deus, no  nossa. Deus no nos pediu que nos vinguemos. Jamais.
   Por qu? A resposta pode ser achada na segunda parte da declarao de Jos: "Vs bem intentastes mal contra mim; porm Deus o intentou para bem, para fazer como 
se v neste dia, para conservar muita gente com vida" (versculo 20).
   O perdo aparece com mais facilidade com uma lente de grande alcance. Jos utiliza uma para poder ver todo o quadro. Recusa focalizar a traio de seus irmos 
sem olhar tambm a lealdade de Deus.
   Sempre  de boa ajuda ver o quadro completo.
   Faz algum tempo eu estava no vestbulo de um aeroporto, quando vi entrar um conhecido. Era um homem a quem no havia visto a bastante tempo, porm freqentemente 
tinha pensado nele. Tinha passado por um divorcio e o conhecia o suficiente como para saber que ele tinha parte da culpa.
   Notei que no estava sozinho. Ao seu lado havia uma mulher. Veja o velhaco! Faz apenas alguns meses e j est com outra dama?
   Qualquer pensamento de saud-lo desapareceu ao emitir um juzo a respeito de seu carter. Mas ento ele me viu. Saudou-me com a mo. Fez-me sinais para que eu 
me aproximasse. Estava pego. Deveria aproximar-me para visitar o rprobo. De modo que o fiz.
   - Max, quero lhe apresentar minha tia e seu esposo.
   Engoli saliva. No tinha visto o homem.
   - Nos dirigimos a um encontro familiar. Sei que gostariam muito lhe conhecer.
   - Usamos seus livros em nosso estudo bblico familiar - disse o tio de meu amigo -. Suas percepes so excelentes.
   "Se voc soubesse", disse a mim mesmo. Tinha cometido o pecado comum dos que no perdoam. Tinha emitido um juzo sem conhecer a histria.
   Perdoar algum implica admitir nossas limitaes. S nos foi entregue uma pea do quebra-cabea da vida. Unicamente Deus possui a capa da caixa.
   Perdoar algum implica pr em prtica a reverncia. Perdoar no  dizer que quem te machucou tinha a razo. Perdoar  declarar que Deus  justo e que far o que 
seja correto.
   Depois de tudo, no temos j suficientes coisas para fazer sem tentar fazer tambm o que corresponde a Deus?
   Adivinhe. Acabo de perceber uma coisa. O grilo calou-se. Entrosei-me tanto com este captulo que o esqueci. Faz cerca de uma hora que no lano uma caneta. Acho 
que deve ter dormido.  possvel que isso seja o que tentava fazer desde o princpio, mas eu o acordava a cada minuto com minhas canetas.
   Finalmente conseguiu descansar um pouco. Consegui terminar este captulo.  surpreendente o que se consegue quando nos desprendemos de nossa ira.
   
CAPTULO 14
COMO VER O QUE O OLHO NO V
   Estou em p a seis passos da borda do leito. Meus braos estendidos. Mos abertas. Sobre a cama, Sara, com seus quatro anos, encolhida, adota uma pose como um 
gatinho brincalho. Vai pular. Porm, no est pronta. Estou demasiado perto.
   - Mais para trs, pai - me desafia em p.
   Dramaticamente acedo, confessando admirao pelo seu valor. Depois de dar dois passos gigantes me detenho.
   - Mais? - pergunto.
   - Sim! - berra Sara, pulando sobre a cama.
   Ante cada passo ri, aplaude e faz gestos pedindo mais. Quando j estou do outro lado do canho, quando estou fora do alcance do homem mortal, quando sou somente 
uma pequena figura no horizonte, ela me detm.
   - Ali, pra ali.
   - Est certa disso?
   - Estou certa - grita ela.
   Estendo meus braos. Mais uma vez ela se encolhe, depois pula. Superman sem capa. Pra-quedista sem pra-quedas. S seu corao voa mais alto que seu corpo. Nesse 
instante de vo sua nica esperana  seu pai. Se ele for fraco, cair. Se ele for cruel, ela bater contra a parede. Se for distrado, tombar no cho. 
   Mas no conhece tal temor, porque conhece a seu pai. Ela confia nele. Quatro anos sob o mesmo teto a convenceram de que ele  confivel. No  sobre-humano, mas 
 forte. No  santo, mas  bom. No  brilhante, mas no  necessrio que o seja para pegar sua filha quando pula.
   De modo que voa.
   De modo que remonta.
   De modo que a apanha e os dois se regozijam ante a unio entre a confiana dela e a fidelidade dele.
   Estou de p a pouca distncia de outra cama. Desta vez ningum ri. O local tem aspecto solene. Uma mquina bombeia ar para um corpo cansado. Um monitor mede o 
ritmo das batidas de um esgotado corao. A mulher no leito no  nenhuma criana. Uma vez o foi. Faz dcadas. O foi. Porm agora j no .
   Assim como Sara, ela deve confiar. Depois de poucos dias de ter sofrido uma cirurgia, acabam de inform-la que dever fazer outra. Sua fraca mo aperta a minha. 
Seus olhos se umedecem de temor.
   Diferente de Sara, no v pai algum. Mas o Pai a v. Confie nEle, digo para o bem de ambos. Confie na voz que sussurra seu nome. Confie em que as mos vo lhe 
segurar.
   Estou sentado perante uma mesa, em frente de um homem bom. Bom e assustado. Seu temor tem fundamento. As aes desceram. A inflao subiu. No  que tenha dilapidado 
nem apostado nem jogado. Trabalhou intensamente e orou com freqncia, mas agora tem temor. Sob o traje de flanela se oculta um tmido corao.
   Mexe seu caf e fixa seu olhar como os olhos do Coiote 15 que acaba de perceber que correu alm da borda do precipcio. Est a ponto de cair e cair rapidamente. 
 Pedro sobre a gua, que olha para a tormenta em vez do rosto.  Pedro em meio das ondas, que escuta o vento e no a voz.
   Confie, eu o animo. Mas a palavra cai como uma pedra. No est acostumado a algo to estranho.  um homem de lgica. Ainda quando a pipa se esconde por trs das 
nuvens continua agarrada ao fio. Porm agora o fio escorregou. O cu est em silncio.
   Estou de p a pouca distncia de um espelho e vejo o rosto de um homem que fracassou... falhou com seu Criador. Outra vez. Prometi que no o faria, mas o fiz. 
Fiquei calado quando devia ter gritado. Sentei-me quando devi ter adotado uma postura.
   Se esta fosse a primeira vez, seria diferente. Mas no o . Quantas vezes algum pode cair e ter a expectativa do resgate?
   Confiar. Por que  fcil diz-lo aos outros e to difcil lembr-lo a ns mesmos? Deus sabe o que fazer com a morte?  mulher eu disse que sim. Deus sabe o que 
fazer com a dvida? Isso foi o que comuniquei ao homem. Deus pode ouvir outra confisso destes lbios?
   O rosto no espelho pergunta.
   Estou sentado a pouca distncia de um homem condenado  morte. Judeu de nascimento. Fabricante de tendas por oficio. Apstolo por chamamento. Seus dias esto 
contados. Tenho curiosidade em saber o que sustm este homem ao aproximar-se sua execuo. Assim lhe fao algumas perguntas.
   Voc tem famlia, Paulo? Nenhuma.
   Como vai a sua sade? Meu corpo est abatido e cansado.
   Quais so suas posses? Tenho muitos pergaminhos. Uma pena. Um manto.
   E sua reputao? Pois no vale muito. Para alguns sou um herege, para outros, um indomvel.
   Voc tem amigos? Sim, mas alguns deles me abandonaram.
   Voc tem galardes? No na terra.
   Ento, o que voc tem, Paulo? Sem posses. Sem famlia. Criticado por alguns, escarnecido por outros. O que voc tem, Paulo? O que voc tem que valha a pena?
   Reclino-me em silncio e espero. Paulo fecha seu punho. Olhe para ele. Eu o olho. O que o sustenta? O que tem?
   Estende sua mo para que eu possa v-la. Ao inclinar-me para frente, abre seu punho. Observo sua palma. Est vazia.
   Tenho minha f.  tudo quanto tenho. Mas  tudo quanto necessito. Guardei a f.
   Paulo se reclina contra a parede de sua cela e sorri. E eu me reclino contra outra parede e fixo a vista no rosto de um homem que aprendeu que a vida  mais do 
que o olho percebe.
   Pois disso se trata a f. A f  confiar no que o olho no pode ver.
   Os olhos vem o leo que espreita. A f v o anjo de Daniel.
   Os olhos vem tormentas. A f v o arco-ris de No.
   Os olhos vem gigantes. A f v Cana.
   Seus olhos vem suas faltas. A f v seu Salvador.
   Seus olhos vem sua culpa. A f v Seu sangue.
   Seus olhos vem seu tmulo. Sua f v uma cidade cujo construtor e criador  Deus.
   Seus olhos olham no espelho e vem um pecador, um fracasso, um quebrador de promessas. Mas pela f olha para o espelho e se v como prdigo, elegantemente vestido, 
levando em seu dedo o anel da graa e em seu rosto o beijo de seu Pai.
   Porm, aguarde um minuto, diz algum. Como sei que isto  verdade? Linda prosa, mas quero fatos. Como sei que essas no so somente vs esperanas?
   Parte da resposta pode ser achada nos pulos de f da Sara. Sua irm mais velha, Andria, estava no localolhando, e perguntei a Sara se ela pularia em braos da 
Andria. Sara negou-se. Tentei convenc-la. No cedia.
   - Por que no? - perguntei.
   - Somente pulo em braos grandes.
   Se acharmos que os braos so fracos, no pularemos.
   Por isso, o Pai flexionou seus msculos. 
   "A suprema grandeza do seu poder para conosco, os que cremos", ensinava Paulo. "A operao da fora do seu poder, que operou em Cristo, ressuscitando-o dentre 
os mortos" (Efsios 1:19-20, PJFA).
   Na prxima vez em que se perguntar se Deus pode resgat-lo, leia esse versculo. As mesmas bnos que venceram a morte so as que lhe esto reservadas.
   Na prxima vez que se perguntar se Deus pode lhe perdoar, leia esse versculo. As mesmas mos que foram pregadas na cruz esto abertas para voc.
   E na prxima vez que se perguntar se sobreviver ao pulo, pensa em Sara e em mim. Se um pai teimoso de carne e osso como eu pode apanhar sua filha, voc no acha 
que seu Pai eterno pode apanh-lo?
   
CAPTULO 15
COMO VENCER A HERANA 16
   Stefan pode lhe contar sobre rvores familiares. Ganha a vida por meio delas. Herdou um bosque alemo que pertenceu  sua famlia durante quatrocentos anos. As 
rvores que cultiva foram plantadas pelo seu bisav faz cento e oitenta anos. As rvores que planta no estaro prontas para comerciar at que nasam seus bisnetos.
   Ele  parte de uma corrente.
   "Cada gerao deve tomar uma deciso", me disse. "Podem saquear ou plantar. Podem abusar da terra e enriquecer, ou podem cuid-la, recolher somente o que lhes 
pertence e deixar um investimento para seus filhos".
   Stefan colhe frutos semeados por homens que jamais conheceu.
   Stefan planta sementes que descendentes que nunca ver coletaro.
   Dependente do passado, responsvel pelo futuro:  parte de uma corrente.
   Como ns. Somos filhos do passado. Pais do futuro. Herdeiros. Benfeitores. Receptores do trabalho realizado pelos que nos precederam. Nascidos num bosque que 
no semeamos.
   O qual me leva a perguntar, como est seu bosque?
   Ao ficar de p sobre a terra legada pelos seus antecessores, que aspecto tem? Como se sente?
   Orgulho pelo legado? Talvez. Alguns herdam terras com nutrientes. rvores de convico de razes profundas. Fileira aps fileira de verdade e herana.  possvel 
que se apie no bosque de seus pais com orgulho. Se este  o caso, agradea, pois muitos no podem faz-lo.
   Muitos no esto orgulhosos de suas rvores familiares. Pobreza. Vergonha. Abuso. Tais so os bosques em que alguns se encontram. A terra foi saqueada. As colheitas 
foram efetuadas, mas no foi realizada semeadura alguma.
   Talvez o criaram num lar de prejuzos e intolerncia, o qual o faz intolerante com as minorias. Talvez o criaram num lar de avareza, da que seus desejos de posses 
sejam insaciveis.
   Talvez suas lembranas da infncia lhe causem mais dor que inspirao. As vozes de seu passado o amaldioaram, o rebaixaram, o ignoraram. Nessa poca, achou que 
semelhante tratamento era normal. Agora v que no  assim.
   E agora tenta entender o seu passado.
   Falaram-me de um homem que deve ter tido pensamentos dessa natureza. Seu legado era trgico. Seu av era um assassino e um mstico que sacrificava seus filhos 
em abuso ritual. Seu pai foi um canalha que destrua casas de adorao e zombava dos crentes. O assassinaram aos vinte e quatro anos de idade... seus amigos.
   Os homens eram tpicos de sua era. Viveram num tempo quando as prostitutas ofereciam suas mercadorias nas casas de adorao. Os magos tratavam as doenas com 
feitios. As pessoas adoravam as estrelas e se guiavam por horscopos. Pensava-se mais na superstio e no vodu que na educao das crianas.
   Era um momento tenebroso para nascer. Que pode ser feito quando seu av era seguidor de magia negra, seu pai era um homem vil e sua nao, corrupta?
   Repetir a histria? Alguns pensavam que o faria. O qualificaram de delinqente antes de nascer, de tal pai, tal filho. Quase pode ouvir como as pessoas gemem 
quando ele passa: "Ser igual ao seu pai".
   Porm, erraram. No o foi. Reverteu a tendncia. Enfrentou o improvvel. Elevou-se qual dique contra as tendncias de sua poca e imprimiu um novo curso ao futuro 
de sua nao. Suas conquistas foram to notveis que continuamos relatando sua histria dois mil e seiscentos anos depois.
   A histria do rei Josias. O mundo tem conhecido reis mais sbios; o mundo tem visto reis mais ricos; o mundo tem sabido de reis mais poderosos. Mas a histria 
nunca viu um rei mais valoroso que o jovem Josias.
   Nascido uns seiscentos anos antes de Jesus, Josias herdou um trono frgil e uma coroa turva. O templo estava em desordem, a Lei tinha se perdido e o povo adorava 
qualquer deus que aparecesse. Porm, ao finalizar seu reinado de trinta e um anos, o templo tinha sido reconstrudo, os dolos destrudos e a Lei de Deus novamente 
tinha se elevado at ocupar um lugar de proeminncia e poder.
   O bosque havia reclamado.
   O av de Josias, o rei Manasss, foi lembrado como o rei que "derramou muitssimo sangue inocente, at que encheu Jerusalm de um a outro extremo" (2 Rs 21:16, 
PJFA). Seu pai, o rei Amom, morreu pelas mos de seus prprios oficiais. "Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor", diz seu epitfio (2 Rs 21:20, PJFA).
   Os cidados formaram uma comitiva e mataram os assassinos, e Josias, de oito anos, assumiu o trono. No princpio de seu reinado, Josias tomou uma valente deciso. 
"Andou em todo o caminho de Davi, seu pai, no se apartando dele nem para a direita nem para a esquerda" (2 Rs 22:2, PJFA). 
   Folheou seu lbum familiar at encontrar um antepassado digno de imitao. Josias pulou a vida de seu pai e passou por alto a de seu av. Deu um pulo para trs 
no tempo, at encontrar Davi e determinou: "Serei como ele".
   O princpio? No podemos escolher nossos pais, mas sim podemos escolher nossos mentores.
   E como Josias escolheu a Davi (que tinha escolhido a Deus), comearam a acontecer coisas. 
   O povo derrubou os altares dos baalins seguindo as direes de Josias.
   Josias destroou os altares de incenso.
   Josias... despedaou as imagens de Asera e... as reduziu a p.
   Queimou os ossos dos sacerdotes.
   Josias derrubou os altares.
   Destroou todos os altos de incenso por todas as terras de Israel (2 Cr 34:4-5,7).
   No se pode dizer que fosse um percurso turstico. Mas, por outro lado, Josias no tinha a inteno de conseguir amigos. Tinha como finalidade fazer uma declarao: 
"O que ensinaram meus pais, eu no ensino. O que eles abraaram, eu rejeito".
   E ainda no tinha acabado. Quatro anos depois, na idade de vinte e seis anos, dirigiu sua ateno para o templo. Estava em runas. O povo tinha permitido que 
fosse desmoronando. Mas Josias estava decidido. Algo tinha sucedido que ateou fogo em sua paixo pela restaurao do templo. Tinha-lhe sido entregue um basto. Uma 
tocha havia recebido.
   No princpio de seu reinado decidiu servir o Deus de Davi, seu antepassado. Agora escolhia servir o Deus de outro. Note-se em 2 Crnicas 34:8: "E no ano dcimo 
oitavo do seu reinado, havendo j purificado a terra e a casa, enviou a Saf (...) para repararem a casa do SENHOR seu Deus", o Deus de Josias (nfase do autor).
   Deus era seu Deus. a f de Davi era a f de Josias. Tinha encontrado o Deus de Davi e o havia feito seu. Quando o templo estava sendo reconstrudo, um dos operrios 
encontrou um rolo. No rolo estavam as palavras de Deus dadas a Moiss quase mil anos antes.
   Quando Josias ouviu estas palavras, ficou estarrecido. Chorou ao ver que seu povo tinha se distanciado tanto do Deus que sua Palavra no tomava parte de suas 
vidas.
   Enviou uma pergunta para uma profetisa, perguntando-lhe: "O que acontecer a nosso povo?".
   Ela disse a Josias que por ter-se arrependido quando ouviu estas palavras, sua nao se salvaria da ira de Deus (veja 2 Crnicas 34:27). Incrvel. Uma gerao 
completa recebeu graa devido  integridade de um homem.
    possvel que Deus o tenha colocado sobre a terra por esse motivo?
    possvel que Deus tenha colocado voc sobre a terra pelo mesmo motivo?
   Talvez seu passado no seja algo do qual jactar-te. Talvez tenhas sido testemunha de horrvel maldade. E agora voc, igual a Josias, deve tomar uma deciso. Se 
sobrepor ao passado e produzir uma mudana? Ou permanecer sob o controle do passado e elaborar desculpas?
   Muitos escolhem o ltimo.
   Muitos escolhem os lares de convalescentes do corao. Corpos saudveis. Mentes agudas. Porm sonhos aposentados. Balanam-se sem cessar nas cadeiras de balano 
do remorso, repetindo as condies da rendio. Aproxime-se e poder ouvi-los: "Se to somente". A bandeira branca do corao.
   "Se to somente..."
   "Se to somente tivesse nascido em outra parte..."
   "Se to somente tivessem me tratado com justia..."
   "Se to somente tivesse pais mais amorosos, mais dinheiro, melhores oportunidades..."
   "Se to somente tivessem me ensinado a usar o banheiro mais rpido, me castigado menos ou ensinado a comer sem fazer rudos incmodos..."
   Talvez voc j usou essas palavras. Talvez tenha motivos de sobra para us-las. Talvez voc, igual a Josias, tenha ouvido contar at dez ainda antes de entrar 
no ringue. Para encontrar um antepassado que valha a pena imitar, voc, igual a Josias, devem folhear o lbum familiar pulando muito para trs.
   Se esse  o caso, permita que lhe mostre onde recorrer. Deixe de lado o lbum e levante a sua Bblia. Busque no Evangelho de Joo e leia as palavras de Jesus: 
"O que  nascido da carne  carne, e o que  nascido do Esprito  esprito" (Jo 3:6, ARC). 
   Medite nisso. A vida espiritual nasce do Esprito! Seus pais podem lhe ter dado seus genes, mas Deus lhe d graa.  possvel que seus pais sejam responsveis 
pelo seu corpo, mas Deus se incumbiu de tua alma.  possvel que seu aspecto venha de sua me, mas a eternidade vem de seu Pai, seu Pai celestial.
   Ele no est cego diante de seus problemas. Mais ainda, Deus est disposto a dar-lhe o que sua famlia no lhe deu.
   No teve um bom pai? Ele ser seu Pai.
   Atravs de Deus voc  um filho; e, se  um filho, certamente tambm  um herdeiro (Glatas 4:7).
   No teve um bom modelo? Experimente com Deus.
   "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados" (Efsios 5:1, ARC).
   Nunca teve um pai que enxugasse suas lgrimas? Reconsidere. Deus viu cada uma delas.
   "Tu contas as minhas vagueaes; pe as minhas lgrimas no teu odre. No esto elas no teu livro?" (Salmo 56:8, ARC).
   Deus no o deixou  deriva num mar de heranas. Como Josias, voc no pode controlar a forma como seus antepassados responderam a Deus. Porm, pode controlar 
sua forma de responder a Ele. No  necessrio que o passado seja sua priso. Pode ter uma voz em seu destino. Pode se expressar a respeito de sua vida. Pode escolher 
o caminho por onde andar.
   Escolha bem e algum dia, muitas geraes depois, seus netos e bisnetos agradecero a Deus pelas sementes que plantou.
   
CAPTULO 16
O DOCE SOM DO SEGUNDO VIOLINO
   Durante milhares de anos, a relao tinha sido perfeita. At onde qualquer um pudesse lembrar, a luz tinha refletido com fidelidade os raios do sol na noite escura. 
Era o dueto mais grandioso do universo. Outras estrelas e planetas se maravilhavam diante da confiabilidade da equipe. Seu reflexo cativou uma gerao aps outra 
de terrqueos. A lua se converteu num smbolo de romance, esperanas sublimes e at rimas infantis.
   "No deixes de brilhar, lua da colheita", cantava o povo. E assim se fazia. Quer dizer, fazia at certo ponto. Veja, a lua na realidade no brilhava. Refletia. 
Pegava a luz que lhe dava o sol e a apontava para a terra. Uma simples tarefa de receber iluminao e partilh-la.
   Pensar-se-ia que semelhante combinao duraria para sempre. Quase aconteceu isso. Mas um dia, uma estrela prxima implantou um pensamento no interior da lua.
   - Deve ser difcil ser lua - sugeriu a estrela. 
   - O que voc quer dizer? Eu adoro! Toca-me realizar uma tarefa importante. Quando escurece, as pessoas olham para mim esperando receber ajuda. E eu olho para 
o sol. Ele me d o que eu necessito e eu dou s pessoas o que elas necessitam. Dependem de mim para iluminar seu mundo. E eu dependo do sol.
   - Ento, voc e o sol devem ser bastante unidos. 
   - Unidos? Opa, se somos como Huntley e Brinkley, Hope e Crosby, Benny e Dav...17
   - Ou talvez Edgar Bergen e Charlie McCarthy?
   - Quem?
   - Sabe, o ventrloquo com o boneco. 
   - Pois, isso do boneco eu no sei...
   - Isso, precisamente,  o que eu quero dizer. Voc  o boneco. No tem luz prpria. Depende do sol. Voc  o acompanhante. No tem fama prpria. 
   - Fama prpria?
   - Sim, faz muito tempo que voc toca o segundo violino. Necessita dar um passo por conta prpria.
   - Do que est falando?
   - Me refiro a que deixe de refletir e comece a gerar. Faa o seu. Seja seu prprio chefe. Faa com que saibam quem voc  de verdade.
   - Quem eu sou?
   - Pois, voc , ver... ehmm... bom, isso  o que voc deve averiguar. Necessita saber quem  voc. 
   A lua se deteve a pensar por um momento. O que dizia a estrela fazia sentido. Embora nunca o tivesse considerado, de repente estava consciente de todas as desigualdades 
da relao.
   Por que devia ser sempre ela a encarregada de cobrir o turno da noite? Que por que devia ser a primeira na qual pisaram os astronautas? E por que devia ser sempre 
acusada de causar ondas? E por que, para variar, os ces e os lobos no uivam ao sol? E por que deve ser to negativo "estar na lua" enquanto que "tomar sol"  uma 
prtica aceita?
   - Voc tem razo! - exclamou a lua -. J  hora de que exista uma igualdade solar-lunar aqui em cima.
   - Agora sim est falando certo - a incitava a estrela -. Vai descobrir a verdadeira lua!
   Esse foi o comeo da ruptura. Em vez de dirigir sua ateno ao sol, a lua comeou a dirigir sua ateno a ela mesma.
   Empreendeu o caminho da auto-superao. Depois de tudo, sua ctis era um desastre, to cheia de crateras e coisas assim. Seu guarda-roupas tristemente se limitava 
a trs tamanhos: cheia, mdia e quarto. E sua cor era de um amarelo anmico.
   De modo que, armada de determinao, disps-se a apontar a metas elevadas.
   Ordenou a aplicao de fomentos de geleiras para sua ctis. Modificou sua aparncia para incluir novas formas como tringulos e quadrados. E para mudar a cor 
optou por um alaranjado escandaloso. "J ningum vai me chamar de cara de queijo".
   A nova lua tinha diminudo de peso e melhorado seu estado fsico. Sua superfcie estava to suave como o bumbum de um beb. Tudo foi bem por um tempo.
   Inicialmente, seu novo aspecto fez que desfrutasse de seu prprio brilho de lua. Os meteoros colegas a convidavam a suas rbitas para assistir juntos s telenovelas.
   Tinha amigos. Gozava de fama. No teve necessidade do sol... at que mudou a moda. De repente o estilo inculto passou e entrou a moda colegial. Detiveram-se os 
elogios e comearam as risadinhas, porque a lua era lenta em perceber que estava fora de moda. Quando por fim caiu a ficha e mudou sua cor laranja por traos delgados, 
a moda passou a ser estilo campestre. 
   Foi a dor provocada pelas pedras brilhantes incrustadas em sua superfcie o que finalmente a levou a perguntar-se: "Para que serve isto, afinal?". Um dia, uma 
figura na capa de uma revista, para ser esquecida no dia seguinte. Viver dos elogios dos outros consiste numa dieta errtica.
   Pela primeira vez desde o incio de sua campanha de busca do eu, a lua pensou no sol. Lembrou os bons milnios, quando os elogios no a preocupavam. O que pensavam 
dela carecia de importncia j que no estava interessada em conseguir que fosse vista. Qualquer elogio que lhe fizessem, rapidamente era passado para o chefe. Comeava 
a compreender o plano do sol. " possvel que me estivesse fazendo um favor".
    Olhou para baixo na direo da terra. Os terrqueos tinham estado recebendo um bom show. Nunca sabiam o que esperar: primeiro rstico, depois colegial e agora 
campesino. Os levantadores de apostas de Las Vegas tentavam adivinhar se a prxima moda seria chique ou varonil. Em vez de ser a luz de seu mundo, tinha-se convertido 
no alvo de suas zombarias.
   At a vaca se negava a pular por cima dela 18.
   Mas o frio era o que mais a incomodava. A ausncia do sol a deixava com um persistente esfriamento. Nada de calor. Nada de resplendor. Seu agasalho no a ajudava. 
No podia ajudar; o tremor vinha de dentro, um tremor gelado desde a profundidade de seu ncleo que a deixava com uma sensao de frio e solido. 
   O qual representava exatamente sua condio.
   Uma noite, enquanto olhava para as pessoas que caminhavam na escurido, foi golpeada pela futilidade de tudo aquilo. Pensou no sol. "Me dava tudo o que eu precisava. 
Cumpria um propsito. Sentia calor. Estava contente. Cumpria... cumpria o propsito para o qual fui criada".
   De repente, sentiu aquele velho e conhecido calor. Virou-se, e ali estava o sol. Ele nunca tinha se mexido.
   - Me alegra que esteja de volta - disse o sol -. Vamos trabalhar.
   - Pois no! - aceitou a lua.
   Tirou o agasalho. Voltou a ser redonda e se viu uma luz no cu escuro. Uma luz mais cheia. Uma luz ainda mais brilhante. 
   E at o dia de hoje, quando o sol brilha e a lua reflete e ilumina a escurido, ela no se queixa nem fica ciumenta. S faz o que sempre devia fazer.
   A lua ilumina.
   
CAPTULO 17
O SEU SACO DE PEDRAS
   Voc tem uma. Uma sacola. Uma sacola de estopa. Talvez no esteja consciente dela,  possvel que no lhe tenha falado nada a seu respeito. Talvez no se lembre 
dela. Porm, ela lhe foi entregue. Uma sacola. Uma sacola de tecido spero e rstico.
   Necessita da sacola para carregar as pedras. Rochas, lajes, seixos, pedregulhos. De todos os tamanhos. De todas as formas. Todas indesejadas.
   Voc no as solicitou. No as procurou. Mas lhe foram dadas.
   No se lembra?
   Algumas foram pedras de rejeio. Foi-lhe entregue uma aquela vez que no passou na teste. No foi por falta de esforo. S o cu sabe quando voc praticou. Achou 
que era suficientemente bom para formar parte do time. Porm, o treinador, no. O instrutor, no. Pensou que era suficientemente bom, mas eles disseram que no era.
   Eles, e quantos mais?
   No  necessrio que viva muito tempo para obter uma coleo de pedras. Tira uma nota ruim. Toma uma deciso incorreta. Faz uma confuso. Lhe chamam com alguns 
nomes desagradveis. Zombam de voc. Abusam de voc.
   E as pedras no se detm com a adolescncia. Esta semana enviei uma carta a um homem desempregado que foi rejeitado em mais de cinqenta entrevistas.
   E assim  que a sacola fica pesada. Pesada por causa das pedras. Pedras de rejeio. Pedras que ns no merecemos.
   Junto com algumas que merecemos.
   Olhe para o interior da sacola e ver que nem todas as pedras so de rejeies. Existe um segundo tipo de pedra. A do remorso.
   Remorso pela vez que voc ficou irado.
   Remorso pelo dia em que voc perdeu o controle.
   Remorso pelo momento que voc perdeu contra seu orgulho.
   Remorso pelos anos em que voc perdeu suas prioridades.
   E at remorso pelo momento em que voc perdeu sua inocncia.
   Uma pedra aps outra, uma pedra de culpa aps outra.
   Com o tempo, a sacola fica pesada. Nos cansamos. Como pode ter sonhos para o futuro quando necessita de toda sua energia para levar o passado nas costas?
   Com razo alguns parecem to infelizes. A sacola atrasa o andar. A sacola raspa. Ajuda a explicar a irritao de tantos rostos, tantos passos arrastados, tantos 
ombros cados e, acima de tudo, tantos atos desesperados.
   Se consome pela necessidade de fazer o que quer que seja para conseguir um pouco de descanso.
   Assim leva a sacola ao escritrio. Determina trabalhar com tanto afinco para se esquecer dela. Chega cedo e fica at tarde. Os outros esto impressionados. Mas 
quando chega a hora de ir para casa, ali est a sacola... esperando que a carregue.
   Carrega a sacola at a happy hour (hora feliz) 19. Um nome como esse deve ser de algum alvio. De modo que apia a sacola no cho, senta na banqueta e bebe alguns 
drinques. A msica se torna forte e sua cabea fica leve. Porm, ento chega a hora de partir, olha para abaixo, e ali est a sacola.
   Se arrasta at uma sesso de terapia. Senta no div com a sacola a seus ps, e joga fora todas suas pedras sobre o cho, e chama a cada uma pelo seu nome. O terapeuta 
escuta. Simpatiza com voc. Lhe so dados alguns conselhos teis. Mas quando o tempo acaba, se v obrigado a juntar as rochas e lev-las embora.
   Se desespera tanto que decide tentar um encontro de fim de semana. Um pouco de excitao. Um abrao arriscado. Uma noite de paixo roubada. Por um momento, a 
carga se alivia. Mas logo acaba o fim de semana. O sol se pe no domingo e, esperando-o ao p da escada de segunda-feira, se encontra... voc adivinhou, sua sacola 
de remorsos e rejeies.
   H at quem leve a sacola at a igreja. Talvez a religio ajude, arrazoamos. Mas em vez de remover algumas pedras, algum pregador bem intencionado, porm mal 
direcionado, pode aumentar a carga. Os mensageiros de Deus s vezes machucam mais do que ajudam. E  possvel que abandone a igreja carregando algumas pedras novas 
em sua sacola.
   O resultado? Uma pessoa que se arrasta pela vida, carregada pelo passado. No sei se voc percebeu, porm  difcil ser respeitado quando carrega uma sacola de 
pedras. Fica difcil apoiar algum, quando voc mesmo est faminto de apoio.  difcil perdoar quando voc se sente culpado.
   Paulo fez uma observao interessante a respeito da forma como tratamos s pessoas. O disse em relao com o matrimnio, porm o princpio se aplica a qualquer 
relao: "Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo" (Efsios 5:28, ACF). Existe uma correlao entre o que sente a respeito de voc mesmo e o que sente a respeito 
dos outros. Se voc est em paz consigo mesmo, se voc se ama, te dar bem com os outros.
   O inverso tambm  verdade. Se voc no se ama, se est triste, envergonhado ou irado, outros sabero. A parte trgica da histria da sacola  que tendemos a 
jogar nossas pedras para os que amamos.
   A no ser que o ciclo se interrompa.
   O que nos conduz  pergunta: "De que modo pode uma pessoa obter alvio?".
   O que, por sua vez, nos leva a uns dos versculos mais bondosos da Bblia: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre 
vs o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de corao; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo  suave e o meu fardo  leve" 
(Mt 11:28-30, ACF).
   Voc sabia que eu ia dizer isto. Posso ver voc segurando este livro enquanto balana sua cabea: "J tentei. Tenho lido a Bblia, me sentei no banco da igreja... 
mas nunca recebi alvio".
   Se esse  o caso, posso fazer uma pergunta delicada, porm deliberada?  possvel que tenha se aproximado da religio, mas no de Deus? Ser que congregou numa 
igreja, mas nunca viu a Cristo?
   "Vinde a mim", diz o versculo.
    fcil ir ao lugar errado. Ontem eu fiz isso. Estava em Portland, Maine, preparado para pegar um avio para Boston. Aproximei-me do balco, registrei minha bagagem, 
consegui minha passagem e me dirigi ao porto de embarque. Passei pela segurana, sentei e esperei que anunciassem o vo. Esperei, e esperei, e esperei, e...
   Finalmente, me aproximei do balco para perguntar  funcionaria o que acontecia. Ela olhou para mim e me disse: "Est no porto errado".
   Pois bem, o que teria acontecido se eu tivesse protestado e gemido, dizendo: "Bom, parece que no existe um vo para Boston. Creio que embarquei".
   Voc teria respondido: "No est embarcado. S est no porto errado. V at o correto e tente de novo".
   No  que no tenha tentado... Faz anos que tenta tratar com seu passado. lcool. Relacionamentos extra-matrimoniais. Excesso de trabalho. Religio.
   Jesus diz que Ele  a soluo para o cansao da alma.
   V a Ele. Seja sincero com Ele. Admita que tem segredos da alma que nunca enfrentou. Ele j os conhece. Somente espera que lhe pea ajuda. Somente espera que 
lhe d sua sacola.
   V em frente. Se alegrar de t-lo feito. (Os que esto perto de voc tambm se alegraro... fica difcil lanar pedras quando deixou sua sacola diante da cruz).
   
CAPTULO 18
SOBRE OZ E DEUS
   Voc, Dorothy de "O mgico de Oz" e eu... temos muito em comum.
   Todos sabemos como  estar em terras distantes, rodeados de gente estranha.
   Embora nosso caminho escolhido no esteja coberto de tijolos amarelos, continuamos esperando que nos conduza para casa.
   As bruxas do leste desejam mais que nossos sapatos cor rubi.
   E Dorothy no  a primeira pessoa a encontrar-se rodeada de gente carente de crebro, corao e coluna vertebral.
   Podemos compreender a Dorothy.
   Mas quando Dorothy chega  Cidade Esmeralda, a comparao  incrvel. Pois o que lhe disse o mgico, alguns pensam que  o que Deus diz a ns.
   Voc se lembra da trama. Cada uma das personagens principais se aproxima do mgico com alguma necessidade. Dorothy procura um caminho para casa. O espantalho 
deseja sabedoria. O homem de lata deseja um corao. O leo necessita de coragem. Segundo o que ouviram, o mgico de Oz pode conceder as quatro coisas. De modo que 
se aproximam. Tremendo e reverentes, se aproximam. Tremem em sua presena e ficam sem alento diante de seu poder. E juntando todo a coragem possvel, lhe apresentam 
seus pedidos.
   Sua resposta? Ele os ajudar depois que demonstrem que o merecem. Ele os ajudar to logo como consigam vencer a fonte da maldade. Tragam-me a vassoura da bruxa, 
diz ele, e vou ajud-los.
   De modo que fazem isso. Escalam as paredes do castelo e destroem a bruxa e, no processo, fazem uns descobrimentos surpreendentes. Descobrem que podem vencer o 
mal. Descobrem que com um pouco de sorte e uma mente rpida pode-se enfrentar o melhor que o pior tem para dar. E descobrem que podem fazer tudo isso sem o mgico.
   O que  bom porque, quando regressam a Oz, os quatro descobrem que o mgico  um covarde. A cortina se abre e fica exposto o todo-poderoso. Aquele que adoravam 
e temiam era um professor careca e gordinho que pode montar um bom espetculo de luzes, mas nada pode fazer para resolver seus problemas.
   Contudo, ele mesmo se redime pelo que mostra a este grupo de peregrinos. (Esta  a parte que me faz pensar que o mgico porventura tenha percorrido alguns plpitos 
antes de conseguir a posio de mgico). Ele diz a Dorothy e companhia que todo o poder que necessitam  o que j tm. Explica-lhes que o poder para solucionar seus 
problemas sempre havia estado com eles. Pois no tinham demonstrado sabedoria o espantalho, compaixo o homem de lata e valor o leo, quando enfrentaram a bruxa? 
E Dorothy no necessita a ajuda do todo-poderoso Oz; a nica coisa de que precisa  um bom balo de ar quente.
   O filme acaba quando Dorothy descobre que seu pior pesadelo na realidade era s um mau sonho. Que o seu lar, em algum lugar alm do arco-ris se encontrava exatamente 
onde ela sempre tinha estado. E que  agradvel contar com amigos em lugares elevados, mas que, no final das contas, cumpre a cada um encontrar o prprio caminho 
para casa.
   A moral de "O mgico de Oz"? Tudo o que voc pode chegar a precisar, j o tem.
   O poder que necessita  na realidade um poder que voc j tem. S  necessrio que o busque com a suficiente profundidade, o tempo necessrio, e no haver nada 
que no possa fazer.
   Lhe parece familiar? Lhe parece patritico? Lhe parece... cristo?
   Durante anos pensei que o fosse. Sou rebento de uma robusta estirpe. Produto de uma trabalhadora cultura operaria que honrava a decncia, a lealdade, o trabalho 
rduo e amava versculos da Bblia como: "Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo". (No, voc no vai encontrar isso na Bblia).
   "Deus o iniciou e agora devemos acab-lo", era nosso lema. Ele tem feito a parte que lhe corresponde; agora ns fazemos a nossa.  uma proposta de cinqenta por 
cento cada um. Um programa "faa-voc-mesmo" que enfatiza a parte que nos toca e no atribui a importncia necessria  parte que corresponde a Deus.
   "Bem-aventurados os ocupados", proclama esta teologia, "pois eles so os verdadeiros cristos".
   Na h necessidade do sobrenatural. No h espao para o extraordinrio. No h lugar para o transcendental. A orao vira algo simblico. (A verdadeira fora 
est dentro de voc, no "l em cima"). A comunho se converte num ritual. (O verdadeiro heri  voc, no Ele). E o Esprito Santo? Pois o Esprito Santo chega 
a ser algo que oscila entre uma boa disposio e uma atitude mental positiva.
    um enfoque que v a Deus como quem deu corda ao mundo e foi embora. E a filosofia d resultado... sempre que voc trabalhe. Sua f  forte, enquanto voc seja 
forte. Sua posio  segura, enquanto voc seja seguro. Sua vida  boa, enquanto voc seja bom.
   Mais, a de ns,  a onde reside o problema. Segundo disse o Mestre: "No h bom seno um s" (Mt 19:17, ACF). Tampouco h ningum que seja sempre forte; nem 
ningum que sempre esteja seguro.
   O cristianismo "faa-voc-mesmo" no traz resultados de grande alento para o exausto e o cansado.
   A auto-santificao aponta pouca esperana para o adicto.
   "Esforce-se um pouco mais", pouco nimo d ao necessitado.
   Em certo momento precisamos de algo mais que bons conselhos; necessitamos de ajuda. Em certo momento desta viagem para casa percebemos que uma proposta de cinqenta-cinqenta 
 insuficiente. Necessitamos mais... mais que um rechonchudo mgico que nos agradece por termos vindo, mas nos diz que a viagem foi desnecessria.
   Necessitamos ajuda. Ajuda de dentro para fora. O tipo de ajuda que prometeu Jesus. "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dar outro Consolador, para que fique convosco 
para sempre; o Esprito de verdade, que o mundo no pode receber, porque no o v nem o conhece; mas vs o conheceis, porque habita convosco, e estar em vs" (Joo 
14:16-17, ACF, nfase do autor).
   Observe as palavras finais do versculo e ao faz-lo, perceba o lugar de moradia de Deus: "em vs".
   No perto de ns. No acima de ns. No em volta de ns. Mas sim em ns. Na nossa parte que nem sequer conhecemos. No corao que nenhum outro viu. Nos meandros 
ocultos de nosso ser mora no um anjo, no uma filosofia, no um gnio, mas sim Deus.
   Imagine isso.
   Quando minha filha Jenna tinha seis anos de idade, a encontrei de p em frente a um espelho de corpo inteiro. Estava olhando dentro de sua garganta. Perguntei-lhe 
o que fazia e me respondeu: "Estou tentando ver se Deus est em meu corao".
   Ri e me voltei, e depois consegui ouvir que lhe perguntava: "Ests ai dentro?". Quando no obteve resposta, se impacientou e falou por Ele. Com a voz mais grave 
que podia conseguir uma menina de seis anos disse: "Sim".
   Ela formulou a pergunta correta: "Ests ai dentro?" Ser que o que nos dizem  verdade? No bastou que aparecesses numa sara ou que morasses no templo? No bastou 
que te convertesses em carne humana e caminhasses sobre a terra? No bastou que deixasses tua palavra e a promessa da tua volta? Era necessrio que fosses ainda 
mais longe? Devias estabelecer tua morada em ns?
   "Ou no sabeis", escreveu Paulo, "que o vosso corpo  o templo do Esprito Santo?" (1 Co 6:19, ACF).
   Talvez no sabia. Talvez no sabia que Deus chegaria a tanto para assegurar sua chegada para casa. Se esse no  seu caso, obrigado por permitir que lhe fizesse 
lembrar.
   O mgico diz: "Olhe dentro de voc e encontre seu eu". Deus diz: "Olhe dentro de voc e encontre a Deus". 
   O primeiro o levar a Kansas.
   O ltimo o levar ao cu.
   Voc escolhe.
   
CAPTULO 19
UM TRABALHO INTERNO
   A tinta em aerossol no corrige a ferrugem.
   Um curativo no eliminar um tumor.
   Cera aplicada no exterior do carro no curar a "tosse" de um motor.
   Se o problema est no interior, dever entrar ali.
   Aprendi isso esta manh. Sai da cama cedo... muito cedo. To cedo que Denalyn tentou convencer-me a no ir para o escritrio. " meia-noite", murmurou, "E se 
um ladro tenta forar a entrada?"
   Porm eu tinha estado de frias durante duas semanas e me sentia descansado. Meu nvel de energia tinha uma altura similar  do monte de coisas para fazer que 
estava sobre minha escrivaninha, e assim, me dirigi at a igreja.
   Devo confessar que as ruas vazias pareciam um tanto atemorizadoras. E tinha havido uma tentativa de forar a entrada do escritrio umas semanas antes. De modo 
que decidi ser muito cuidadoso. Entrei no complexo onde estava o escritrio, desativei o alarme e voltei a ativ-lo para que soasse caso algum tentasse entrar.
   Brilhante, pensei.
   Tinha estado sentado na minha escrivaninha s alguns segundos quando as sirenes uivaram. Algum est tentando entrar! Corri pelo corredor at o alarme, o desliguei, 
voltei correndo para meu escritrio e teclei o 911 20. Depois de desligar o telefone, pensei que os ladres poderiam entrar antes da chegada da policia. Voltei a 
cruzar o corredor correndo, e ativei de novo o sistema.
   "No me pegaro", murmurei desafiante ao marcar o cdigo.
   Quando me virei para voltar para o escritrio, as sirenes voltaram a soar. Desativei o alarme e o reativei. Podia imaginar esses ladres frustrados correndo at 
as sombras cada vez que disparava o alarme.
   Caminhei at uma janela para ver se a policia chegava. Quando o fiz, o alarme soou pela terceira vez. Espero que a policia chegue logo, pensei ao voltar a desativar 
e ativar o alarme.
   Dirigia-me outra vez para meu escritrio quando, assim como estou contando, o alarme soou de novo. O desativei e fiz uma pausa. Um momento; este sistema de alarme 
deve estar quebrado.
   Voltei para meu escritrio para chamar a companhia de alarmes. "Que sorte a minha", pensei ao teclar o nmero, "de todas, tinha que ser esta noite que se estragasse 
o sistema de alarme".
   - Nosso sistema de alarme dispara o tempo todo - disse ao homem que respondeu -. Ou temos uns ladres decididos ou um mau funcionamento.
   Desgostoso, tamborilei meus dedos sobre minha escrivaninha enquanto ele buscava nossa conta.
   -  possvel que exista outra opo - apontou ele.
   - Que mais?
   - Voc sabia que seu edifcio est equipado com detector de movimentos?
   A, a, a.
   Nesse instante vi as luzes do carro da polcia. Sa.
   -Ehmm... Acredito que o problema  interno, no externo - lhes comuniquei.
   Tiveram a amabilidade de no pedir detalhes e eu estava demasiado envergonhado para apont-los. Mas aprendi uma lio: no se pode corrigir um problema interno 
a partir de fora.
   Passei uma hora escondendo-me de ladres inexistentes, culpando um sistema que no tinha falhado e solicitando ajuda que no precisava. Pensei que o problema 
estava l fora. Sempre esteve aqui dentro.
   Sou o nico que faz isso? Sou o nico que culpa a uma fonte externa por um problema interno?
   Os alarmes soam no seu mundo tambm. Talvez no com sinos e trombetas, mas com problemas e dor. Seu propsito  o de indicar o perigo iminente. Uma raiva  uma 
luz vermelha. A dvida descontrolada  uma luz intermitente. Uma conscincia culpada  um sinal de advertncia que indica turbao interna. Relaes geladas so 
placas de anncio que comunicam coisas que vo desde a negligncia at o abuso.
   Existem alarmes na sua vida. Como voc responde quando soam? Seja sincero. No houve vezes em que voc foi l fora buscando uma soluo, quando deveria ter olhando 
para dentro?
   Alguma vez jogou a culpa da sua condio em Washington? 21 (Se baixassem as taxas dos impostos, meu negocio teria xito). Culpou sua famlia pelo seu fracasso? 
(Mame sempre amou mais a minha irm). Acusou a Deus por causa dos seus problemas? (Se Ele  Deus, por que no salva meu matrimnio?). Culpou a igreja pela tua f 
frgil? (Essas pessoas so um monte de hipcritas).
   Me faz lembrar do golfista que estava a ponto de bater sua primeira bola do primeiro buraco. Balanou o taco e errou a bola. Voltou a tentar e outra vez bateu 
no ar. Tentou pela terceira vez que deu novamente no ar. Frustrado, olhou para seus companheiros e emitiu seu juzo: "Puxa, este  um campo difcil".
   Puxa,  possvel que ele tenha razo. O campo talvez fosse difcil. Porm esse no era o problema.  possvel que voc tambm tenha razo. Suas circunstncias 
podem ser desafiadoras, mas culpar o de fora no  a soluo. Tambm no o  ignor-la. O cu sabe que no se desligam os alarmes da vida pretendendo que no faam 
barulho. Mas o cu tambm sabe que  sbio olhar para o espelho antes de espionar pela janela.
   Considere a orao de Davi: "Cria em mim,  Deus, um corao puro, e renova em mim um esprito reto" (Sl 51:10, ACF, nfase do autor).
   Leia o conselho de Paulo: "Fixa tua ateno em Deus. Sers mudado de dentro para fora" (Rm 12:2, The Message [traduo livre do ingls]).
   Sobretudo, escute a explicao de Jesus: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que no nascer de novo, no pode ver o reino de Deus" (Jo 3:3, ACF).
   A mudana verdadeira  um trabalho interno.  possvel que consiga modificar as coisas por um dia ou dois com dinheiro e sistemas, mas o miolo do assunto  e 
sempre ser o assunto do corao.
   Permita-me esclarecer. Nosso problema  o pecado. No as finanas. No os oramentos. No as prises abarrotadas nem os traficantes de drogas. Nosso problema 
 o pecado. Estamos em rebelio contra nosso Criador. Estamos separados de nosso Pai. Estamos desconectados da fonte da vida. Um novo presidente ou poltica no 
corrigiro isso. Somente Deus pode resolv-lo.
    por isso que a Bblia utiliza termos drsticos como converso, arrependimento, e perdido e achado. A sociedade pode renovar, porm s Deus re-cria.
   Eis aqui um exerccio prtico para pr em prtica esta verdade. Na prxima vez em que soarem os alarmes em seu mundo, pergunte-se trs coisas:
   1. Existe em minha vida algum pecado sem confessar?
   "Quando eu guardei silncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mo pesava sobre mim; o meu humor se tornou 
em sequido de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade no encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgresses; e tu perdoaste a maldade 
do meu pecado" (Sl 32:3-5, ACF).
   (A confisso  contar a Deus que fez o que Ele o viu fazer. Ele no tem tanta necessidade de ouvi-lo como voc de diz-lo. Embora seja muito pequeno para mencion-lo 
ou muito grande para perdo-lo, no cabe a voc decidir. O que lhe compete  ser sincero).
   2. Existe em meu mundo algum conflito sem resolver? 
   "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e a te lembrares de que teu irmo tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te 
primeiro com teu irmo e, depois, vem e apresenta a tua oferta" (Mt 5:23-24, ACF).
   (Segundo eu sei, esta  a nica vez que Deus lhe diz para sair antes da hora da igreja. Ao que parece, prefere que entregue o seu ramo de oliveira antes que o 
seu dzimo. Se estiver adorando e lembrar que sua me est aborrecida com voc por ter esquecido do aniversrio dela, levante-se do banco e procure um telefone. 
Talvez lhe perdoe; talvez no. Mas pelo menos poder voltar ao seu assento com a conscincia tranqila).
   3. H em meu corao alguma preocupao no rendida ao Senhor?
   "Lanando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vs" (1 Pe 5:7, ACF).
   (A palavra alem que se traduz por "ansiedade" significa "estrangular". A palavra grega significa "dividir a mente". Ambas so precisas. A ansiedade  uma corda 
no pescoo e uma distrao da mente, nenhuma das quais  propcia para o gozo).
   Os alarmes cumprem um propsito. Indicam um problema. s vezes o problema est l fora. Com maior freqncia est dentro. De modo que antes de espionar para fora, 
d um bom olhar para dentro.
   
CAPTULO 20
AS BOAS NOTCIAS DA MEIA-NOITE
   As notcias da meia-noite constituem um sedativo pouco eficaz.
   Assim me aconteceu ontem  noite. A nica coisa que me interessava era o nvel de alergnicos no ar e os resultados do basquete. Mas para obt-los, tive que suportar 
o monologo costumeiro de misria global. E ontem  noite o mundo parecia estar pior que de costume.
   Em geral no me altera tanto olhar as notcias. No sou do tipo depressivo e fatalista. Me sinto to capaz como qualquer um de encarar a tragdia humana com uma 
dose de f. Porm ontem... veja, o mundo parecia tenebroso.
   Talvez fosse devido s crianas assassinadas ao passar por um tiroteio... um era de seis, o outro de dez anos.
   Talvez tenha sido pelo anncio alentador de que vinte e seis mil pontes em estradas importantes dos Estados Unidos esto  beira do colapso.
   Nosso Ministro de Sade, que se ope ao fumo, deseja legalizar as drogas.
   Uma estrela multimilionria do rock  acusada de abuso infantil. Um senador  acusado de seduzir associadas, outro de alterar procedimentos eleitorais.
   Uma figura poltica em ascenso na Rssia ganhou o apelido de "Hitler". 
   Motoristas automobilsticos armados apresentam um novo adesivo de pra-choques: "Continue buzinando. Estou recarregando".
   A dvida nacional  mais profunda. Nossos impostos so mais elevados, o nvel de alergias se elevou e os Mavericks de Dallas perderam seu dcimo quinto jogo consecutivo. 
   "E assim est o mundo esta noite!", anuncia o homem bem vestido. Me pergunto por que ele sorri.
   Ao ir para a cama, entro nos quartos de minhas trs filhas que dormem. Junto  cama de cada uma me detenho e pondero sobre o seu futuro. "O que ser que te espera?", 
sussurro enquanto passo a mo pelos seus cabelos e acomodo os cobertores.
   Suas preocupaes maiores de hoje so provas de matemtica, presentes e festas de aniversrio. Tomara que seu mundo permanecesse sempre to inocente. No ser 
assim. Os bosques lanam sombras sobre cada caminho e os precipcios beiram a cada curva do caminho. Cada vida tem sua quota de medo. Minhas filhas no so exceo.
   Tambm no seus filhos. E por muito atraentes que possam parecer uma ilha deserta ou um mosteiro, a recluso simplesmente no  a resposta para enfrentar um amanh 
atemorizante. 
   Qual ser ento a resposta? Existe algum que tem a mo sobre o acelerador deste trem, ou ser que o motorista pulou antes de aparecer a curva da morte?
    possvel que tenha achado parte da resposta, embora parea incrvel, no primeiro captulo do Novo Testamento. Freqentemente me pareceu estranho que Mateus 
iniciasse seu livro com uma genealogia. Sem dvida no  bom jornalismo. Uma lista de quem gerou quem no conseguiria passar por muitos editores.
   Mas por outro lado, Mateus no era jornalista e o Esprito Santo no tentava captar nossa ateno. Estava destacando um ponto. Deus tinha prometido que proveria 
um Messias por meio da descendncia de Abrao (Gnesis 12:3), e assim o fez.
   "Voc tem dvidas sobre o futuro?", pergunta Mateus. "D simplesmente uma olhada no passado". E com isso abre o cofre da linhagem de Jesus e comea a tirar os 
panos ao sol.
   Acredite, voc e eu teramos guardado algumas dessas histrias no guarda-roupa. A linhagem de Jesus no parece em nada com a lista do Instituto para aureolas 
e harpas. Parece mais com a lista dominical de ocupantes do crcere do condado.
   Inicia-se com Abrao, o pai da nao, que mais de uma vez mentiu como Pinquio com a nica finalidade de salvar seu pescoo (Gnesis 12:10-20).
   Jac, o neto de Abrao, era mais trapaceiro que um expert em baralhos de Las Vegas. Enganou seu irmo, mentiu para seu pai, foi logrado e depois trapaceou a seu 
tio (Gnesis 27:29).
   Jud, o filho de Jac, estava to cegado pela testosterona que alugou os servios de uma prostituta, sem saber que era sua nora! Quando soube de sua identidade, 
ameaou queim-la por prostituio (Gnesis 38).
   Faz-se uma meno especial  me de Salomo, Bate-Seba (que tomava banho em lugares duvidosos) e do pai de Salomo, Davi, o qual observou o banho de Bate-Seba 
(2 Samuel 11:2-3).
   Raabe era uma prostituta (Josu 2:1). Rute, uma estrangeira (Rute 1:4).
   Manasss forma parte da lista, e obrigou seus filhos a passar pelo fogo (2 Reis 21:6). Seu filho Amom est na lista, ainda que tenha rejeitado a Deus (2 Reis 
21:22).
   Parece que quase a metade dos reis eram trapaceiros, outro tanto embusteiros e todos, exceto um punhado deles, adoravam um dolo ou, como se isso fosse pouco, 
dois dolos.
   E assim se compe a lista dos no to maravilhosos bisavs de Jesus. Aparentemente o nico lao comum entre este grupo era uma promessa. Uma promessa do cu de 
que Deus os usaria para enviar seu Filho.
   Por que Deus usou estas pessoas? No era necessrio que o fizesse. Poderia ter colocado simplesmente o Salvador diante de alguma porta. Teria sido mais simples 
dessa forma. E por que Deus nos relata suas histrias? Por que Deus nos d um testamento completo de faltas e tropeos de seu povo?
   Simples. Sabia que voc e eu vimos as notcias ontem  noite. Sabia que ficaramos agitados. Sabia que nos preocuparamos. E quer que saibamos que quando o mundo 
enlouquece, Ele permanece em calma.
   Voc quer provas? Leia o ltimo nome da lista. Apesar de todas as aurolas tortas e as cambalhotas de mau gosto de seu povo, o ltimo nome da lista  o primeiro 
que foi prometido: Jesus.
   "Jos, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo" (Mateus 1:16, ACF).
   Ponto. No se enumeram mais nomes. No so mais precisos. Como se Deus anunciasse a um mundo hesitante: "Vejam, eu o fiz. Assim como prometi que o faria. O plano 
teve xito".
   A fome no pde mat-lo de fome.
   Quatrocentos anos de escravido egpcia no puderam oprimi-lo.
   As peregrinaes pelo deserto no puderam perd-lo.
   O cativeiro babilnico no pde det-lo.
   Os peregrinos com ps enlameados no puderam arruin-lo.
   A promessa do Messias vai enfiando quarenta e duas geraes de pedras em bruto, at formar um colar digno do Rei que veio. Assim como prometeu. 
   E a promessa continua de p.
   "Mas aquele que perseverar at ao fim ser salvo" (Mateus 24:13, ACF).
   "No mundo tereis aflies, mas tende bom nimo, eu venci o mundo" (Joo 16:33, ACF).
   O motorista no abandonou o trem. A guerra nuclear no  uma ameaa para Deus. as economias no intimidam os cus. Lderes mortais jamais descarrilaram o plano.
   Deus cumpre sua promessa.
   Observe voc mesmo. No prespio. Ali est Ele.
   Observe voc mesmo. No tmulo. Ele foi embora.
   
CAPTULO 21
HBITOS SAUDVEIS
   Me agrada a histria do menino que caiu da cama. Quando sua me lhe perguntou o que tinha acontecido, ele respondeu: "No sei. Acho que fiquei muito perto do 
lugar por onde entrei".
    fcil fazer o mesmo com nossa f.  tentador permanecermos no exato lugar por onde entramos e nunca mexer-nos.
   Escolha um momento do passado no muito remoto. Um ano ou dois atrs. Agora formule-se umas poucas perguntas. Como se compara sua vida de orao atual com a daquele 
tempo? E o que d? Incrementou tanto a quantidade como o gozo? E a sua lealdade para a igreja? Pode notar que cresceu? E seu estudo bblico? Ests aprendendo a aprender?
   "Cresamos em tudo naquele que  a cabea, Cristo" (Efsios 4:15, ACF, nfase do autor).
   "Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos at  perfeio" (Hebreus 6:1, ACF, nfase do autor).
   "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, no falsificado, para que por ele vades crescendo" (1 Pedro 2:2, nfase do autor).
   "Antes crescei na graa e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18, ACF, nfase do autor).
   O crescimento  um objetivo do cristo. A maturidade  um requisito. Se uma criana deixasse de desenvolver-se, o pai se preocuparia, no  verdade? Consultaria 
os mdicos. Seriam feitos exames de laboratrio. Quando o crescimento de uma criana se detm, alguma coisa anda mal.
   Quando um cristo deixa de crescer, precisa de ajuda. Se voc  o mesmo cristo de alguns meses atrs, cuidado. Seria sbio de tua parte fazer uma checagem. No 
do seu corpo, mas sim do seu corao. No fsica, mas espiritual.
   Posso sugerir uma?
   Arriscando parecer um pregador, o qual sou, posso fazer uma sugesto? Por que no revisa os seus hbitos? Embora existam muitos hbitos negativos, tambm existem 
muitos positivos. Alis, posso achar quatro na Bblia. Adote-os como atividades regulares e observe o que acontece.
   Primeiro, o hbito da orao: "Alegrai-vos na esperana, sede pacientes na tribulao, perseverai na orao" (Romanos 12:12, ACF, nfase do autor).
   Quer saber como aprofundar sua vida de orao? Ora. No se prepare para orar. Simplesmente ore. No leia sobre a orao. Simplesmente ore. No assista a discursos 
a respeito da orao nem participe de palestras referentes  orao. Simplesmente ore.
    A postura, o tom e o lugar so assuntos pessoais. Escolha a forma que d resultado para voc. Mas no pense demais. No te preocupe tanto com a embalagem do 
presente, a ponto de nunca chegar a entreg-lo.  melhor orar com lerdeza que nunca faz-lo.
   E se sente que s deve orar quando esteja inspirado, est bem. Somente assegure-se de estar inspirado todos os dias.
   Em segundo lugar, o hbito do estudo: "Aquele que atenta para a lei perfeita (...) e adota o hbito de assim faz-lo, no  um que ouve e esquece. Pe em prtica 
essa lei e obtm a verdadeira felicidade" (Tg 1:25, Phillips [traduo livre do ingls], nfase do autor).
   Imagine que est decidindo o que comer num restaurante de self-service. Escolhe sua salada, escolhe seu prato principal, porm quando chega aos vegetais, v 
uma travessa de algo que te revira o estmago.
   - Eca! O que  isso? - pergunta, apontando-o.
   - Veja, nem queira saber - responde com um pouco de vergonha um dos que servem.
   - No, eu quero saber.
   - Bem, j que insiste. Alguns preferem engolir o que outros j mastigaram.
   Repulsivo?  mesmo. Mas difundido. Mais do que voc pode imaginar. No com a comida do restaurante, mas sim com a Palavra de Deus.
   Tais cristos tm boas intenes. Escutam com ateno. Porm discernem pouco. Conformam-se em engolir o que lhes dizem para engolir. Com razo deixaram de crescer.
   Em terceiro lugar, o hbito de dar: "No primeiro dia da semana cada um de vs ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade" (1 Corntios 16:2, 
ACF, nfase do autor).
   O dar no  para o bem de Deus. Voc d para seu prprio bem. "O propsito de dizimar  para ensinar-nos a colocar sempre a Deus em primeiro lugar em nossas vidas" 
(Deuteronmio 14:23, The Living Bible [traduo livre do ingls]).
   De que modo o dzimo lhe ensina? Considere o simples ato de preencher um cheque para a oferta. Primeiro escreve a data. Isso j lhe lembra que voc  uma criatura 
limitada pelo tempo e que cada posse que tem enferrujar ou queimar. O melhor  d-lo enquanto pode.
   Depois escreve o nome daquele a quem entregar o dinheiro. Se o banco pagasse, escreveria: Deus. Porm, eles no pagariam, ento escreve o nome da igreja ou grupo 
que ganhou a sua confiana.
   Continuando, voc escreve o valor. Aaahhh, o momento da verdade. Voc  mais que uma pessoa com talo de cheques. Voc  Davi, que coloca uma pedra no estilingue. 
 Pedro, com um p sobre o barco, o outro sobre a gua.  uma pequena criana numa grande multido. Um almoo de piquenique  s o que precisa o Mestre, mas  tudo 
quanto voc tem.
   O que far?
   Lanar a pedra?
   Dar o passo?
   Entregar a comida?
   Com cuidado, no se mexa com muita rapidez. No est escrevendo uma simples quantia... est fazendo uma declarao. Uma declarao que diz que, enfim, tudo pertence 
a Deus.
   E depois, a linha situada no setor inferior esquerdo onde se especifica para o que  o cheque. Difcil saber o que escrever.  para conta de eletricidade e literatura. 
Um pouco para extenso do Evangelho. Um pouco para salrio.
   Melhor ainda,  um pagamento parcial pelo que a igreja tem feito para ajud-lo na educao de sua famlia... a manter em ordem suas prioridades... a sintonizar-se 
a sua presena.
    Ou, talvez, o melhor de tudo,  para voc. Pois ainda que seja um presente de Deus, o benefcio  para voc.  o momento indicado para que corte um outro filamento 
da corda que o sujeita  terra, para que quando Ele volte voc no esteja amarrado.
   E por ltimo, o hbito da comunho com outros: "No abandonemos o hbito de reunir-nos, como fazem alguns. Em vez disso, animemo-nos uns aos outros" (Hebreus 
10:25, TEV [traduo livre do ingls], nfase do autor).
   Escrevo este captulo em um sbado pela manh em Boston. Vim para c convidado como orador para uma conferncia. Depois de cumprir com meu compromisso ontem  
noite, fiz algo muito espiritual: assisti a um jogo de basquete dos Boston Celtics. No pude resistir. Boston Gardens  um estdio que tinha desejado conhecer desde 
a minha infncia. Alm disso, Boston jogava contra meu time preferido: os Santo Antnio Spurs.
   Ao ocupar meu assento, pensei que talvez era o nico simpatizante dos Spurs presente nessa multido. Seria sbio manter-me em silncio. Mas isso era difcil de 
fazer. Me contive por alguns minutos, mas nada mais. Ao finalizar o primeiro quarto estava deixando escapar solitrios gritos de jbilo cada vez que os Spurs marcavam 
um ponto.
   As pessoas estavam comeando a virar-se e olhar para mim.  um assunto arriscado, esta rotina da voz no deserto.
   Foi nesse momento que percebi que tinha um amigo do outro lado do corredor. Ele, tambm, aplaudia os Spurs. Quando eu aplaudia, ele tambm. Tinha um companheiro. 
Nos alentamos um ao outro. Senti-me melhor.
   Ao finalizar o primeiro quarto lhe fiz um sinal com o dedo polegar levantado. Respondeu-me da mesma forma. Era s um adolescente. No tinha importncia. Nos unia 
o lao mais elevado da camaradagem.
   Esse  um dos propsitos da igreja. Toda a semana voc anima o time visitante. Aplaude o xito dAquele a quem o mundo se ope. Fica em p quando todos os outros 
permanecem sentados e se senta quando todos os outros se levantam.
   Em algum momento voc necessita de apoio. Precisa estar com pessoas que demonstrem seu jbilo quando voc tambm o faz. Precisa o que a Bblia denomina comunho. 
E o necessita a cada semana. Depois de tudo, s pode agentar um pouco de tempo antes de considerar unir-se  multido.
   Ai esto. Quatro hbitos que vale a pena adotar. No  agradvel que alguns hbitos sejam bons para voc? Faa deles parte da sua vida e crescimento. No cometa 
o erro do pequeno menino. No permanea perto demais do lugar por onde entrou.  arriscado descansar na beirada.
   
CAPTULO 22
DFW E O ESPRITO SANTO
   O aeroporto internacional de Dallas-Fort Worth pode ser fatal. No tem corredores... tem catacumbas. Os vestbulos desembocam em labirintos. Sabe-se de pessoas 
que entram no aeroporto e nunca mais conseguem sair de l.
   Os viajantes freqentes se distinguem facilmente dos que o fazem pela primeira vez. So os que levam mochilas, bssolas, cantis e bengalas. Os novatos tm os 
rostos plidos, os olhos escurecidos e olhares perdidos.
   Uma das primeiras vezes em que tive que atravessar esse labirinto foi numa viagem de regresso do Brasil. Tinha viajado a noite toda e estava um pouco ansioso 
por lograr efetuar minhas conexes. Detive uma famlia de cinco integrantes e lhes perguntei onde poderia obter informao. Os pais me olharam como se fossem os 
nicos sobreviventes de um desastre nuclear.
   A me levantou trs dedos e suspirou: "Trs dias j que estamos aqui e ainda no conseguimos encontrar nosso vo de conexo".
   Engoli em seco. O pai me perguntou se podia dar-lhe cinco dlares para comprar uma pizza para seus filhos. Entreguei-lhe o dinheiro e me indicou o caminho para 
um mapa do aeroporto.
   Ele era fcil de achar; cobria uma parede inteira. Quando encontrei a placa que dizia "Voc est aqui", comecei a procurar o porto de sada de meu prximo vo. 
Quando vi onde me achava em relao a onde eu devia estar, voltei a engolir. A cruzada dos Apalaches teria sido mais fcil.
   Porm no havia outra possibilidade. Inspirei profundamente, peguei minha maleta de mo, minha mala na outra e me dirigi rumo ao porto 6,690.
   O cho estava coberto de bolsas de viagem abandanadas por peregrinos esgotados. As pessoas caiam  minha direita e  minha esquerda. Migrantes de aeroporto sobrevoavam 
em volta dos bebedouros como o fariam em volta de um osis. Havia viajantes que brigavam pelos carrinhos porta-bagagem.
   Comecei a perguntar-me se conseguiria. Trs horas depois de iniciada minha travessia, comearam a doer-me os joelhos. Cinco horas depois minhas mos estavam machucadas 
devido  bagagem que carregava. Completadas sete horas, comecei a sofrer alucinaes, em que aparecia o nmero do porto de meu vo no horizonte, para logo comear 
a ondular e desaparecer enquanto me aproximava dele.
   Ao completar dez horas, tinha descartado minha mala e levava unicamente minha maleta de mo. Estava a ponto de desfazer-me dela quando ouvi vozes de jbilo.
   Provinham do corredor que estava mais adiante. As pessoas gritavam. Algumas corriam.
   De que se tratava? O que podia avivar a esperana desta fileira de peregrinos desesperanados? A viso de que coisa podia fortalecer estas pernas exaustas? Um 
hotel: um restaurante vazio? Um vo disponvel?
   No, era algo muito melhor. Ao virar na esquina, o vi. Meu rosto se iluminou como o cu noturno do quatro de julho 22. Tirei o leno da cabea e sequei a testa. 
Endireitei as costas. Acelerei o passo. Meu corao levantou vo. Agora, sabia que conseguiria. 
   Pois ali,  distncia, coberto de luzes banhado de ouro, havia uma esteira rolante para transportar pessoas.
   Uma esteira rolante. O caminho de tijolos amarelo do aeroporto.  uma ponte que cruza o Jordo.  a carreira declive abaixo do maratonista, o quarto final para 
o atleta, o cheque de salrio do trabalhador, o manuscrito final para o escritor.
   A esteira rolante, uma senda de descanso progressivo. Enquanto voc est sobre ela, no necessita mover-se, e ainda assim se mexe! E enquanto voc recupera o 
alento, a fita transporta seu corpo.
   Mas tambm  uma senda de movimento multiplicado. Pois ao comear a caminhar sobre ela, cada passo  o duplo. O caminho impulsor transforma em dois cada passo 
que voc d. O que teria levado horas, leva minutos.
   E como a esteira rolante muda a sua atitude. Na verdade o faz assobiar enquanto caminha. A fadiga ficou no esquecimento. Acabou o galope. As tropas de viajantes 
se sadam entre si.
   E o que  mais importante, voc se atreve a voltar a acreditar que alcanar o seu destino.
   Pode ser que talvez eu tenha exagerado um pouco esse assunto do aeroporto.
   Mas no seria possvel jamais exagerar o poder da descoberta de foras para a travessia. O que descobri acerca do DFW  o que voc descobriu acerca da vida. Seja 
qual for o meio de transporte, a travessia pode acabar sendo exaustiva. No seria maravilhoso descobrir uma esteira rolante para o corao?
   Paulo a achou. Veja, ele no a chamou assim. Mas, por outro lado, nunca esteve no DFW. O que disse, contudo,  que existe um poder que opera dentro de voc quando 
voc age. "A quem [Jesus] anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em 
Jesus Cristo; e para isto tambm trabalho, combatendo segundo a sua eficcia, que opera em mim poderosamente" (Colossenses 1:28-29, ACF).
   Observe o objetivo de Paulo, apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo. Paulo sonhava acerca do dia em que cada pessoa estivesse segura em Cristo. Qual 
era seu mtodo? Exortao e ensino. Suas ferramentas? Verbos. Substantivos. Oraes. Lies. A mesma equipe da qual dispomos voc e eu. No houve muita mudana, 
no acha?
   Era mais fcil naquele tempo do que agora? Acredito que no. Paulo o chamava trabalho. "Com esse fim trabalho", escreveu. Trabalho significa visitar lares, ensinar 
s pessoas, preparar aulas.
   Como o fazia? Qual era a fonte de sua fora? Trabalhava com "a fora de Cristo que opera em mim poderosamente".
   Ao trabalhar Paulo, tambm o fazia Deus. Enquanto Paulo trabalhava, tambm o fazia o Pai. Ao trabalhar voc, tambm o faz o Pai. Cada passo se multiplica. Os 
dividendos divinos se pagam. Igual  esteira rolante, Deus d a energia para nossos esforos. E igual  esteira rolante, Deus nos leva para adiante. E at quando 
estamos muito cansados para caminhar, se assegura que estejamos avanando.
   Assim que a prxima vez que necessite descansar, repouse. Ele te manter orientado no sentido correto. E a prxima vez que consiga avanar... agradea a Ele. 
Ele  quem aporta o poder.
   E a prxima vez que desejes dar-se por vencido? No o faa. Por favor, no o faa. Vire na prxima esquina. Talvez o surpreenda o que vai encontrar ali.
   Alm disso, o espera um vo rumo ao lar que no desejar perder.
   
CAPTULO 23
O DEUS QUE PELEJA POR VOC
   Eis aqui uma grande pergunta. O que  que Deus est fazendo quando voc est em dificuldades? Quando o bote salva-vidas comea a fazer gua? Quando se rompe a 
corda do pra-quedas? Quando acaba o ltimo centavo antes de terminar de pagar as contas? Quando a ltima esperana parte no ltimo trem? O que Deus est fazendo?
   Sei o que ns estamos fazendo. Roendo as unhas como se fossem espigas de milho. Caminhando como leo enjaulado. Tomando comprimidos. Sei o que ns fazemos.
   Mas o que Deus faz? Grande interrogao. Muito grande. Se Deus estiver dormindo, estamos fritos. Se estiver rindo, estou perdido. Se estiver de braos cruzados 
enquanto move a cabea, ento far cair o galho. Querida, chegou a hora de aterrissar. 
   O que Deus est fazendo?
   Pois bem, decidi investigar essa pergunta. Como sou um pesquisador esperto, descobri uns escritos antigos que talvez respondam esta pergunta. Poucos sabem disto, 
alis, ningum sabe que os jornalistas percorriam as terras da poca do Antigo Testamento.
   Sim,  verdade que nos dias de No, Abrao e Moiss, os jornalistas apareciam com rapidez na cena para registrar o drama de seus dias. E agora, pela primeira 
vez, seus artigos se revelaro.
   Como os descobri?, perguntaro vocs.
   Bom, os descobri prensados entre as pginas da revista da linha area num vo que partia de Sheboygan, Wisconsin. S posso deduzir que um arquelogo corajoso 
os havia escondido para proteger-se diante do perigo iminente de malvados espies. Nunca saberemos se sobreviveu. Porm sabemos o que descobriu: antigas entrevistas 
jornalsticas a Moiss e Jeosaf.
   De modo que fazendo uma vnia pelo seu valor e sentindo fome pela verdade, com orgulho relato conversas at agora desconhecidas com dois homens que respondero 
 pergunta: O que faz Deus quando estamos em dificuldades?
   
   A primeira entrevista  entre a "Imprensa da Terra Santa" (ITS) e Moiss.
   
   ITS: Conte-nos acerca de seu conflito com os egpcios.
   MOISS: Ah, os egpcios... Gente grande. Fortes guerreiros. Malvados como serpentes.
   ITS: Mas voc escapou.
   MOISS: No antes que fossem engolidos pela gua.
   ITS: Voc se refere ao conflito do Mar Vermelho.
   MOISS:  mesmo. Isso foi atemorizante.
   ITS: Conte-nos o que aconteceu.
   MOISS: Veja s, o Mar Vermelho se encontrava de um lado e os egpcios do outro.
   ITS: Ento atacaram?
   MOISS: T brincando? Com meio milho de empilhadores de pedras? No, meu povo tinha demasiado medo. Desejava voltar para o Egito.
   ITS: E voc falou para eles retrocederem?
   MOISS: Para onde? Para a gua? No tnhamos bote. No tnhamos para onde ir.
   ITS: O que recomendavam seus lderes?
   MOISS: No lhes perguntei. No havia tempo.
   ITS: Ento, o que voc fez depois?
   MOISS: Disse ao povo para ficarem quietos. 
   ITS: Voc quer dizer que, sabendo que vinha o inimigo, ordenou a eles que no se mexessem?
   MOISS: Sim. Lhes disse: "No temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos far" (x 14:13, ACF).
   ITS: Por que queria que o povo ficasse quieto?
   MOISS: Para que no estorvassem a Deus. Se voc no sabe o que fazer, o melhor e ficar quieto at que Ele faa sua parte.
   ITS: Essa  uma estratgia estranha, no ?
   MOISS: Sim, , se voc tem o tamanho adequado para a batalha. Porm quando a batalha  maior que voc, e deseja que Deus se encarregue,  a nica coisa que se 
pode fazer.
   ITS: Podemos falar de outra coisa?
   MOISS: O jornal  seu.
   ITS: Pouco tempo depois de sua fuga...
   MOISS: Nossa libertao.
   ITS: Qual a diferena?
   MOISS: Existe uma grande diferena. Quando foge,  voc que o faz. Quando  libertado, outra pessoa o faz e voc s a segue.
   ITS: Bem, pouco depois de sua libertao, pelejaram com os amo... ehh... amala... Deixa eu ver, aqui o tenho...
   MOISS: Os amalequitas.
   ITS: Isso, os amalequitas.
   MOISS: Gente grande. Fortes guerreiros. Malvados como serpentes.
   ITS: Porm vocs ganharam.
   MOISS: Deus ganhou.
   ITS: Est bem, Deus ganhou, mas voc fez o trabalho. Pelejou a batalha. Voc esteve no campo de batalha.
   MOISS: Voc est errado.
   ITS: Como? Voc no estava na batalha?
   MOISS: No nessa. Enquanto o exrcito pelejava, levei meus amigos Aro e Hur para cima de uma colina e pelejamos l de cima.
   ITS: Entre vocs?
   MOISS: Contra a escurido.
   ITS: Com espadas?
   MOISS: No, com orao. Simplesmente levantei minhas mos a Deus, como fiz diante do Mar Vermelho, s que desta vez esqueci minha vara. Quando levantava minhas 
mos, ganhvamos, porm quando as abaixava, perdamos. Ento pedi a meus amigos que me sustentassem os braos at que os amalequitas fossem histria, e assim ganhamos. 
   ITS: Espere um segundo. Voc acha que o ficar de p numa colina com suas mos ao alto fez uma diferena?
   MOISS: No v nenhum amalequita por aqui, v?
   ITS: No lhe parece estranho que o general do exrcito permanea sobre uma colina enquanto os soldados pelejam no vale?
   MOISS: Se a batalha tivesse sido no vale, ali eu teria estado; porm no era ali onde se desenvolvia a luta.
   ITS: Estranha estratgia a tua.
   MOISS: Quer dizer que se seu pai fosse maior que a pessoa que bate em voc, no o chamaria?
   ITS: O que?
   MOISS: Se um cara o sujeita contra o cho e bate em voc, e seu pai est a uma distncia que possa ouvi-lo e lhe disse para cham-lo sempre que precise de sua 
ajuda, o que faria?
   ITS: Chamaria meu pai.
   MOISS: Pois foi o que eu fiz.  s o que eu fao. Quando a batalha  muito grande, peo a Deus que se ocupe dela. Chamo o Pai para que peleje por mim.
   ITS: E vem?
   MOISS: Voc viu ultimamente algum judeu construindo pirmides?
   ITS: Deixe-me ver se entendi bem. Uma vez voc vence o inimigo ficando quieto, e outra vez ganha a batalha levantando os braos. De onde tirou tudo isso?
   MOISS: Bom, se lhe falasse, no acreditaria.
   ITS: Tente.
   MOISS: Pois veja, havia uma sara ardente e me falou...
   ITS: Pra, pra. Talvez tenha razo. Deixemos isso para um outro dia.
   
   A segunda entrevista nos adianta um par de sculos na histria. Aqui encontramos o rei Jeosaf numa entrevista de ps-guerra com a "Crnica de Jerusalm" (CJ), 
no campo de batalha de Sis.
   CJ: Felicitaes, Rei.
   JEOSAF: Por qu?
   CJ: Acaba de derrotar a trs exrcitos ao mesmo tempo. Derrotou os moabitas, os amonitas e os do monte de Seir. 
   JEOSAF: A, eu no fiz isso.
   CJ: No seja to modesto. Diga-nos o que pensa a respeito destes exrcitos.
   JEOSAF: Gente grande. Fortes guerreiros. Malvados como serpentes.
   CJ: Que sentiu ao saber que se aproximavam?
   JEOSAF: Tive medo.
   CJ: Porm o controlou com bastante calma. Essa sesso de estratgia com seus generais deve ter dado resultado...
   JEOSAF: No tivemos sesso nenhuma.
   CJ: No tiveram uma reunio nem uma estratgia?
   JEOSAF: Nenhuma das duas.
   CJ: O que voc fez?
   JEOSAF: Perguntei a Deus o que fazer.
   CJ: E o que Ele disse?
   JEOSAF: A princpio nada, ento fiz que algumas pessoas falassem junto comigo.
   CJ: Seu gabinete realizou uma sesso de orao?
   JEOSAF: No, minha nao jejuou.
   CJ: Toda a nao?
   JEOSAF: Pelo que sei, todos exceto voc.
   CJ: Eeehhh... Bom, o que voc disse a Deus?
   JEOSAF: Bom, dissemos a Ele que era o Rei e que aceitvamos qualquer coisa que desejasse fazer, mas que, se no se incomodava, gostaramos de receber Sua ajuda 
para resolver um grande problema.
   CJ: E nesse momento foi que realizaram sua sesso de estratgia.
   JEOSAF: No.
   CJ: O que fizeram?
   JEOSAF: Ficamos de p diante de Deus.
   CJ: Quem?
   JEOSAF: Todos ns. Os homens. As mulheres. Os bebs. Todos ficamos de p e esperamos.
   CJ: E, entretanto, o inimigo fazia o que?
   JEOSAF: Aproximava-se.
   CJ: Foi nesse momento que animou o povo?
   JEOSAF: Quem lhe disse que eu animei o povo?
   CJ: Bom, simplesmente supus...
   JEOSAF: Em nenhum momento eu falei nada para meu povo. S me mantive atento. Depois de um tempo, um jovem de nome Jaaziel alou a voz e disse que o Senhor havia 
falado para que no desanimssemos nem temssemos, porque a batalha no era nossa, mas sim dEle.
   CJ: Como soube que falava de parte de Deus?
   JEOSAF: Quando algum passa tanto tempo como eu falando com Deus, aprende a reconhecer sua voz.
   CJ: Incrvel.
   JEOSAF: No, sobrenatural.
   CJ: Ento atacaram?
   JEOSAF: No, Jaaziel disse: "No temais, nem vos assusteis por causa desta grande multido; pois a peleja no  vossa, mas de Deus".(2 Cr 20:15, ACF).
   CJ: Em alguma parte j ouvi isso.
   JEOSAF:  de Moiss.
   CJ: Ento atacaram?
   JEOSAF: No, ento cantamos. Quer dizer, alguns cantaram. No sou muito afinado, assim que inclinei meu rosto e orei. Deixei que os outros cantassem. Temos um 
grupo, os levitas, que verdadeiramente sabem cantar.
   CJ: Um momento. Sabendo que o exrcito se aproximava... cantaram?
   JEOSAF: Algumas canes. Depois eu disse ao povo que fosse forte e tivesse f em Deus e depois marchamos ao campo de batalha.
   CJ: E voc dirigiu o exrcito?
   JEOSAF: No, colocamos os cantores na frente. E enquanto marchvamos, eles cantavam. E enquanto cantvamos, Deus colocava armadilhas. E quando chegamos ao campo 
de batalha, o inimigo estava morto. Isso foi h trs dias. Levamos todo esse tempo para limpar a rea. Hoje voltamos para levar a cabo outra reunio de adorao. 
Venha aqui, quero que oua como cantam estes levitas. Aposto dez siclos que no pode permanecer sentado cinco minutos...
   CJ: Espere. No posso escrever essa histria.  demasiado estranha. Quem vai acreditar?
   JEOSAF: Simplesmente escreva. Os que tenham problemas que podem resolver por conta prpria riro. E os que tenham problemas que s podem ser resolvidos com a 
ajuda de Deus, oraro. Deixe que eles decidam. Vamos, a banda est afinando os instrumentos. No vai querer perder a primeira cano.
   
   O que voc acha ento? Que faz Deus quando nos encontramos em dificuldades? Se Moiss e Jeosaf nos servem de ilustrao, essa pergunta pode ser respondida com 
uma palavra: peleja. Ele peleja por ns. Entra no ringue, nos manda para o nosso canto e se ocupa: "O SENHOR pelejar por vs, e vs vos calareis" (x 14:14, ACF).
   A Ele compete pelejar. A ns compete confiar.
   S confiar. No dirigir. No questionar. No arrebatar-lhe a direo do carro. Nos compete orar e esperar. No  preciso nada mais. No  necessrio nada mais.
   "S ele  a minha rocha e a minha salvao;  a minha defesa; no serei abalado" (Sl 62:6, ACF).
   
   De passagem, foi impresso minha ou detectei algumas risadinhas quando anunciei meu descobrimento arqueolgico?
   Alguns no acreditaram, verdade?
   Bom, bom, bom... S por isso dever esperar at o prximo livro para eu lhe falar sobre o dirio de Jonas que achei numa livraria de livros usados em Wink, Texas. 
Dentro ainda tem algumas tripas de baleia.
   E voc achava que eu estava brincando 23.
   

PARTE III
O HSPEDE DO MAESTRO
   O que acontece quando um cachorro interrompe um concerto. Venha comigo a uma noite de primavera em Lawrence, Kansas, para saber.
   Ocupe o seu assento no Auditrio Hoch e contemple a orquestra Leipzig Gewandhaus... a orquestra de maior tempo de existncia interrompida do mundo. Os maiores 
compositores e diretores da histria dirigiram esta orquestra. J tocava na poca de Beethoven (alguns dos msicos foram substitudos).
   Olhe enquanto europeus elegantemente vestidos ocupam seus lugares no cenrio. Escute enquanto os profissionais afinam com cuidado seus instrumentos. A percussionista 
aproxima seu ouvido do tambor. Um violinista belisca a corda de nylon. Um clarinetista ajusta o instrumento. E se endireite em seu lugar enquanto as luzes se atenuam 
e a afinao se detm. A msica est a ponto de comear.
   O diretor, vestido de fraque, com grandes passos, sobe ao cenrio, pula no estrado e com um gesto pede  orquestra que se coloque em p. Voc e mais duas mil 
almas aplaudem. Os msicos ocupam seus assentos, o mestre toma sua posio e o pblico contm a respirao.
   H um segundo de silncio entre o relmpago e o trovo. E h um segundo de silncio entre o momento em que se levanta a batuta e a exploso da msica. Mas quando 
cai, se abrem os cus e voc fica ensopado no chuvisco da terceira sinfonia de Beethoven.
   Tal era o poder dessa noite de primavera em Lawrence, Kansas. Calorenta noite de primavera em Lawrence, Kansas. Menciono a temperatura para que compreendam o 
motivo das portas estarem abertas. Fazia calor. O Auditrio Hoch, um edifcio histrico, no tinha ar condicionado. Combine os brilhantes refletores com a vestimenta 
formal e a msica furiosa, e o resultado  uma orquestra esquentada. As portas externas de ambos lados do cenrio foram deixadas abertas para que corresse uma brisa.
   Entra em cena, pela direita, um cachorro. Um cachorro escuro, comum no Kansas. No  um cachorro mau. No  um cachorro raivoso. S  um cachorro curioso. Passa 
entre os contrabaixos e abre caminho entre os segundos violinos e os violoncelos. Sua cauda se mexe ao ritmo da msica. Ao passar o cachorro entre os msicos, olham 
para ele, se entreolham e passam ao seguinte compasso.
   O cachorro fica cativado por certo violoncelo. Talvez seja pelo arco que passa em forma lateral. Talvez a viso das cordas no seu nvel. Seja o que for, captou 
a ateno do cachorro e ficou a olhar. O violoncelista no estava certo do que fazer. Nunca antes havia tocado para um pblico canino. E as escolas de msica no 
ensinam o efeito que pode ter a baba de cachorro sobre a laca de um violoncelo Guarneri do sculo dezesseis. Mas o cachorro no fez mais do que olhar durante um 
momento e depois continuou andando.
   Se tivesse passado entre a orquestra para logo seguir seu caminho,  possvel que a msica tivesse continuado. Se tivesse atravessado o cenrio at as mos gesticuladoras 
do ajudante de cena,  possvel que o pblico nunca o tivesse notado. Mas no foi. Ficou.  vontade em meio do esplendor. Passeando pelo prado da msica.
   Visitou os instrumentos de sopro, girou sua cabea diante das trombetas, parou entre os flautistas e se deteve ao lado do diretor. E a terceira sinfonia de Beethoven 
se desarmou.
   Os msicos riram. O pblico riu. O cachorro levantou o focinho para o diretor e arfou. E o diretor baixou a batuta.
   A orquestra mais histrica do mundo. Uma das peas musicais mais comoventes que j tinha sido composta. Uma noite envolvida em glria, tudo detido por um cachorro 
vira-lata.
   As risadinhas se detiveram ao se virar o diretor. Quanta fria poderia explodir? O pblico se aquietou ao enfrentar o maestro. Que fusvel havia detonado? O polido 
diretor alemo olhou para a multido, olhou para baixo ao co, depois voltou a olhar para o pblico, levantou as mos num gesto universal e... sacudiu os ombros. 
   Todos romperam em gargalhadas.
   Desceu do estrado e coou atrs das orelhas do cachorro. Ele mexeu a cauda. O diretor falou com o co. Falou-lhe em alemo, porm o cachorro parecia entender. 
Os dois se fizeram companhia pelo espao de uns poucos segundos antes que o diretor tomasse seu novo amigo pela coleira e o conduzisse para fora do cenrio. Ter-se-ia 
pensado que o cachorro era Pavarotti, pela forma que as pessoas aplaudiram. O diretor voltou, a msica comeou e Beethoven no pareceu sofrer por causa da experincia 
24.
   Pode descobrir onde estamos voc e eu nesse quadro?
   Eu sim. Simplesmente chame-nos Fido. E considere a Deus como o Maestro.
   Imagine o momento quando subiremos ao cenrio. No o mereceremos. No o teremos ganhado. At  possvel que surpreendamos os msicos com a nossa aparncia.
   A msica no se parecer com nenhuma que tenhamos ouvido anteriormente. Passearemos entre os anjos e escutaremos enquanto cantam. Contemplaremos as luzes do cu 
e ficaremos sem alento diante de seu brilho. E caminharemos ao lado do Mestre, ficaremos de p ao lado do Mestre, e adoraremos enquanto Ele dirige.
   Esses captulos finais nos lembram deste momento. Nos desafiam a ver o que no se v e a viver para este acontecimento. Nos convidam a afinar nossos ouvidos com 
a cano dos cus e anelar... anelar esse momento quando estaremos ao lado do Mestre.
   Ele tambm dar as boas-vindas. E Ele, tambm, falar. Mas no nos afastar dEle. Nos convidar a permanecer para sempre como hspedes sobre seu cenrio.
   
CAPTULO 24
O DOM DA INFELICIDADE
   Dentro de voc, na profundidade de seu ser, mora uma pequena cotovia. Escute. Oua-a cantar. Sua ria lamenta o pr-do-sol. Seu solo indica a chegada do amanhecer.
    a cano da cotovia.
   No calar at ver o Sol.
   Nos esquecemos de sua presena,  to fcil de ignorar. Outros animais so de maior tamanho, mais barulhentos, mais exigentes, mais imponentes. 
   Porm nenhum  to constante.
   Outras criaturas da alma podem alimentar-se com maior facilidade. Ficam satisfeitas com maior rapidez. Alimentamos o leo que rosna por poder. Acariciamos o tigre 
que exige afeto. Domamos o potro que resiste ao controle.
   Mas que fazemos com a cotovia que anela a eternidade?
   Porque disso trata sua cano. Essa  sua tarefa. Do cinza canta uma melodia dourada. Erguida no tempo trina um verso que o tempo no limita. Assomando-se pela 
mortalha da dor, vislumbra um lugar onde a dor no existe. Sobre esse lugar canta.
   E embora tratemos de ignor-la, no o conseguimos. Ns somos essa ave e sua cano nos pertence. Nossa cano do corao no ser silenciada at que vejamos o 
amanhecer.
   Deus "ps na mente do homem a idia da eternidade" (Ec 3:11, PJFA), diz o homem sbio. Mas no  preciso um sbio para saber que os anseios das pessoas vo alm 
da terra. Quando vemos dor, anelamos. Quando vemos fome, nos perguntamos o por qu. Mortes sem sentido. Lgrimas interminveis, perdas desnecessrias. De onde vm? 
Para onde conduziro?
   Acaso a vida no vai alm da morte?
   E assim canta a cotovia.
   Tentamos silenciar esta terrvel e pequena voz. Como um pai que cala seu filho, colocamos um dedo sobre lbios franzidos e solicitamos silncio. Agora estou demasiado 
ocupado para falar. Estou demasiado ocupado para pensar. Estou demasiado ocupado para perguntar. 
   E assim nos dedicamos  tarefa de nos mantermos ocupados.
   Mas s vezes ouvimos este canto. E de vez em quando permitimos que a cano nos sussurre que existe algo mais. Deve haver algo mais.
   E enquanto escutamos a cano, sentimos consolo. Enquanto estejamos inconformados, buscaremos. Enquanto saibamos que existe um pas distante, seguiremos abrigando 
esperana.
   Compreendi que o nico desastre fundamental que costuma nos suceder  o de sentir que estamos em casa aqui sobre a terra. Enquanto sejamos estrangeiros, no esqueceremos 
nossa verdadeira ptria 25.
   A infelicidade sobre a terra cultiva a fome pelo cu. Ao produzir em ns uma profunda insatisfao, Deus capta nossa ateno. A nica tragdia, ento,  sentir 
satisfao prematura. Conformar-se com a terra. Sentir-se  vontade em terra estranha. Contrair aliana com os babilnios e esquecer-se de Jerusalm.
   No somos felizes aqui porque este no  nosso lar. No somos felizes aqui porque no se supe que sejamos felizes neste lugar. Somos "como peregrinos e forasteiros" 
neste mundo (1 Pedro 2:11, ACF).
   Pegue um peixe e coloque-o sobre a areia da praia. Observe como suas brnquias se convulsionam e suas escamas se secam. Est feliz? No! Como se pode conseguir 
sua felicidade? Cobrindo-o com uma montanha de dinheiro? Conseguindo-lhe uma cadeira de praia e um par de culos para sol? Trazendo uma revista "Playfish" e um martini? 
Vestindo-o de lapelas cruzadas e sapatos de pele de homem? 
   Obviamente que no. Ento, como se consegue que seja feliz? Voltamos a coloc-lo em seu elemento. O levamos outra vez para a gua. Nunca ser feliz na praia, 
simplesmente porque no foi feito para estar ali.
   E voc nunca ser completamente feliz sobre a terra, simplesmente porque no foi feito para a terra. Ah, sim, ter seus momentos de gozo. Poder vislumbrar momentos 
de luz. Conhecer momentos ou at dias de paz. Mas no so comparveis com a felicidade que se encontra mais  frente.
   Tu nos fizeste para ti e nossos coraes esto inquietos at poder descansar em ti 26.
   O descanso nesta terra  um descanso falso. Cuidado com quem te inste a encontrar aqui a felicidade; no a achar. Guarde-se dos falsos mdicos que prometem que 
s  necessrio uma dieta, um casamento, um trabalho ou uma transferncia para encontrar gozo. O profeta anunciava a pessoas como essa: "E curam superficialmente 
a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando no h paz" (Jeremias 6:14, ACF).
   E nada estar bem at chegar ao lar.
   Repito, vivemos alguns momentos especiais. O recm nascido sobre nosso peito, a noiva no nosso brao, o sol sobre nossas costas. Mas at esses momentos so apenas 
vislumbres de luz que atravessam a janela do cu. Deus flerta conosco. Nos tenta. Nos corteja. Esses momentos so os aperitivos do prato que deve vir.
   "As coisas que o olho no viu, e o ouvido no ouviu, e no subiram ao corao do homem, so as que Deus preparou para os que o amam" (1 Corntios 2:9, ACF).
   Que versculo impressionante! Voc percebe o que ele diz? O cu supera a nossa imaginao. No podemos imagin-lo. Embora estejamos em nosso momento mais criativo, 
nossa reflexo mais profunda, nosso nvel mais alto, ainda assim no podemos sondar a eternidade.
   Experimente isso. Imagine um mundo perfeito. Seja o que for que signifique isso para voc, imagine-o. Significa paz? Ento elabore uma viso de absoluta tranqilidade. 
Um mundo perfeito significa gozo? Ento imagine sua felicidade mais elevada. Um mundo perfeito ter amor? Se for assim, faa um quadro mental de um lugar onde o 
amor no tenha limites. Seja o que for que signifique o cu para voc, imagine-o. Fixe-o firmemente em sua mente. Deleite-se nisso. Sonhe sobre dele. Tenha saudades.
   E depois sorria quando o Pai o faa lembrar que: "As coisas que o olho no viu, e o ouvido no ouviu, e no subiram ao corao do homem, so as que Deus preparou 
para os que o amam".
   Qualquer coisa que voc imaginar  pouco. Qualquer coisa que qualquer um imaginar  pouco. Ningum sequer se tem aproximado. Ningum. Pense em todas as canes 
que falam do cu. Todas as interpretaes dos artistas. Todas as lies pregadas, as poesias escritas e os rascunhos de captulos.
   Quando se trata de descrever o cu, todos somos fracassados.
   Est alm de ns.
   Mas tambm est dentro de ns. O canto da cotovia. Que cante. Que cante na escurido. Que cante ao amanhecer. Que seu canto o lembre que no foi criado para este 
lugar e que existe um lugar criado para voc.
   Mas at ento, seja realista. Reduza suas expectativas a respeito da terra. Isto no  o cu, ento no espere que o seja. Nunca haver um noticirio sem ms 
notcias. Nunca haver uma igreja sem fofocas nem competio. Nunca haver um carro novo, uma esposa nova ou um novo beb que possa dar-lhe o gozo que anela teu 
corao. S Deus pode faz-lo.
   E Deus o far. Seja paciente. E preste ateno. Ateno ao canto da cotovia. 
   
CAPTULO 25
COMO VER A DEUS
   Uma das lembranas mais gratas de minha infncia  a saudao que dava ao meu pai quando voltava do trabalho.
   Minha me, que trabalhava no turno vespertino no hospital, saia de casa s trs da tarde. Papai chegava s trs e meia. Meu irmo e eu ficvamos sozinhos durante 
essa meia hora com instrues estritas de no sair de casa at que chegasse o pai.
   Ocupvamos nossos lugares no sof e assistamos desenhos animados, sempre mantendo um ouvido atento  entrada do carro. At o melhor "Pernalonga" era abandonado 
quando ouvamos seu carro.
   Posso lembrar como saia correndo a encontrar-me com papai e ele me alava em seus grandes (e frequentemente suados) braos. Ao levar-me rumo a casa, colocava 
sobre minha cabea seu chapu de palha. Nos sentvamos no saguo enquanto ele tirava suas engraxadas botas de trabalho (nunca se permitia entrar com elas em casa). 
Quando as tirava, eu as calava, e por um momento me convertia num caubi. Depois entrvamos e abria a marmita onde levava seu almoo. Qualquer pedacinho que sobrasse, 
e quase sempre parecia sobrar algo, era para que o dividssemos meu irmo e eu.
   Era fabuloso. Botas, chapu e sobras de comida. Que mais poderia desejar um menino de cinco anos?
   Mas vamos supor por um minuto que isso fosse a nica coisa que recebesse. Suponhamos que meu pai, em vez de vir para casa, simplesmente enviasse algumas coisas. 
Botas para que brinque com elas. Um chapu para que eu o coloque. Petiscos para que coma.
   Seria isso suficiente? Talvez sim, mas no por muito tempo. Em pouco tempo os presentes perderiam seu encanto. Em pouco tempo, ou talvez imediatamente, eu perguntaria: 
"Cad o pai?".
   Ou considere algo pior. Vamos supor que me chamasse e dissesse: "Max, no voltarei nunca mais para casa. Mas vou te enviar minhas botas e meu chapu, e cada tarde 
poders brincar com eles".
   No h acordo. Isso no funcionaria. At uma criana de cinco anos sabe que  a pessoa, e no os presentes, o que faz com que uma reunio seja especial. No  
pelas guarnies,  pelo pai.
   Imagine que Deus nos faa uma oferta similar.
   Dar-te-ei qualquer coisa que desejes. O que seja. Amor perfeito. Paz eterna. Nunca ters temor nem estars sozinho. No entrar confuso em tua mente. No penetraro 
a ansiedade nem o tdio em teu corao. Nunca ters necessidade de nada.
   No haver pecado. Nem culpa. Nem regras. Nem expectativas. Nem fracasso. Nunca sentirs solido. Nunca sentirs dor. Nunca morrers.
   S que nunca me vers o rosto 27.
   Desejaria isso? Nem eu. No  suficiente. Quem deseja o cu sem Deus? O cu no  cu sem Deus.
   Uma eternidade indolor e imortal seria agradvel, porm inadequada. Um mundo injetado de esplendor nos impressionaria, mas no  isso que procuramos. O que desejamos 
 a Deus. Queremos a Deus mais do que sabemos. No  que os adicionais caream de atrativos. Simplesmente no so suficientes. No  que sejamos cobiosos. Simplesmente 
 que lhe pertencemos e santo Agostinho tinha razo, nossos coraes esto inquietos at poder descansar nEle.
   Logo que o achemos estaremos satisfeitos. Moiss pode diz-lo.
   Recebeu mais de Deus que qualquer outro homem da Bblia. Deus lhe falou de uma sara. Deus o conduziu com fogo. Deus maravilhou Moiss com as pragas. E quando 
Deus se irou com os israelitas afastando-se deles, permaneceu perto de Moiss. Falava com ele "face a face, como qualquer fala com o seu amigo" (xodo 33:11, ACF). 
Moiss conhecia a Deus como nenhum outro homem. 
   Mas isso no era suficiente. Moiss anelava mais. Moiss ansiava ver a Deus. at teve a ousadia de pedi-lhe: "Rogo-te que me mostres a tua glria" (xodo 33:18, 
ACF).
   Um chapu e um petisco no bastavam. Um pilar de fogo e o man da manh eram insuficientes. Moiss desejava ver o prprio Deus.
   Acaso no o desejamos todos?
   No  por isso que ansiamos o cu?  possvel que falemos de um lugar onde no h lgrimas nem morte nem temor nem noite; porm essas coisas so s os benefcio 
do cu. A beleza do cu  a virtude de Deus. O cu  o corao de Deus.
   E nosso corao ter paz quando O vejamos. "Quanto a mim, contemplarei a tua face na justia; eu me satisfarei da tua semelhana quando acordar" (Sl 17:15, ACF).
   Satisfeitos? Certamente que no. No estamos satisfeitos.
   Nos afastamos da mesa de ocasio festiva e batemos em nossas barrigas avultadas. "Estou satisfeito", declaramos. Mas algumas horas depois nos ver, de volta  
cozinha, tirando a carne dos ossos.
   Acordamos depois de um bom descanso noturno e pulamos da cama. No poderamos voltar a dormir ainda que nos pagassem por isso. Estamos satisfeitos... por um pouco. 
Porm depois de uma doze horas, poder ver que, arrastando-nos, voltamos a nos meter entre os lenis.
   Tiramos umas frias como nenhuma outra. Planejamos durante anos. Poupamos durante anos. e l vamos. Nos saturamos de sol, diverso e boa comida. Mas nem sequer 
iniciamos o caminho de volta quando comeamos a sofrer pelo fim da viagem e comeamos o planejamento de outra.
   No estamos satisfeitos.
   Quando crianas dizemos: "Se eu j fosse um adolescente". Sendo adolescentes dizemos: "Se j fosse um adulto". Sendo adultos: "Se estivesse casado". Depois de 
casado: "Se tivesse filhos". Quando somos pais: "Se as crianas fossem adultas". Numa casa vazia: "Se nossos filhos nos visitassem". Quando nos aposentamos, sentados 
numa cadeira de balano, com as articulaes endurecidas e a viso diminuda: "Se pudesse voltar a ser criana".
   No estamos satisfeitos. O contentamento  uma virtude difcil de alcanar. Por qu?
   Porque no h nada na terra que possa satisfazer nosso mais profundo anseio. Anelamos ver a Deus. As folhas da vida se sacodem com o rumor de que O veremos... 
e no estaremos satisfeitos at que isso acontea.
   No podemos estar satisfeitos. No porque sejamos cobiosos, mas sim porque temos fome de algo que no se encontra nesta terra. S Deus pode satisfazer. Felipe 
tinha razo quando disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14:8, PJFA).
   A de ns!,  ai que reside o problema: "No poders ver a minha face", disse Deus a Moiss, "porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver" (xodo 33:20, 
PJFA).
   Os Hassides do sculo dezoito compreendiam o risco de ver a Deus. o Rabi Uri chorava cada manh ao deixar sua casa para ir orar. Chamava seus filhos e sua esposa 
a seu lado e chorava como se nunca mais voltasse a v-los. Quando lhe perguntavam o motivo, lhes respondia desta forma: "Quando comeo minha orao clamo ao Senhor. 
Depois oro dizendo: "Senhor, tem misericrdia de ns". Quem sabe o que possa fazer-me o poder do Senhor nesse momento, depois de eu t-lo invocado e antes de rogar 
pedindo-lhe misericrdia?" 28.
   De acordo com a lenda, o primeiro ndio norte-americano que viu o Grande Cnion se amarrou numa rvore pelo terror que sentiu. De acordo com as Escrituras, qualquer 
homem que tenha tido privilgio de dar uma olhadinha em Deus experimentou o mesmo.
   Puro terror. Lembra das palavras de Isaias depois de sua viso de Deus? "Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lbios impuros, e habito no meio 
de um povo de impuros lbios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exrcitos" (Isaias 6:5, ACF).
   Ao ver a Deus, Isaias ficou aterrado. Por que tal temor? Por que tremia tanto? Porque era cera diante do sol. Uma vela num furaco. Um peixinho nas cataratas 
do Nigara. A glria de Deus era demasiado grande. Sua pureza, demasiado genuna. Seu poder, demasiado imponente.
   A santidade de Deus ilumina a condio pecadora do homem.
   Para compreender isso, imaginemos que est num teatro. Nunca antes assistiu a um e sente curiosidade. Entra por trs do cenrio, olha as luzes, brinca com o telo 
e examina os elementos de decorao. Depois v um camarim.
   Entra e senta  mesa. Olha para o grande espelho sobre a parede. O que v  o que sempre v ao olhar se reflexo. Nenhuma surpresa. Depois percebe que o espelho 
est rodeado de lmpadas. H um interruptor na parede. Liga.
   Uma dzia de luzes ilumina seu rosto. De repente v o que no tinha visto antes. Manchas. Rugas. Cada pinta e cada marca so ressaltados. A luz ilumina as suas 
imperfeies.
   Foi isso o que aconteceu a Isaias. Quando viu a Deus, no suspirou de admirao. No aplaudiu em sinal de apreciao. Caiu para trs horrorizado, clamando: "Sou 
impuro e meu povo tambm  impuro!".
   A santidade de Deus ressalta nossos pecados. 
   Oua as palavras de outro profeta: "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o ver, at os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentaro 
[a viva voz] sobre ele. Sim. Amm" (Apocalipse 1:7, ACF, nfase do autor).
   Leia o versculo em outra verso: "Montado sobre as nuvens, todo olho o ver, os que zombaram dEle e o mataram o vero. Gente de todas as naes e de todos os 
tempos se rasgaro as vestes em lamentao. Oh, sim" (Apocalipse 1:7, The Message [traduo livre do ingls]).
   A santidade de Deus ressalta o pecado do homem.
   Ento, que fazemos? Se  verdade que "sem santidade ningum ver o Senhor" (Hebreus 12:14, NVI [traduo livre do ingls]), para onde iremos?
   No podemos apagar a luz. No podemos quebrar o interruptor. No podemos regressar  penumbra. Para esse momento seria muito tarde.
   Ento, que podemos fazer?
   A resposta pode ser achada na histria de Moiss. Leia com cuidado, com muito cuidado, os seguintes versculos. Leia para responder a esta pergunta: que fez Moiss 
para poder ver a Deus? Leia atentamente o que diz Deus.  possvel que passe desapercebido.
   "Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui te pors sobre a penha. E acontecer que, quando a minha glria passar, por-te-ei numa fenda da penha, 
e te cobrirei com a minha mo, at que eu haja passado. E, havendo eu tirado a minha mo, me vers pelas costas; mas a minha face no se ver" (xodo 33:21-23, ACF).
   Voc viu o que Moiss devia fazer? Nem eu. Percebeu quem fez a obra? Eu tambm.
   Deus o fez! Deus  ativo. Deus deu a Moiss um lugar onde ficar em p. Deus colocou Moiss na fenda. Deus cobriu Moiss com sua mo. Deus passou junto dele. E 
Deus se revelou.
   Por favor, sublinhe o ponto chave. Deus equipou Moiss para poder dar uma olhadinha nEle.
   S o que Moiss fez foi pedir. Mas, ah, como pediu!
   S o que podemos fazer  pedir. Mas, ah, como devemos pedir!
   Pois s ao pedir recebemos. E s ao buscar achamos.
   E ( necessrio que faa a aplicao?) Deus  o que nos equipar para nosso momento eterno com o Filho. No nos proveu uma rocha, o Senhor Jesus? No nos deu 
uma fenda, sua graa? E acaso no nos cobriu com sua mo, sua mo furada?
   E por acaso o Pai no est a caminho para buscar-nos?
   Do mesmo modo que meu pai chegava na hora certa, assim Deus vir. E assim como meu pai trazia presentes e prazeres, tambm Ele o far. Mas, apesar do quo esplendorosos 
sejam os presentes do cu, no  isso o que estamos esperando.
   Esperamos ver o Pai. E isso nos bastar.
   
CAPTULO 26
RFOS DIANTE DA PORTA
   Me contaram uma histria triste esta semana, uma histria sobre uma lua de mel desastrosa. Os recm casados chegaram ao hotel cedo na madrugada, com grandes expectativas. 
Tinham reservado uma grande sute com complementos romnticos. Mas no foi o que encontraram.
   Parece que local era bastante reduzido. O pequeno quarto no tinha janelas, nem flores, s um banheiro estreito e o pior de tudo... no havia cama. S um sof-cama 
com colcho velho e molas gastas. No era o que haviam esperado; consequentemente, tampouco a noite o foi.
   Na manh seguinte o noivo de pescoo dolorido desceu como um raio at o balco do gerente e despejou sua ira. Depois de ouvir com pacincia durante uns poucos 
minutos, o funcionrio perguntou: "Abriu a porta que h no seu quarto?".
   O noivo admitiu que no. Regressou e abriu a porta, que tinha pensado ser um armrio. Ali, com cestas de frutas e chocolates, se encontrava um amplo dormitrio! 
29
   Suspiro.
   Imagina os dois de p diante da porta que tinham ignorado? Ah, que agradvel teria sido...
   Uma cmoda cama em vez de um velho sof.
   Uma janela com cortinas em vez de uma parede branca.
   Uma fresca brisa em lugar de ar viciado.
   Um elaborado banheiro, no um apertado.
   Porm, o perderam. Que triste. Apertados, mal-humorados e incmodos, sendo que s uma porta os separava da comodidade. O perderam porque pensaram que a porta 
era um armrio.
   Por que no investigou? Me perguntava eu ao ler a nota. Seja curioso. Investigue. Tente. D uma olhada. Por que aceitou a suposio de que a porta no conduzia 
a nenhum lugar?
   Boa pergunta. No s para o casal, mas para todos. No para o casal que pensou que a quartinho era s o que havia, mas para todos os que se sentem fechados e 
apinhados no ante-quarto chamado Terra. No  o que havamos esperado.  possvel que tenha seus momentos agradveis, mas simplesmente no  o que achamos que deveria 
ser. Algo dentro de ns geme pedindo mais.
   Compreendemos o que quis dizer Paulo ao escrever: "Ns (...) tambm gememos em ns mesmos, esperando a adoo, a saber, a redeno do nosso corpo" (Romanos 8:23, 
ACF).
   Gememos. Essa  a palavra. Uma ansiedade interior. O eco da caverna do corao. O suspiro da alma que diz que o mundo est desencaixado. Alterado. Mal soletrado. 
Coxo.
   Algo est mal.
   O quarto  fechado demais para respirar, a cama muito dura para descansar, as paredes muito peladas para serem prazerosas.
   De modo que gememos.
   No  que no tentemos. Fazemos o melhor que podemos com o espao de que dispomos. Movemos os moveis, pintamos as paredes, baixamos a intensidade das luzes. Mas 
h limite no que pode ser feito a um lugar.
   De modo que gememos.
   Que deveramos fazer, argumenta Paulo. No fomos feitos para estes minsculos quartos. "Ns, os que estamos neste tabernculo, gememos carregados" (2 Co 5:4, 
ACF). "Enquanto vivemos nesta tenda de campanha, suspiramos fatigados" (2 Co 5:4, NVI, [traduo livre do espanhol]).
   Nosso corpo uma tenda de campanha? No  mau como metfora. Passei algumas noites em tendas de campanha *. So adequadas para as frias, mas no foram criadas 
para uso dirio. As laterais se abrem. O vento invernal entra por baixo. Os aguaceiros estivais se escoam pelo teto. A lona se desgasta e as estacas se afrouxam. 
   Necessitamos algo melhor, argumenta Paulo. Algo permanente. Algo indolor. Algo mais que carne e osso. E at obt-lo, gememos.
   Sei que o que lhe digo no  nada novo. Voc conhece o gemido da alma. Permita-se anelar. O anelo  parte da vida.  natural ter saudade do lar quando se est 
de viagem.
   Ainda no chegamos em casa.
   Somos rfos diante da porta do orfanato, aguardando a chegada de nossos novos pais. Ainda no chegaram, mas sabemos que vm. Nos escreveram uma carta. E ainda 
no estamos familiarizados com nosso novo lar, mas temos um palpite a respeito dele.  grandioso. Nos enviaram uma descrio. 
   Que faremos, pois? Aqui, diante da porta onde o agora-j se encontra com a senda do ainda-no, que faremos?
   Gememos. Ansiamos que nos chamem para casa. Mas at que Ele chame, esperamos. Estamos de p no saguo do orfanato e esperamos. E como esperamos? Com paciente 
ansiedade.
   "Mas, se esperamos o que no vemos, com pacincia o esperamos" (Romanos 8:25, ACF, nfase do autor).
   "Tambm gememos em ns mesmos, esperando a adoo" (Romanos 8:23, ACF, nfase do autor). "Esperando ansiosamente nossa adoo como filhos" (Romanos 8:23, NVI, 
[traduo livre do espanhol], nfase do autor). No com tanta ansiedade que nos faa perder nossa pacincia e no com tanta pacincia que nos faa perder a ansiedade30.
   Porm, com freqncia, tendemos a perder uma ou outra. 
   Nos tornamos to pacientes que adormecemos! Nossas plpebras se tornam pesadas. Nossos coraes se tornam sonolentos. Nossa esperana escorrega. Cochilamos em 
nossos postos.
   Ou estamos to ansiosos que exigimos. Exigimos deste mundo o que s nos pode dar o mundo vindouro. Nenhuma doena. Nenhum sofrimento. Nenhuma luta. Esperneamos 
e sacudimos nossos punhos, esquecendo que unicamente no cu pode encontrar-se essa paz.
   Devemos ser pacientes, mas no tanto que no sintamos saudades. Devemos ser ansiosos, mas no tanto que no esperemos.
   Seria sbio de nossa parte fazer o que nunca chegaram a fazer os recm casados. Seria sbio abrir a porta. Deter-se  entrada. Contemplar a habitao. Conter 
a respirao diante da beleza.
   E esperar. Esperar a que chegue o noivo para nos carregar, a ns, sua noiva, e cruzar assim o umbral. 
   
CAPTULO 27
A PAISAGEM DAS TERRAS ALTAS
   Estando no Colorado para umas frias de uma semana, nossa famlia se reuniu com vrias outras e decidiu escalar o cume de uma montanha de 4200 metros. A escalaramos 
do modo fcil. Iramos de carro at passar a linha da vegetao e atacaramos o quilometro e meio final a p. Vocs os robustos caminhantes se teriam maado, mas 
para uma famlia com trs filhas pequenas, era praticamente s o que podamos suportar.
   A travessia acabou sendo to fatigante quanto bela. Veio-me  memria o fato de que o ar era rarefeito, enquanto a minha cintura no.
   Para nossa filha de quatro anos, Sara, foi duplamente difcil. Uma queda nos primeiros minutos deixou-lhe como saldo um joelho raspado e um passo tmido. No 
queria caminhar. Na verdade, se negava a caminhar. Queria que a carregassem. Primeiro nas minhas costas, depois nos braos da mame, depois minhas costas, depois 
as costas de um amigo, depois minhas costas, depois as da mame... bom, j imagina o quadro.
   Alis, j sabe como ela se sentia. Voc tambm tem tropeado, e voc tambm tem pedido ajuda. E voc tambm a recebeu.
   Todos necessitamos de ajuda de vez em quando. Essa travessia fica ngreme. To ngreme que alguns de ns nos damos por vencidos.
   Alguns deixam de escalar. Alguns simplesmente sentam. Continuam perto da senda, mas no caminham. No abandonaram a viagem, mas tampouco continuaram. No desmontaram, 
mas tambm no esporearam. No se retiraram e ainda assim no se decidiram. 
   Simplesmente deixaram de caminhar. Passam muito tempo sentados em volta do fogo, falando de como as coisas eram antes. Alguns permanecem por anos sentados no 
mesmo lugar. No experimentam mudanas. As oraes no se aprofundam. A devoo no se incrementa. A paixo no aumenta.
   Uns poucos at se tornam cnicos. A do viajante que os desafiar a retomar a viagem, a do profeta que ousar inst-los a ver a montanha. A do explorador que 
os lembra de seu chamado... os peregrinos no so bem-vindos aqui.
   E assim o peregrino continua avanando enquanto o colono se acomoda.
   Acomoda-se  igualdade.
   Acomoda-se  segurana.
   Acomoda-se aos montes de neve.
   Espero que voc no faa isso. Porm se o faz, espero que no zombe do peregrino que o chama para voltar  viagem.
   Vale a pena continuar em movimento.
   Ao tentar, sem xito, convencer Sara para que caminhasse, descrevi o que iramos ver. "Ser to bonito", disse. "Vai ver as montanhas, o cu e as rvores". No 
tive sorte... queria ser carregada. Ainda assim era uma boa idia. Mesmo quando no der resultados. No h nada como a viso dos cumes para infundir poder numa travessia.
   De passagem, tambm uma maravilhosa paisagem aguarda voc. O escritor de Hebreus nos brinda um artigo estilo National Geographic sobre o cu. Escute como descreve 
o cume de Sio. Diz que quando cheguemos  montanha teremos arribado  "cidade do Deus vivo (...)  companhia de muitos milhares de anjos (...)  congregao dos 
primognitos que esto inscritos nos cus (...) A Deus, o Juiz de todos (...) aos espritos dos justos feitos perfeitos (...) a Jesus, o Mediador do novo pacto (...) 
Ao sangue derramado que fala melhor que o de Abel" (Hebreus 12:22-24 [traduo livre do espanhol]).
   Que montanha! No  verdade que ser maravilhoso ver os anjos? Poder finalmente saber como e quem so? Poder ouvi-los falar sobre as vezes que estiveram ao nosso 
lado, at dentro de nossa casa?
   Imagine a congregao dos primognitos. Uma reunio de todos os filhos de Deus. Sem cimes. Sem competies. Sem pressas. Sem divises. Seremos perfeitos... puros. 
No haver mais tropeos. No haver mais quedas. Acabar a luxuria. A fofoca silenciar. Os rancores desaparecero para sempre.
   E imagine ver a Deus. Finalmente, poder contemplar o rosto de seu Pai. Sentir sobre voc o olhar do Pai. Nenhum dos dois cessar jamais.
   Far o que prometeu fazer. Farei tudo novo, prometeu Ele. Restaurarei o que foi roubado. Restaurarei os seus anos pendurados em muletas e encerrados em cadeiras 
de rodas. Restaurarei os sorrisos obscurecidos por causa da dor. Voltarei a executar as sinfonias aos ouvidos surdos que no escutaram e os pores-do-sol aos olhos 
cegos que no viram.
   O mudo cantar. O pobre se dar um banquete. As feridas sararo.
   Farei tudo novo. Restaurarei todas as coisas. A criana arrebatada por uma enfermidade correr aos seus braos. A liberdade perdida por causa da opresso danar 
em teu corao. A paz de um corao puro ser meu presente para ti.
   Farei tudo novo. Nova esperana. Nova f. E sobretudo, novo Amor. O Amor do qual todos os outros amores falam. O Amor diante do qual todos os outros amores empalidecem. 
O Amor que buscaste em mil portos em mil noites... este meu Amor, te pertencer 31. 
   Que montanha! Jesus estar ali. Anelou v-lo. Finalmente o ver.  interessante o que o escritor diz que veremos. No menciona o rosto de Jesus, embora o veremos. 
No se refere  voz de Jesus, embora gritar. Menciona uma parte de Jesus que a maioria de ns no imaginaramos ver. Diz que veremos o sangue de Jesus. O carmesim 
da cruz. O lquido da vida que correu pela sua testa, pingou de suas mos e fluiu de seu lado. 
   O sangue humano do divino Cristo. Cobre nossos pecados.
   Proclama uma mensagem: Fomos comprados. No podemos ser vendidos. Jamais.
   Opa, que momento. Que montanha.
   Acredite em mim quando digo que vale a pena. Nenhum preo  demasiadamente elevado. Se deve pagar um preo, pague-o! Nenhum sacrifcio  demasiadamente grande. 
Se for necessrio que deixe bagagem no caminho, deixe-o! Nenhuma perda ser comparvel. Custe o que custar, faa-o. por todos os cus, faa-o.
   Vale a pena. Prometo. Uma viso do cume justificar a dor do caminho.
   Seja dito, de passagem, nosso grupo finalmente conseguiu escalar a montanha. Passamos aproximadamente uma hora no cume, tirando fotos e desfrutando da vista. 
Mais tarde, no caminho de descida, escutei a pequena Sara exclamar com orgulho: "Consegui!".
   Ri para mim. No foi assim, pensei. Tua me e eu o fizemos. Amigos e familiares te fizeram escalar esta montanha. No foi voc que o fez.
   Mas no disse nada. No disse nada porque estou recebendo o mesmo tratamento. Tambm voc. Talvez pensemos que estamos escalando, mas algum nos carrega. Vamos 
sobre as costas do Pai que nos viu cair. Vamos sobre as costas do Pai que deseja que consigamos chegar em casa. Um Pai que no se ira quando nos cansamos.
   Depois de tudo, Ele sabe o que se sente ao escalar a montanha.
   Ele escalou uma por ns.
   
CAPTULO 28
O NOME QUE S DEUS CONHECE
   Faz algum tempo, ao terminar uma reunio, me entregaram uma foto. Uma foto de um cachorro. Um instantneo de um simples e desajeitado cachorro avermelhado.
   No  freqente que me mostrem uma foto do cachorro. Bebs, sim. Netos, amide. Cnjuges, s vezes. Porm cachorros? Isso era uma novidade. No sabia que dizer.
   - Que cachorro - s consegui dizer. Se olharam, riram, e voltaram a olhar-me. Sabiam algo que eu desconhecia.
    - Qual ? - perguntei.
   - O chamamos Max! - proclamaram em unssono.
   De novo fiquei estupefato. Se tratava de uma brincadeira ou estavam me honrando? Um demrito ou um elogio?
   Optei pelo caminho seguro.
   - Eehhh... Nunca antes haviam chamado um cachorro em minha honra.
   - Sabamos que se sentiria grato - explicou ela -. Desfrutamos tanto com seus livros que quando trouxemos o cachorrinho, pensamos em voc.
   (Cachorrinho?).
   Agradeci e guardei a foto no bolso. Um pouco mais tarde me vieram  mente algumas respostas apropriadas. "No ser o primeiro Max que esteja numa casinha de cachorro", 
era uma delas. Pena que no pensei antes. Um amigo depois me deu um artigo onde se informava que Max era o nome mais popular para cachorros nos Estados Unidos. Ento 
talvez tenha uma outra oportunidade.
   No posso dizer que tenha meditado muito sobre disto. Nunca pensei que tivesse muita importncia. Me lembro que um menino do primrio que perguntou se eu era 
alemo. Disse que no.
   - Ento por que teu nome  alemo? - eu nem sequer estava sabendo que Max fosse alemo. Assegurou-me que era. De modo que decidi averiguar.
   - Por que me deu o nome de Max? - perguntei  minha me ao chegar em casa.
   Levantou os olhos da pia e respondeu:
   - Simplesmente achei que tinha cara de Max.
   Tal como j disse, no prestei muita ateno ao meu nome. Mas existe um nome que tem captado minha ateno ultimamente. Um nome que s Deus conhece. Um nome que 
s Deus d. Um nome singular, fora do comum, que s se assinar uma vez.
   Do que estou falando? Bom, talvez no esteja sabendo, mas Deus tem um novo nome para voc. Quando chegar em casa, no te chamar Alicia nem Pepe nem Joo nem 
Geraldo. O nome que sempre ouviu no ser o que Ele vai usar. Quando Deus diz que far todas as coisas novas, fala srio. Ter um novo lar, um novo corpo, uma nova 
vida e, acertou, um novo nome.
   "Ao que vencer darei a comer do man escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ningum conhece seno aquele que o recebe" 
(Apocalipse 2:17, ACF).
   Faz sentido. Os pais gostam de dar nomes especiais a seus filhinhos. Princesa. Tigre. Docinho. Pepe. Anjo. Tenho uma amiga a quem seu pai chama Willy. Seu nome 
 Priscila. Enquanto ela crescia, ele fazia brincadeira chamando-a Priscilly. Isso se converteu em Silly-Willy. Hoje ele a chama de Willy. Nenhuma outra pessoa o 
faz. E ainda que o fizessem, nenhum outro poderia diz-lo do modo que o faz seu pai.
    possvel que no tenha recebido um nome especial. O talvez tenha dedicado grande parte da tua vida  conquista de um nome prprio. Ou talvez seu nome, como 
o meu,  to popular no reino animal. Seja o que for, qualquer nome terreno pronto logo ser esquecido. O nico nome que tem importncia  o que Deus reservou s 
para voc.
   Ou talvez tenha recebido nomes especiais. Nomes que nunca buscou. Nomes zombadores e que ferem. Nomes como "perdedor", ou "trapaceiro", "paraltico", "infetado" 
ou "divorciado". Se esse  seu caso, lamento. Sabe o quanto um nome pode ferir. Mas tambm pode imaginar como um nome pode curar.
   Especialmente quando provm dos lbios de Deus.
   No lhe parece incrvel que Deus tenha reservado um nome para voc? Um nome que voc nem sequer conhece. Sempre imaginamos que conservaremos o nome que nos deram. 
No  assim. Imagine o que isso implica. Ao que parece seu futuro  to promissor que merece um novo ttulo. O caminho para a frente  to brilhante que se faz necessrio 
um nome novo. Sua eternidade  to especial que nenhum nome comum lhe servir. 
   Assim  que Deus tem um nome reservado para voc.  tua vida lhe espera mais do que jamais imaginou.  sua histria lhe falta mais do que leu.  sua cano lhe 
espera mais do que cantou. Um bom autor reserva o melhor para o final. Um grande compositor guarda sua obra-prima para o fim. E Deus, o autor da vida e compositor 
da esperana, fez o mesmo para voc.
   O melhor ainda no chegou.
   E, portanto, insisto que no se d por vencido.
   E, portanto, lhe rogo que termine a viagem.
   E, portanto, o exorto a estar presente.
   Certifique-se de estar presente quando Deus sussurre o seu nome.

GUIA DE ESTUDO
Preparada por Steve Halliday
   
COMO USAR ESTE GUIA DE ESTUDO
   Cada um destes curtos estudos est preparado no somente para interagir com as idias contidas neste livro, mas tambm para orientar de novo os leitores para 
as Escrituras como fonte dessas idias.
   A primeira seo de cada estudo, "Pontos para refletir", seleciona pores de cada captulo para analisar em grupo. A segunda seo, "Sabedoria da Palavra", ajuda 
os leitores para que cavem a maior profundidade no ponto de vista das Escrituras no que se refere ao assunto que se estuda.
   Embora todos os estudos possam realizar-se separadamente, tambm podem considerar-se em conjunto com um ou mais estudos que tratem de temas similares. Na continuao 
se sugere uma lista de estudos complementares:
   A voz proveniente do balde de limpeza / Heris ocultos / Poderias ter estado na Bblia
   Por que Jesus ia a festas / Mximas
   Detrs da cortina do banheiro / Provises e graa / Sobre Oz e Deus
   Os cartes de Natal de Deus / As perguntas de Gabriel
   O profeta / A deciso 
   Qual  teu preo? / Quando te irritem os grilos
   Como vencer o herdado / Teu saco de pedras
   O doce som do segundo violino / Um trabalho interno / Como ver a Deus
   As boas notcias da meia-noite / O Deus que peleja por voc 
   Como ver o que o olho no v / Hbitos saudveis
   O dom da infelicidade / rfos ante a porta / A paisagem das terras altas
   
   DFW e o Esprito Santo / O nome que s Deus conhece
   
CAPTULO 1
A VOZ PROVENIENTE DO BALDE DE LIMPEZA
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Algo nos acontece no trajeto. As convices de mudar o mundo vo-se degradando at converter-se em compromissos de pagas as contas. Em vez de lograr uma mudana, 
conseguimos um salrio. Em lugar de olhar para frente, olhamos para trs. Em lugar de olhar para fora, olhamos para dentro.
   1. Tm mudado tuas convices ao incrementar-se tua idade? De ser assim, em que forma mudaram?
   2. Te agrada o que vs? Explica.
   
   Gostamos do Moiss de quarenta anos. Mas o Moiss de oitenta? De jeito nenhum. Demasiado velho. Demasiado cansado. Cheira a pastor. Fala como estrangeiro. Que 
impacto causaria em Fara? No era o homem indicado para a tarefa.
   E Moiss teria estado de acordo. "J tentei antes", diria ele. "Esse povo no quer ajuda. S me deixa aqui para cuidar de minhas ovelhas. So mais fceis de conduzir".
   Moiss no teria ido. Voc no o teria enviado. Eu no o teria enviado.
   Mas Deus sim o fez.
   1. Terias encarregado a Moiss a tarefa de tirar Israel da escravido? Explica.
   2. O que voc acha que ter visto Deus em Moiss? O que voc acha que Ele pode chegar a ver em voc?
   
   A voz da sara  a voz que sussurra para voc. Te lembra que Deus ainda no acabou como voc. Claro que  possvel que aches que sim acabou. Talvez penses que 
j ests na descida. Qui penses que tem um outro para realizar a tarefa.
   Se  isso o que voc pensa, reconsidere.
   1. De que forma te lembra "a voz da sara" que Deus ainda no acabou com voc?
   2. Alguma vez viveste alguma experincia de "sara ardente"? De ser assim, descreve-a.
   3. Para que coisa acha que Deus ainda pode estar chamando-te?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia xodo 6:28-7:6. Que opinio tinha Moiss de si mesmo? Que opinio tinha Deus de Moiss? Qual foi a opinio que ganhou?
   Leia Hebreus 11:24-28. De acordo com esta passagem, como logrou Moiss fazer o que fez? De que forma se relaciona isto com voc?
   Leia Filipenses 1:6. Qual  a promessa que se d neste versculo? Como pode mudar tua maneira de viver? Afeta isto tua forma de vida pessoal? Explica.
   
CAPTULO 2
POR QUE JESUS IA A FESTAS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Acho que  significativo que a gente comum de um pequeno povoado desfrutasse de estar com Jesus. Creio que vale a pena destacar que o Todo Poderoso no se comportava 
de maneira arrogante. O Santo no era santarro. Aquele que tudo sabia no era um sabicho. O que fez as estrelas no tinha a cabea metida nelas. Aquele que possui 
tudo o que h na terra nunca a percorreu com altivez.
   1. Voc acha importante que a gente desfrutasse de estar com Jesus? explica.
   2. Com uma nica palavra descreve o rasgo da vida de Jesus de que se fala acima
   
   De onde tiramos a idia de que um bom cristo  um cristo solene? Quem iniciou o rumor de que o que identifica um discpulo  uma cara alargada? Como criamos 
esta idia de que os verdadeiramente dotados so os de corao pesaroso? 
   1. Voc v o cristo como algum "solene"? explica.
   2. Onde pensas que se originou a idia do cristo de corao pesaroso?
   3. Outros te considerariam um cristo de cara longa? Explica.
   
   Assim que, perdoem-me, dicono P-Seco e irm Corao-Triste. Lamento arruinar sua marcha fnebre, mas Jesus era uma pessoa amada. E seus discpulos devem t-lo 
sido tambm. No falo de libertinagem, bebedeira e adultrio. No apio a transigncia, a grosseria nem a obscenidade. Sou somente um cruzado em favor da liberdade 
de desfrutar de uma boa piada, dar vida a uma festa enfadonha e apreciar uma noite divertida. 
   1. Descreve tua reao do que Max intui no pargrafo anterior.
   2. Como reages ante o dicono P-Seco e a irm Corao-Triste com os quais te encontras? Como achas que reagiria Jesus?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Joo 2:1-11. qual  a impresso de Jesus que obtns desta passagem? Por que pensas que o incluiu Joo em seu Evangelho?
   Leia Mateus 11:18-19. Quais so as partes certas desta acusao contra Jesus e quais as falsas? Que  o que diz esta passagem acerca do modo de vida de Jesus? 
Como se relaciona isto com o ponto que destaca Max?
   Leia 1 Tessalonicenses 5:16. Que significa estar "gozoso"? Por que  significativo que este seja um mandado? Quo bom s em obedecer este mandado?
   
CAPTULO 3
HERIS OCULTOS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Joo no tem a aparncia do profeta que seria a transio entre a lei e a graa. No tem o aspecto do heri.
   Os heris rara vez parecem s-lo.
   1. Como  que os heris rara vez parecem s-lo?
   2. Qual  tua imagem de um heri?
   
   ...por cada heri de luzes, existem dezenas que esto nas sombras. A prensa no lhes presta muita ateno. No atraem multides. Nem sequer escrevem livros!
   Mas detrs de cada avalanche h um floco de neve.
   Detrs de um desprendimento de rochas, h uma pedrinha.
   Uma exploso atmica comea com um tomo.
   E um avivamento pode comear com um sermo.
   1. Quantos "heris que no so de luzes" voc conhece?
   2. O que os converte em heris?
   
   Porm seria bom que mantivssemos os olhos abertos.  possvel que o Spurgeon de amanh esteja cortando sua grama. E o heri que o inspira poderia estar mais 
perto do que voc imagina.
   Poderia estar em teu espelho.
   1. Voc tem sido heri para algum?
   2. Poderias chegar a s-lo?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Marcos 1:1-8. Como descreverias a Joo na linguagem moderna? De que maneira o ajudaram sua aparncia e seu estilo de vida a cumprir com sua misso? 
   Leia 2 Corntios 4:7-11; 6:4-10; 11:22-28. Que aprendes acerca de Paulo atravs destas passagens? Que coisa nelas descreve o tipo de heri que ele era? Te alentam 
ou te desanimam estas passagens? Por qu?
   
CAPTULO 4
PODERIAS TER ESTADO NA BBLIA
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Na evangelizao o Esprito Santo ocupa o centro do cenrio. Se um discpulo ensina,  porque o Esprito ensina ao discpulo (Lucas 12:12). Se o ouvinte  convencido, 
 porque o Esprito tem penetrado (Joo 16:10). Se o ouvinte se converte,  pelo poder transformador do Esprito (Romanos 8:11). 
   1. De que maneira voc viu o Esprito Santo operar em sua vida no processo de evangelizao?
   2. Qual  a diferena que marca para voc o fato de que o Esprito Santo opere a teu lado na evangelizao?
   
   Em voc opera o mesmo Esprito que operou em Felipe. Alguns no acreditam em mim. Continuam sendo cautelosos. 
   1. Em que se parece a obra do Esprito Santo em tua vida com a obra na vida de Felipe? Em que se diferencia?
   2. Voc  um dos "cautelosos"? Explica.
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Atos 8:26-40. Enumera os passos que deu Felipe sob a direo do Esprito. Que princpios eficazes de evangelizao podes obter desta passagem? Quais utilizas? 
Quais no utilizas? Explica.
   Leia Romanos 8:13-14; Glatas 5:16-18. Que ensinam estas passagens acerca da guia do Esprito? Que  o que se promete? Quais so as advertncias que se do?
   
CAPTULO 5
MXIMAS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Aprendemos a brevidade por meio de Jesus. seu sermo mais importante pode ler-se em oito minutos (Mateus 5-7). Sua histria mais conhecida pode ler-se em noventa 
segundos (Lucas 15:11-32). Fez um resumo da orao em cinco frases (Mateus 6.9-13). Silenciou acusadores com um desafio (Joo 8.7). resgatou uma alma com uma orao 
(Lucas 23:43). Fez o resumo da lei em trs versculos (Marcos 12:29-31) e reduziu todos seus ensinos a um mandado (Joo 15:12).
   Declarou seu objetivo e voltou para sua casa.
   1. Por que  to poderosa a brevidade? Que a faz to efetiva?
   2. Qual das mximas de Max deste captulo te impressionou mais? Por qu?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Lucas 15:11-32. Por que pensas que esta  a histria mais conhecida de Jesus? Que a faz to poderosa?
   Leia Mateus 6:9-13. Enumera os elementos de orao que se acham nesta passagem. Pes em prtica estes elementos em tua vida de orao? Explica.
   Leia Marcos 12:29-31. Como estes mandados resumem todo o ensinamento da Bblia? Como encaixam entre si?
   
CAPTULO 6
OS CARTES DE NATAL DE DEUS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Se nossa maior necessidade tivesse sido a informao, Deus nos teria enviado um educador.
   Se nossa maior necessidade tivesse sido a tecnologia, Deus nos teria enviado um cientista.
   Se nossa maior necessidade tivesse sido o dinheiro, Deus nos teria enviado um economista.
   Mas como a nossa maior necessidade era a de perdo, Deus nos enviou um Salvador.
   1. Ests de acordo em que nossa maior necessidade era a do perdo?
   2. Explica por que pensas que  assim.
   
   Ele se fez como ns, para que pudssemos chegar a sermos como Ele.
   1. De que modo se fez como ns?
   2. De que modo podemos chegar a sermos como Ele?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Mateus 1:18-2:12. Se escrevesses uma mensagem de carto de Natal comercial baseada nesta passagem, qual elemento da histria destacarias? Por qu?
   Leia Lucas 2:1-20. Se escrevesses uma mensagem de carto de Natal comercial baseada nesta passagem, qual elemento da histria destacarias? Por qu?
   
CAPTULO 7
DETRS DA CORTINA DO BANHEIRO
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Nunca me surpreendeu o juzo de Deus, mas ainda me deixa pasmo sua graa,
   1. Alguma vez te surpreendeu o juzo de Deus? e sua graa? Explica.
   2. Por que geralmente nos surpreende mais a graa que o juzo?
   
   Pareceria ser que Deus antes bem procura a forma de lograr que cheguemos ao lar em vez de buscar formas que impeam nossa chegada. Te desafio a achar uma alma 
que tenha se aproximado de Deus buscando graa e no a tenha achado. 
   1. Que formas usou Deus para fazer-te chegar ao "lar"?
   2. Aceita o desafio de Max, voc consegue pensar uma pessoa bblica que tenha procurado a graa de Deus, mas no a tenha achado? Quo importante resulta isto? 
Por qu? 
   
   No estou a favor de diluir a verdade nem de comprometer o evangelho. Porm se um homem de corao puro chama de Pai a Deus, no posso chamar a esse mesmo homem 
de irmo? Se Deus no estabelece a perfeio doutrinaria como requisito para a membresia familiar, deveria faz-lo eu?
   1. Que acreditas que quis dizer Mas com sua expresso "um homem de corao puro"?
   2. Que aconteceria se a "perfeio doutrinria" se estabelecesse "como requisito para a membresia familiar"?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Lucas 19:1-10. Como mudou a graa a Zaqueu? Voc acha que a graa o surpreendeu? E aos que estavam por perto? Explica.
   Leia Lucas 15:3-7. A quem dirigiu Jesus esta parbola? Por que resulta isso importante? Qual era seu ponto principal? Que podes aprender acerca da graa por mdio 
desta parbola?
   
CAPTULO 8
AS PERGUNTAS DE GABRIEL
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Nos assombra ainda a vinda de Deus? No continua nos surpreendendo o evento? O Natal continua causando-nos o mesmo mudo assombro que provocou dois mil anos atrs?
   1. Te surpreende ainda a vinda de Deus?
   2. Como voc se mantm preparado para permitir que Deus te surpreenda?
   
   E por que ser que de uns cem filhos de Deus, aproximadamente, somente dois se detiveram para considerar seu Filho? O que  este demnio de dezembro que nos rouba 
os olhos e imobiliza as lnguas? No  esta a temporada para fazer uma pausa e propor as perguntas de Gabriel?
   1. A tragdia no  que no as possa responder, seno que estou demasiado ocupado para formul-las.
   2. Como explicas "este demnio de dezembro que nos rouba os olhos e imobiliza as lnguas"?
   3. Qual das perguntas de Gabriel te intriga mais? Por qu?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Lucas 1:5-20;26-38. Compara o versculo 18 com 0 versculo 24. Por que pensas que Gabriel reagiu de maneira to diferente ante estas perguntas? Pensas que 
Gabriel tenha sido de "personalidade" muito amvel? Explica.
   Leia Daniel 8:15-19; 9:20-22. Que aprendes acerca da personalidade de Gabriel atravs destas passagens? Qual pensas que seria tua reao se ele se aparecesse 
a voc?
   
CAPTULO 9
QUAL  TEU PREO?
   
PONTOS PARA REFLETIR
   -Escolha. S escolha uma opo e o dinheiro ser seu.
   Uma voz grave desde outro microfone comea a ler a lista:
   "Ceda seus filhos em adoo".
   "Prostitua-se por uma semana".
   "Renuncie a sua cidadania".
   "Abandone sua igreja".
   "Abandone sua famlia".
   "Mate um desconhecido".
   "Realize uma mudana cirrgica de sexo".
   "Abandone sua esposa".
   "Mude de raa".
   -Essa  a lista -proclama o animador-. Agora, faa sua eleio.
   1. Como responderias se fosses um dos participantes deste programa?
   2. Qual  teu preo?
   
   A um estudante foi-lhe pedido uma vez que definisse as palavras "eu" e "meu". Respondeu: "Pronomes agressivos".
   1. Qual  o problema dos "pronomes agressivos"? 
   2. Qual  custo do egosmo?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Lucas 12:13-21. Qual  o ponto referente  cobia que destaca Jesus nesta passagem? Qual  seu ponto principal?
   Leia Deuteronmio 10:14-15. De acordo com esta passagem, por que no tem sentido a cobia? Qual  a conexo entre os versculos 14 e 15?
   Leia Hebreus 13:5-6. Qual  o mandado negativo que se d aqui? Qual  o mandado positivo? Qual  a razo que se d para obedecer os mandados? Que se produz como 
resultado da obedincia aos mandados?
   
CAPTULO 10
PROVISES E GRAA
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Tambm ns fomos agraciados com uma surpresa. Ainda maior que a da mulher. Pois embora sua dvida fosse grande, ela podia pag-la. Ns no temos a possibilidade 
de pagar a nossa.
   A ns, igual que  mulher, foi-nos entregue um presente. No s na caixa registradora, seno perante o tribunal.
   E ns tambm nos convertemos em esposa. No s por um momento, seno para a eternidade. E no somente por provises, mas para o banquete.
   1. De que modo "fomos agraciados com uma surpresa"?
   2. Por que no temos a possibilidade de pagar nossa dvida?
   3. Que presente se nos entregar diante do tribunal?
   4. Em que forma nos convertemos em esposa?
   5. Qual  o banquete que nos menciona Max?
   6. Pensas que assistirs ao banquete? Explica.
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Romanos 5:6-11. Para quem morreu Cristo (versculo 6)? Por que isto  um exemplo de graa? Que resultado produz o abraar a graa (versculo 11)? Isto  
caracterstico em tua experincia. Explica.
   Leia Apocalipse 19:6-9. Como nos alenta este acontecimento que se descreve nesta passagem? Quem so os participantes principais? Esperas estar ali? Sim ou no, 
por qu?
   
CAPTULO 11
A DECISO 
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Amor, alegria, paz, pacincia, amabilidade, bondade, fidelidade, mansido, domnio prprio. A estes encomendo meu dia. Se tiver xito, agradecerei. Se falhar, 
buscarei Sua graa. E depois, quando este dia tenha acabado, colocarei minha cabea sobre meu travesseiro e repousarei.
   Escolho a Deus.
   1. Que opinas acerca da filosofia de vida expressada no pargrafo anterior? D resultado? Explica.
   2. Que significa Max ao dizer: "Escolho a Deus"? Como se escolhe a Deus?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Glatas 5:22-23. Por que no h lei contra as coisas enumeradas nesta pgina? Com que se comparam estas coisas nos versculos 19-21? Em qual lista voc se 
situa com maior freqncia?
   Leia Deuteronmio 30:19-20 e Josu 24:14-15. Quais so as opes que estas passagens nos brindam? Em que se parecem estas opes s que devemos escolher? Que 
deciso voc tomou? Explique.
   
CAPTULO 12
O PROFETA
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Um se veste como Jesus, porm o outro se comporta como Jesus.
   Um se apresentou como embaixador de Cristo; o outro nem precisou faz-lo.
   Um despertou minha curiosidade, mas o outro tocou meu corao.
   1. Qual destes dois homens gostaria mais de conhecer? Explica.
   2. Com qual destes dois homens te resultaria mais agradvel passar um semana? Explica.
   
   E algo me dizia que se Jesus estivesse presente, em pessoa, em Santo Antnio, e eu me encontrasse com Ele na loja, no o reconheceria pelo rastelo, pela vestimenta 
ou pela grande Bblia. Porm o reconheceria pelo seu bom corao e suas palavras amveis.
   1. Como pensas que se vestiria Jesus se andasse pelas ruas de nosso mundo atual? Seria possvel reconhec-lo entre uma multido de pessoas? Explica.
   2. Como pensas que se comportaria?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia 1 Joo 2:3-6. Como podemos saber se conhecemos a Jesus (versculo 3)? Que sucede  pessoa que obedece a Palavra de Deus (versculo 5)? Que devemos fazer 
se declaramos que conhecemos a Jesus (versculo 6)?
   Leia Lucas 6:43-45. Como podes distinguir entre uma "rvore" ruim e uma boa? Que tipo de "fruto" diriam outros que voc produz?
   Leia Efsios 5:1-2. Quais so os mandados que se nos do nesta passagem? Que exemplo nos d?
   
CAPTULO 13
QUANDO TE IRRITEM OS GRILOS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Quando nos maltratam, nossa resposta animalstica  sair a caar. Instintivamente fechamos nossos punhos. Procurar vingana  algo muito natural. O qual, em parte, 
 o que constitui o problema. A vingana  natural, no espiritual. Vingar-se  a lei da selva. Conceder graa  a lei do reino.
   1. O que com maior freqncia caracteriza tua resposta ao maltrato, a "lei da selva" ou a "lei do reino"?
   2. D um exemplo de teu modo de reagir ante o maltrato.
   
   A vingana  irreverente. quando devolvemos um golpe estamos dizendo: "Sei que a vingana  tua, Deus, mas o que acontece  que achei que no ias castigar o suficiente. 
Pensei que seria melhor tomar esta situao em minhas prprias mos. Tens tendncia a ser um tanto suave".
   1. Alguma vez voc teve a sensao que se descreve no pargrafo anterior? Explica.
   2. Qual foi o resultado se alguma voc agiu segundo este sentimento?
   
   O perdo aparece com mais facilidade com uma lente de grande alcance. Jos utiliza uma para poder ver todo o quadro. Recusa focalizar a traio de seus irmos 
sem olhar tambm a lealdade de Deus.
   1. Como  que o perdo aparece com mais facilidade com uma "lente de grande alcance"?
   2. Por que se dificulta com "uma lente de tele-objetiva"?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Provrbios 20:22. Qual  o mandado negativo que se d aqui? Qual  o mandado positivo? De que modo operam ambos em conjunto?
   Leia Gnesis 50:15-21. Tinha Jos o direito de estar irado pela forma em que o maltrataram seus irmos? Como reagiu ele? Qual foi o resultado? Como pensas que 
terias reagido se fosses Jos?
   
CAPTULO 14
COMO VER O QUE O OLHO NO V
   
PONTOS PARA REFLETIR
   A vida  mais do que o olho percebe.
   Pois disso se rata a f. A f  confiar no que o olho no pode ver.
   Os olhos vem o leo que espreita. A f v o anjo de Daniel.
   Os olhos vem tormentas. A f v o arco-ris de No.
   Os olhos vem gigantes. A f v Cana.
   1. Ests de acordo em que "a f  confiar no que o olho no pode ver"?
   2. Trata-se de mais que isso? Explica.
   
   -Somente pulo em braos grandes.
   Se acharmos que os braos so fracos, no pularemos.
   Por isso, o Pai flexionou seus msculos. 
   1. Como Deus tem demonstrado seus "braos grandes" em tua vida?
   2. Qual tem sido a maior "flexo de braos" que tenhas experimentado?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Hebreus 11:1-3. Como se define a f nesta passagem? Como o expressarias com tuas palavras?
   Leia o Salmo 20. Que lies de confiana podes aprender desta passagem? Que promessas se do? Qual  a esperana que se expressa?
   Leia Efsios 1:19-20. Esta passagem ajuda a edificar tua prpria f? Explica. Como usa Paulo esta passagem em Efsios?
   
CAPTULO 15
COMO VENCER O HERDADO
   
PONTOS PARA REFLETIR
   No podemos escolher nossos pais, mas sim podemos escolher nossos mentores.
   1. Que mentores voc escolheu?
   2. Por que escolheste estes indivduos em particular?
   
   Talvez teu passado no seja algo do qual jactar-te. Talvez tenhas sido testemunha de horrvel maldade. E agora voc, igual que Josias, deves tomar uma deciso. 
Te sobrepors ao passado e produzirs uma mudana? Ou permanecers sob o controle do passado e elaborars escusas?
   1. Seleciona uma palavra que descreva como voc se sente a respeito de seu passado: Agradecido? Irritado? Desanimado? Orgulhoso? Deprimido? Abenoado?
   2. De que modo s vezes permitimos que o passado nos controle? Alguma vez voc se permitiu cair nesta modalidade? Explique.
   
   A vida espiritual nasce do Esprito! Teus pais podem te ter dado teus genes, mas Deus te d graa.  possvel que teus pais sejam responsveis de teu corpo, mas 
Deus se fez cargo de tua alma.  possvel que teu aspecto venha de tua me, mas a eternidade te vem de teu Pai, teu Pai celestial.
   1. De que forma muda este princpio toda a nossa perspectiva?
   2. Que tipo de herana espiritual voc tem agora? Descreve-a.
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia 2 Reis 21. Descreve a herana de Josias. Como voc acha que se sentia a respeito dela?
   Leia Joo 3:1-8. Como explicou Jesus que podemos receber uma herana espiritual? Que devemos fazer? Como se moveu o Esprito em tua vida? De onde proveio o "vento"?
   Leia 2 Corntios 5:17. Que significa estar "em Cristo"? O que se ganha? O que se perde?
   
CAPTULO 16
O DOCE SOM DO SEGUNDO VIOLINO
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Faz demasiado tempo que tocas o segundo violino. Necessitas dar um passo por conta prpria.
   1. Alguma vez voc recebeu um conselho semelhante  declarao antes mencionada?
   2. Alguma vez voc deu tal conselho? Qual foi o resultado de obrar segundo esse conselho?
   
   Viver dos elogios dos outros consiste numa dieta errtica.
   1. Que significa a declarao anterior?
   2. Como constitui uma "dieta errtica"?
   
   At o dia de hoje, quando o sol brilha e a lua reflete e se ilumina a escurido, ela no se queixa nem fica ciumenta. S faz o que sempre deveu fazer.
   A lua ilumina.
   1. Qual  o resultado de fazer aquilo para o qual foste criado?
   2. Voc conhece esta sensao? Explica.
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia 1 Corntios 12:12-30. Como poderia a lua ter-se evitado muito sofrimento ao aceitar o conselho desta passagem? Existe aqui uma lio para voc? De ser assim, 
qual ?
   Leia Romanos 12:3-8. Como poderia ter evitado algo de dor  lua o conselho que se brinda no versculo 3? Como encaixa nos lineamentos traados no resto da passagem?
   Leia Isaias 43:5-7. Para que fomos criados, segundo Isaias? Como "glorificamos" a Deus? Voc o faz? Explica.
   
CAPTULO 17
TEU SACO DE PEDRAS
   
PONTOS PARA REFLETIR
    possvel que tenhas te aproximado da religio, mas no de Deus? Ser que congregaste numa uma igreja, mas nunca viste a Cristo?
   1. Alguma vez te aproximaste  "religio" em vez de aproximar-te a Deus? De ser assim, que aconteceu?
   2. Como  possvel ir  igreja e no ver a Cristo? Voc v a Cristo quando assiste  igreja? Explica.
   
   Vai a Ele. S sincero com Ele. Admite que tens segredos da alma que nunca enfrentas-te. Ele j os conhece. Somente espera que lhe peas ajuda. Somente espera 
que lhe ds tua sacola.
   Adiante. Te alegrars de t-lo feito. 
   1. Como voc se chega a Jesus? Alguma vez voc se aproximou dEle desta forma?
   2. Pergunta-te o que levas dentro de teu saco. Voc entregou essas coisas a Ele? Se a resposta  no, por qu?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia 2 Corntios 7:5-13. Qual  a conexo entre contristar-se e arrepender-se nesta passagem (veja especialmente o versculo 10)? Que produz tristeza segundo 
Deus?
   Leia Mateus 11:28-30. Que nos diz Jesus que faamos nesta passagem? Como o fazemos? Qual o resultado? Voc experimentou um "descanso" assim? Explique.
   
CAPTULO 18
SOBRE OZ E DEUS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   O poder que necessitas  em realidade um poder que j tens. S  necessrio que busques com a suficiente profundidade, o tempo necessrio, e no haver nada que 
no podas fazer.
   Te parece familiar? Te parece patritico? Te parece... cristo?
   1. Quando foi a ltima vez que ouvis-te uma declarao similar  anterior? Descreve.
   2. Alguma vez te pareceram crists tais declaraes? Explica-te.
   
   O cristianismo "faa-voc-mesmo" no resulta de grande alento para o exausto e o cansado.
   1. Que quis dizer Max com "cristianismo faa-voc-mesmo"?
   2. Que no  de grande incentivo para o cansado um cristianismo como este?
   
   O mgico diz: "Olha dentro de voc e encontra teu eu". Deus diz: "Olha dentro de voc e encontra a Deus". 
   O primeiro te levar a Kansas.
   O ltimo te levar ao cu.
   Voc escolhe.
   1. Como poderia interpretar-se errado a frase "olha dentro de voc e encontra a Deus", de Max?
   2. Como voc acha que deveria ser interpretada?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Mateus 19:17. Qual era a inteno de Jesus ao fazer esta declarao ao jovem? Que queria que compreendesse? O jovem, captou a mensagem? Explica.
   Leia 1 Corntios 6:9-11. Qual era a mentira que Paulo no queria que acreditassem os corntios? De que modo radical tinham mudado suas vidas? Quem produziu a 
mudana?
   Leia Romanos 1:17. Segundo este versculo, de onde provm a justia? Como se relaciona a f com este assunto? Em que se diferencia isto da mensagem do mgico?
   
CAPTULO 19
UM TRABALHO INTERNO 
   
PONTOS PARA REFLETIR
   No se pode corrigir um problema interno desde fora.
   1. A que "problema interno" se refere Max?
   2. Por que no pode corrigir-se desde "fora"?
   
   A sociedade pode renovar, porm s Deus re-cria.
   1. Por que no pode re-criar-se a sociedade?
   2. Por que Deus no realiza uma simples renovao?
   
   A prxima vez que soem os alarmes em teu mundo, pergunta-te trs coisas:
   Existe em minha vida algum pecado sem confessar?
   Existe em meu mundo algum conflito sem resolver? 
   H em meu corao alguma preocupao no rendida ao Senhor?
   1. Faa para voc mesmo as perguntas que Max enumera acima.
   2. Quais so tuas respostas? H alguma coisa que voc deva fazer? Qu?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia o Salmo 32:1-5. Em princpio, como tratou Davi com seu prprio pecado? Que aconteceu? Como respondeu ento ele? Que sucedeu?
   Leia o Salmo 51:10. De que maneira resulta esta uma orao para cada crente de qualquer poca? Forma parte de tua vida de orao? Explica.
   Leia 1 Pedro 5:7. Qual  o mandado que se d. Que razo se d para este mandado? Como podemos obedecer este mandado num sentido prtico?
   
CAPTULO 20
AS BOAS NOTCIAS DA MEIA-NOITE
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Existe algum que tem a mo sobre o acelerador deste trem, ou ser que o motorista pulou antes de aparecer a curva da morte?
   1. Alguma vez voc se fez uma pergunta como a anterior?
   2. De ser assim, quais eram as circunstncias?
   
   A promessa do Messias vai enfiando quarenta e duas geraes de pedras em bruto, at formar um colar digno do Rei que veio. Assim como prometeu. 
   1. Te surpreendem os antepassados que compem a rvore genealgica do Messias? Sim ou no, por qu?
   2. Como  que esta genealogia resulta "digna do Rei que veio"?
   3. Por que voc acredita que Deus decidiu registrar sua rvore genealgica?
   
   O motorista no abandonou o trem. A guerra nuclear no  uma ameaa para Deus. as economias no intimidam os cus. Lderes mortais jamais descarrilaram o plano.
   Deus cumpre sua promessa.
   1. De que forma pode uma firme crena na verdade antes expressada manter-nos com a cabea fora da gua?
   2. Como se manifesta esta verdade em teu mundo?
   3. Que evidncia bblica podes citar?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Joo 16:33. Qual  a promessa que nos faz Jesus nesta passagem? Que  a advertncia que nos faz? Que significa "confiai"? Por que devemos confiar?
   Leia Daniel 4:34-35. Que lio aprendeu Nabucodonosor quanto ao controle de Deus sobre o universo? Qual  a frase desta passagem que te resulta mais memorvel? 
Por qu?
   Leia Isaias 43:11-13. Que disse Deus de si mesmo a respeito de seu controle do universo? Que frase desta passagem  mais importante para voc? Por qu?
   
CAPTULO 21
HBITOS SAUDVEIS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Escolhe um momento do passado no muito remoto. Um ano ou dois atrs. Agora formula-te umas poucas perguntas. Como se compara tua vida de orao atual com a daquele 
ento? E o que ds? Se incrementou tanto a quantidade como o gozo? E que acontece com tua lealdade para a igreja? Podes notar que cresceste? E teu estudo bblico? 
Ests aprendendo a aprender?
   1. Formula-te as perguntas que Max enumera acima.
   2. Como vs nestes aspectos?
   
   O crescimento  um objetivo do cristo. A maturidade  um requisito.
   1. Como o crescimento  um objetivo do cristo?
   2. Como a maturidade  um requisito?
   
   Ali esto. Quatro hbitos que vale a pena adotar. Acaso no resulta agradvel que alguns hbitos sejam bons para voc? Faz deles parte de tua vida e cresce. No 
cometas o erro do pequeno menino. No permaneas demasiado perto do lugar por onde entraste.  arriscado descansar na borda.
   1. Realiza uma avaliao pessoal quanto a tua atuao em cada um dos hbitos que enumera Max.
   2. Quais so teus pontos fortes? Tuas fraquezas?
   3. Que poder fazer para melhorar?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Colossenses 1:9-12. Que peties especficas fez Paulo aos colossenses? Como podem estas ajudar a dar forma a nossa vida de orao?
   Leia 1 Pedro 2:2-3. Qual  o mandado que se nos d aqui? Qual  o resultado prometido? Qual  a motivao que se d?
   Leia 2 Pedro 3:18. Que significa crescer em graa? E significa crescer em conhecimento? Qual a relao entre ambos?
   
CAPTULO 22
DFW E O ESPRITO SANTO
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Seja qual for o mdio de transporte, a travessia pode acabar sendo exaustiva. No seria maravilhoso descobrir uma escada mecnica para o corao?
   1. Que quer dizer Max ao mencionar uma "fita transportadora para o corao"?
   2. Voc gostaria de uma? Explique.
   
   A prxima vez que necessites descansar, repousa. Ele te manter orientado no sentido correto. E a prxima vez que consigas avanar... agradece a Ele. Ele  quem 
aporta o poder.
   E a prxima vez que desejes dar-te por vencido? No o faas. Por favor, no o faas. Vira na prxima esquina. Talvez te surpreenda o que vs encontrar ali.
   Alm disso, te espera um vo rumo ao lar que no desejars perder.
   1. De que forma cumpre o Esprito Santo cada um dos aspectos que Max enumera acima? Voc os experimentou em sua vida? Explique.
   2. De que se trata este "vo para o lar" ao que faz referncia Max? Como se fazem reservas para o mesmo?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Colossenses 1:28-29. Qual era a meta de Paulo quanto a seu ministrio? Que se requeria para conseguir esta meta? Haver alguma diferena no que diz respeito 
a ns? Explica.
   Leia Hebreus 10:32-36. Como anima o escritor a seus leitores a no se dar por vencidos? Que razoes esgrime? Que promessa d? Qual  a advertncia que oferece?
   
CAPTULO 23
O DEUS QUE PELEJA POR VOC 
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Se voc no sabe o que fazer, o melhor e ficar quieto at que Ele faa sua parte.
   1. O que voc opina deste conselho?
   2. Te resulta difcil fazer caso do mesmo? Explica.
   
   -Se um cara te sujeita contra o cho e bate em voc, e teu pai est a uma distncia que possa ouvir-te e te disse para cham-lo sempre que necessite de sua ajuda, 
o que farias?
   -Chamaria meu pai.
   -Pois foi o que eu fiz. O nico que eu fao. Quando a batalha  demasiado grande, peo a Deus que se ocupe. Chamo o Pai para que peleje por mim.
   1. Como logramos que o Pai peleje por ns em nosso viver cotidiano?
   2. Que significa isto? Que podemos esperar?
   
   A Ele corresponde pelejar. A ns corresponde confiar.
   S confiar. No dirigir. No questionar. No arrebat-lhe a direo do carro. Nos corresponde orar e esperar. No  preciso nada mais. No  necessrio nada mais.
   1. Que significa "confiar" em teu caso pessoal?
   2. Como se relacionam o agir em f e o esperar em orao?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia xodo 14: De que maneiras confiou Moiss em Deus neste captulo? De que maneiras pelejou Deus por ele? Qual foi o resultado?
   Leia 2 Crnicas 20:1-30. De que formas confiou Jeosaf em Deus nesta passagem? De que formas pelejou Deus por ele? Qual foi o resultado? Que efeito te produz 
a declarao do rei no versculo 12b?
   Leia o Salmo 115. Quais eram as dificuldades com as que se enfrentava o povo nesse momento? Como reagiu? Que fez Deus? como pode seu exemplo ajudar-nos?
   
CAPTULO 24
O DOM DA INFELICIDADE
   
PONTOS PARA REFLETIR
   A infelicidade sobre a terra cultiva a fome do cu. Ao produzir em ns uma profunda insatisfao, Deus capta nossa ateno. A nica tragdia, ento,  sentir 
satisfao prematura. Conformar-se com a terra. Sentir-se a gosto em terra estranha. Contrair enlace com os babilnios e esquecer-se de Jerusalm.
   1. Como a insatisfao pode chamar-se um exemplo de graa?
   2. Que significa "contrair enlace com os babilnios e esquecer-se de Jerusalm"? Alguma vez sentes a tentao de fazer isto? Explica.
   
   E voc nunca ser completamente feliz sobre a terra, simplesmente porque no foi feito para a terra. Ah, sim, ters teus momentos de gozo. Poders vislumbrar 
momentos de luz. Conhecers momentos ou at dias de paz. Mas no so comparveis com a felicidade que se encontra mais  frente.
   1. Por que diz Max que no fomos feitos para a terra?
   2. Qual seria o problema de chegar a ser verdadeiramente feliz na terra?
   
   Reduz tuas expectativas a respeito da terra. Isto no  o cu, ento no esperes que o seja. Nunca haver um noticirio sem ms notcias. Nunca haver uma igreja 
sem fofocas nem competncia. Nunca haver um carro novo, uma esposa nova ou um novo beb que possa dar-te o gozo que anela teu corao. S Deus pode faz-lo.
   1. De que maneira prtica podemos reduzir nossas expectativas a respeito da terra?
   2. D vrios exemplos.
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Eclesiastes 3:11. Que significa que "colocou a eternidade no corao deles (os homens)"? Como se revela isto?
   Leia 1 Pedro 2:11. Em que se diferencia o modo de vida de um "estrangeiro" ou de um "peregrino" do modo de vida dos nativos? Como batalham contra a alma os desejos 
carnais? De que modo ajuda nesta batalha o viver como estrangeiro?
   Leia 1 Corntios 2:9-10. Por que resulta este ser o melhor quadro do cu que podemos compreender? Te d esperana esta passagem? Explica.
   
CAPTULO 25
COMO VER A DEUS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Quem deseja o cu sem Deus? O cu no  cu sem Deus.
   1. Por que o cu sem Deus deixaria de ser cu?
   2. Desejarias viver num lugar assim? Explica.
   
   O contentamento  uma virtude difcil de lograr. Por qu?
   Porque no h nada na terra que possa satisfazer nosso mais profundo anseio. Anelamos ver a Deus. As folhas da vida se sacodem com o rumor de que sim o veremos... 
e no estaremos satisfeitos at que isso acontea.
   1. Ests de acordo com a explicao de Max acerca do motivo pelo que resulta difcil lograr o contentamento?
   2. Haver outros motivos pelos que resulte difcil logr-lo? explica.
   
   Ao ver a Deus, Isaias ficou aterrado. Por que tal temor? Por que tremia tanto? Porque era cera diante do sol. Uma vela num furaco. Um peixinho nas cataratas 
do Nigara. A glria de Deus era demasiado grande. Sua pureza, demasiado genuna. Seu poder, demasiado imponente.
   A santidade de Deus ilumina a condio pecadora do homem.
   1. Define a santidade de Deus.
   2. Por que deveria aterra a Isaias?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia xodo 33:12-23. Terias pedido o que pediu Moiss segundo aparece no versculo 18? Que significa que no podia ver o "rosto" de Deus? como se relaciona isto 
com a santidade de Deus?
   Leia Isaias 6:1-7; Hb 12:14; Apocalipse 1:12-18. como reagem em linha geral as pessoas ante a santidade manifesta de Deus? Por que sucede assim? Que sugere isto 
em quanto a nosso modo de relacionarmos com Deus?
   Leia o Salmo 17:15. Que ser o que finalmente nos satisfar, segundo Davi? Por que deveria satisfazer-nos?
   
CAPTULO 26
RFOS ANTE A PORTA
   
PONTOS PARA REFLETIR
   A terra no  o que havamos esperado.  possvel que tenha seus momentos agradveis, mas simplesmente no  o que achamos que deveria ser. Algo dentro de ns 
geme pedindo mais.
   1. De que maneira no cumpriu a terra com tuas expectativas?
   2. Voc "geme" por algo mais? Explica.
   
   Ou estamos to ansiosos que exigimos. Exigimos deste mundo o que s nos pode dar o mundo vindouro. Nenhuma doena. Nenhum sofrimento. Nenhuma luta. Esperneamos 
e sacudimos nossos punhos, esquecendo que unicamente no cu pode encontrar-se essa paz.
   1. Alguma vez voc se descobre exigindo o que verdadeiramente pertence ao mundo vindouro?
   2. De ser assim, que o provoca? Qual  o resultado?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Romanos 8:18-25. De que maneira a esperana de "redeno" torna mais suportveis nossos "gemidos"? Como se manifesta este gemer? Qual  nossa esperana final?
   Leia 2 Corntios 5?1-10. Com que propsito nos fez Deus (versculos 4-5)? Onde entra o viver pela f (versculo 7)? Qual  nossa meta enquanto isso (versculo 
9)? Qual  a motivao que se d (versculo 10)?
   
CAPTULO 27
A PAISAGEM DAS TERRAS ALTAS
   
PONTOS PARA REFLETIR
   Todos necessitamos ajuda de vez em quando. Esta travessia fica empinada. To empinada que alguns de ns nos damos por vencidos.
   1. Voc sente alguma vez a tentao de dar-se por vencido?
   2. Quais so as circunstncias que provocam este desejo?
   
   O sangue humano do divino Cristo. Cobre nossos pecados.
   Proclama uma mensagem: Fomos comprados. No podemos ser vendidos. Jamais.
   1. Que sensao te produz a declarao acima mencionada?
   2. Explica o motivo.
   
   Acredita em mim quando digo que vale a pena. Nenhum preo  demasiado elevado. Se deves pagar um preo, paga-o! Nenhum sacrifcio  demasiado grande. Se for necessrio 
que deixes bagagem no caminho, deixa-o! Nenhuma perda ser comparvel. Custe o que custar, faa-o. por todos os cus, faze-o.
   1. Qual  o preo que se te pode exigir que pagues em tua vida? Que sacrifcios talvez devas fazer?
   2. Qual "bagagem" ser necessrio que "deixe no caminho"? Qual bagagem podero abandonar outros mediante tua ajuda?
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Hebreus 12:22-24. Como se descreve nosso futuro nesta passagem? Qual  o quadro que se representa? Isto te d nimo? De ser assim, como? Se no for assim, 
por qu?
   Leia 1 Corntios 6:19-20. A quem pertences segundo esta passagem? Como sucedeu isto? Como devemos responder?
   Leia Romanos 8:35-39. Ter ficado fora da lista algum possvel inimigo? Quo seguro  nosso destino? Como se assegura este destino? Como te faz sentir isto? Por 
qu?
   
CAPTULO 28
O NOME QUE S DEUS CONHECE
   
PONTOS PARA REFLETIR
   No te parece incrvel que Deus tenha reservado um nome para voc? Um nome que nem sequer conheces? Sempre imaginamos que conservaremos o nome que nos deram. 
No  assim. Imagina o que isso implica. Ao parecer teu futuro  to promissrio que merece um novo ttulo. O caminho para frente  to brilhante que se faz necessrio 
um nome novo. Tua eternidade  to especial que nenhum nome comum te servir. 
   1. Alguma vez voc teve um "nome segredo"? Alguma vez voc deu a outro um nome segredo? De ser assim, qual foi o propsito destes nomes? Que sensao produziam 
na pessoa que os recebia?
   2. Se te concedessem um "nome segredo" baseado num rasgo de teu carter, qual seria o rasgo pelo que mais te agradaria ser reconhecido? 
   
    tua vida lhe espera mais do que jamais imaginas-te.  tua histria lhe falta mais do que ls-te.  tua cano lhe espera mais do que cantaste. Um bom autor 
se reserva o melhor para o final. Um grande compositor guarda sua obra-mestre para o fim. E Deus, o autor da vida e compositor da esperana, fez o mesmo para voc.
   1. Te resulta fcil acreditar que "a tua vida lhe espera mais do que jamais imaginas-te"? Explica.
   2. Que  o que aguardas com mais nsias do mundo vindouro. Descreve.
   
SABEDORIA DA PALAVRA
   Leia Isaias 56:3-5. A que problemas se referiu Deus nestes versculos? Sobre que a gente sentiu a tentao de pensar? Alguma vez voc teve esses pensamentos? 
De ser assim, explica. Que promete Deus no versculo 5?
   Leia Apocalipse 2:17. Que significa ser um "vencedor"? Que se promete a tal pessoa? Voc tem a esperana de ser tal pessoa? Explica.
   Leia Sofonias 3:17. Qual  o papel que cumpre Deus neste versculo? Como nos anima? Este versculo te gera alguma expectativa para o futuro? Te estimula? Explica 
32.
   
    
 
1 Uma cano simples que as crianas costumam tocar no piano.
2 Cano tema do filme "A novicia rebelde".
3 1,041 Sermon Ilustrations, Ideas and Expositions [1041 Ilustraes, idias e exposies para sermes], recopiladas e editadas por A. Gordon Nasby, Baker, Grand 
Rapids, 1976, pp. 180-81.
4 O flanelgrafo  uma tabua forrada em flanela, contra a qual se aplicam figuras no verso das quais tm grudado pedacinhos de abrolho para se fixarem. So muito 
utilizadas nos Estados Unidos para dar aulas de escola dominical, e as figuras podem conseguir-se nas livrarias especializadas.
5 O avaro de Cano de Natal, de Dickens.
6 Estas frases apareceram em "A Dream Worth Keeping Alive" ("Um sonho que vale a pena manter vigente"), Wineskins Magazine, janeiro-fevereiro 1993, pp.16-20.
7 Veja Lucas 15:3-7.
8 James Patterson y Peter Kim, The Day America Told the Truth ("O dia que os Estados Unidos disse a verdade"), Prentice Hall, NY, 1991, segundo citao em Discipleship 
Journal, setembro-outubro 1991, p.16.
9 Idem anterior.
10 "A vida de qualquer no consiste na abundncia do que possui" (Lucas 12:15b).
11 Mais conhecida como a parbola do rico insensato (Lucas 12:16-21).
12 1,041 Sermon Ilustrations, Ideas and Expositions [1041 Ilustraes, idias e exposies para sermes], recopiladas e editadas por A. Gordon Nasby, Baker, Grand 
Rapids, 1976, p. 199.
13 Nome de uma famlia de um popular seriado de TV.
14 Armani  uma marca de roupa cara; K-Mart  uma loja de preos baratos.
15 O vilo dos desenhos animados do Papa-Lguas.
16 Com carinho para Stefan Richart-Willmes. 
17 Nomes de artistas e locutores da TV americana.
18 Em ingls, existe uma rima infantil que fala de uma vaca que pulou por cima da luz.
19 Nos Estados Unidos do esse nome a uma determinada hora na qual, em bares e lugares de comercializao de bebidas alcolicas, as mesmas so vendidas a menor preo.
20 Nmero para emergncias nos Estados Unidos.
21 N. da T. Provvel aluso ao fato de ser Washington quem est nas notas de dlar mais comuns.
22 Dia da Independncia dos Estados Unidos, no qual o cu se ilumina com fogos artificiais.
23 Veja xodo 14:5-31; 81-15 e 2 Crnicas 20.
24 Com apreo a Erik Ketcherside por ter-me contado esta histria.
25 "Confisses", santo Agostinho, segundo citao de Peter Kreeft em "O cu: o anelo mais profundo da alma", Ignatius Press, So Francisco, 1989, p. 49. a inspirao 
para esta composio acerca da cotovia foi extrada da descrio feita por Kreeft sobre "O rouxinol no corao", pp. 51-54.
26 Malcolm Muggeridge, "Jesus redescoberto", Doubleday, Nova Iorque, 1979, pp. 47-48, segundo citao de Peter Kreeft, "Ocu...", p. 63.
27 Com reconhecimento para santo Agostinho, "Salmos", 127.9, segundo citao de Peter Kreeft, "O cu...", p. 49. 
28 Annie Dillard, "A vida escrita", Harper and Row, Nova Iorque, 1989, p.9.
29 Leadership [Liderana], inverno 1994, p. 46:
* No Brasil, mais conhecidas como Barracas de acampamento.
30 Com apreo para John R. W. Stott, "Segurana crist: a esperana de glria", All Soul Cassettes, Londres, d28 1b.
31 Veja Apocalipse 21:5.
32 Lucado, Max, 2001. "Quando Deus sussurra teu nome", Caribe-Betania Editores: Nashville.
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